segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Livros lidos em 2010 - Marcelina



Tal como fiz em 2009, vou manter a lista de livros lidos deste novo ano.

Neste novo ano, tenho alguns objectivos:
- Ler 52 livros, um por semana;
- dos quais 10 clássicos;
- e escrever mais.

Cá fica então a minha lista de livros lidos em 2010:
(livros lidos, avaliação de cada livro e os que espero ler ainda este ano)

Escala de notas:
1 - Horrível, detestável.
2 - Muito mau
3 - Mau
4 - Fraquinho
5 - Médio -
6 - Médio
7 - Satisfatório
8 - Bom
9 - Muito Bom
10 - Obra prima

Os livros de 2010:

Janeiro

1) A Fúria dos Reis - George R.R. Martin [9/10]
2) Corpo de Delito - Patricia Cornwell [6/10]
3) Filha de Sangue - Anne Bishop [8/10]

Fevereiro
4) Cemitério dos sem nome - Patricia Cornwell [5/10]

5) Firmin - Sam Savage [8/10]
6) Contos - Eça de Queiróz [8/10]
7) Herdeira das Sombras - Anne Bishop [8/10]
8) Rainha das Trevas - Anne Bishop [8/10]

Março
9) Dívida de sangue - Charlaine Harris [7/10]
10) Clube de Sangue -
Charlaine Harris [6/10]
11) Brinca Comigo! [4/10]
12) Ficções Científicas & Fantásticas [2/10]

Abril
13) As vidas de Elisa Antunes - Guilherme de Melo [8/10]
14) Sangue Oculto - Charlaine Harris [7/10]
15) Viajantes no tempo - coord. Robert Silverberg [9/10]

Maio
16) O Feiticeiro de Terramar - Ursula K. Le Guin [7/10]
17) As Loucuras de Brooklyn - Paul Auster [8/10]

Junho
18) Amante de Sonho - Sherrilyn Kenyon [3/10]
19) Grande Peixe - Daniel Wallace [7/10]
20) Cartas ao Pai - Franz Kafka [9/10]
21) Pela Sombra Morrerão - Carla Ribeiro [6/10]
22) Golfinho de Júpiter - Mary Rosenblum [7/10]
23) Os livros que devoraram o meu pai - Afonso Cruz [9/10]

Julho
24) Os Devoradores de Livros - António Victorino D'Almeida [7/10]
25) Os Factos da Vida - Graham Joyce [7/10]

Agosto
26) Os pilares da terra I - Ken Follett [10/10]
27) Pavana - Keith Roberts [5/10]
28) Os pilares da terra II - Ken Follett [10/10]
29) As Atribulações de Jacques Bonhomme - Telmo Marçal [9/10]
30) Nômade - Carlos Orsi Martinho [6/10] BBdE

Setembro
31) Sangue Furtivo - Charlaine Harris [6/10]
32) Como um rio sem pontes - Guilherme de Melo [9/10]

Outubro
33) Os rios sem nome - Manuel Seabra [10/10]
34) Teias de Sonhos - Anne Bishop [6/10]

Novembro
35) O Homem Pintado - Peter V. Brett [8/10]
36) Por detrás da Magnólia - Vasco Graça Moura [9/10]
37) O pequeno-almoço do Sargento Beauchamp - Vasco Graça Moura [8/10]

Dezembro
38) Precious - A força de uma mulher - [1/10] [Uma valente merda]
39) A filha da floresta - Juliet Marillier [6/10]
40) As Brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley [8/10]






sábado, 2 de janeiro de 2010

O Jardim Encantado


Autor: Sarah Addison Allen
Data de Publicação: Setembro de 2008
Editora: Editorial Quinta Essência
Páginas: 267
ISBN: 978-989-95788-3-8

Num jardim escondido por trás de uma tranquila casa na mais pequena das cidades, existe uma macieira e os rumores que circulam dão conta de que dá um tipo muito especial de fruto. Neste encantador romance, Sarah Addison Allen conta a história dessa árvore encantada e das extraordinárias pessoas que dela cuidam...
As mulheres da família Waverley são herdeiras de um legado mágico - o jardim familiar, famoso pela sua macieira, que produz frutos proféticos, e pelas suas flores comestíveis, imbuídas de poderes especiais afectam quem quer que as coma.
Proprietária de uma empresa de catering, Claire Waverley prepara pratos com as suas plantas místicas - desde as chagas que ajudam a guardar segredos até às bocas-de-lobo destinadas a desencorajar intenções amorosas. Entretanto, a sua idosa prima Evanelle é conhecida por distribuir presentes inesperados cuja utilidade se torna mais tarde misteriosamente clara. São elas os últimos membros da família Waverley - com execepção da rebelde irmã de Claire, Sydney, que fugiu da cidade há muitos anos.
Quando Sydney regressa subitamente a Bascom com uma filha pequena, a tranquila vida de Claire sofre uma reviravolta, bem como a fronteira protectora que erigiu tão cuidadosamente em redor do seu coração. Juntas uma vez mais na casa onde cresceram, Sydney reflecte sobre tudo o que deixou para trás ao mesmo tempo que Claire se esforça por sarar feridas do passado. E em pouco tempo as irmãs apercebem-se de que têm de lidar com o seu legado comum para viverem as alegrias do futuro que se anuncia.

Este livro é deverás mágico assim que se começa a ler ficamos como que presos a ele, não descansado enquanto não acabamos.
É um livro soberbo adorei desde o primeiro capítulo até ao último.
Nem tenho palavras para descrever o que senti, e como me identifiquei com as personagens em certas situações.
Muito emocionante e encantador, vale a pena ler, já tinha lido o outro livro da autora e agora quando começei a ler este ia cheia de expectativas as quais não foram goradas.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Rebeldes


Autor: Anne Golbersen
Data de Publicação: Julho de 2009
Editora: Editorial Presença
Páginas: 310
ISBN: 978-972-23-4175-2

Rebeldes é o primeiro volume da série Princesas de Nova Iorque destinda a um público juvenil e eminentemente feminino. Esta história acompanha um grupo de cinco jovens pertencentes à nata da sociedade nova-iorquina dos finais do século XIX. Numa sociedade onde as aparências contam acima de tudo, estes jovens levam vidas perigosamente escandalosas. Elizabeth e Diana são filhas de uma das mais prestigiadas famílias. Num ambiente sumptuoso, que o romance caracteriza tão impressionantemente através da moda, dos interiores ricamente decorados e da esplendorosa arquitectura da Gilded Age, vivem como verdadeiras princesas. Mas a verdade é que o estatuto social lhes impõe pesados sacrifícios e que em nome das conveniências sociais e familiares serão impiedosamente obrigadas a renunciar até mesmo à sua felicidade pessoal. É o que acontece à primogénita, Elizabeth, cuja vida é alvo de mexeriquices e invejas que inspiram as colunas sociais da época. Um romance escrito sob a inspiração de Edith Wharton, em que a idade da inocência é tudo menos inocente.

Comecei a ler o livro mais baseada na capa que outra coisa qualquer, nunca pensei que fosse um livro sobre o século XIX, pois não li a sinopse, pensei que fosse mais sobre algo a ver com o tempo de agora.
De início pensei em desistir da leitura pois não me estava a cativar, mas depois quando começam as atribulações de Elizabeth e da sua irmã tudo parece tomar um novo rumo e por vezes foi muito difícil de largar o livro.
Estou ansiosa por ler a continuação.

A canção de Kali



A Canção de Kali

Autor: Dan Simmons
Data de Publicação: 2005
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 240
ISBN: 9728839340

"Robert Luczak, jornalista e editor, é enviado a Calcutá para recuperar um manuscrito de uma raridade incalculável. O seu autor é um obscuro poeta indiano que morreu há quase dez anos. O manuscrito, no entanto, é mais recente, e estranhos rumores dizem que o autor ressuscitou para escrever essa obra."


Comecemos pelo fim. Gostei.
Um livro razoável mas não brilhantes na minha modesta opinião. Muito desequilibrado, com altos e baixos de interesse. O autor não sabe gerir o livro e dá-lhe em vários momentos demasiada "palha". Prolonga demasiado a "espera" pelos acontecimentos.

Dividiria o livro em três partes.
A primeira muito interessante, descreve a viagem do jornalista com a sua família para a Índia.
As descrições estão tão boas que por vezes sentimos-nos atormentados com as imagens que nos trazem. O lixo, os cheiros, os barulhos infernais. A violência desmedida, o calor sufocante. Tudo isso é-nos descrito de tal modo que sentimos que tudo aquilo é real e possível e nada exagerado. É descrita a chegada, o aeroporto miserável, os pedintes e arrumadores capazes de se matarem por meio dólar, o hotel.
Depois de "Bobby" se encontrar com a Associação dos escritores, é convencido pelo guia a ouvir uma outra versão dos acontecimentos que envolvem o reaparecimento do poeta Das. A história que Bobby ouve, para mim é talvez a melhor parte do livro. Aquela que nos consegue aproximar mais da realidade de Calcutá.

A segunda parte do livro vai até à "reencontro" de Vitoria. A segunda parte não está tão bem conseguida como a primeira, não está tão fluída. Continua a narrar a violência e a miséria de Calcutá, contudo não é tão eficiente. Enquanto que na primeira parte ficamos espantados, boquiabertos com o que vamos lendo nesta segunda parte, começa a ser apenas repetitivo. E mais do mesmo. Os acontecimentos sucedem-se e por momentos o autor parece que perdeu as "rédeas" do livro.
Chegamos a um ponto em que a historia já terminou, mas em que ainda não sabemos o que realmente estava ali a acontecer.

A terceira parte, é um disparate completo. Tudo aquilo, chama-se encher chouriços: Bobby fica desesperado, Bobby está desempregado, Bobby empregado, Bobby a beber, mulher de Bobby com depressão, Bobby compra arma, ouve a canção de Kali, vai a Calcutá e depois afinal já se arrependeu, Bobby volta para EUA, faz as pazes com a mulher, muda de casa, arranja outro emprego, morre o amigo editor... blá, blá, blá... completamente desnecessário e arreliante.

Parece estranho eu dizer que gostei, o que acontece é que tinha muitas expectativas em relação ao livro e fiquei desiludida.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Exército Perdido


Autor: Valerio Massimo Manfredi
Data de Publicação: Outubro de 2009
Editora: Porto Editora
Páginas: 432
ISBN: 978-972-0-04188-3

Xenofonte não foi apenas o biógrafo de Sócrates, foi também o comandante militar da famosa retirada dos Dez Mil, esta é a sua história - e a história de uma mulher que ,por amor, tudo abandonou...

A vitória não é o único caminho para a Glória. Ano de 401 a.C. . Trinta anos de guerra entre Esparta e Atenas levaram a Grécia, ao limite das suas forças. Nesse momento de profunda crise, Ciro, irmão do Imperador Persa Artaxerxes, decide reunir um enorme exército de mercenários gregos, que passará à história como o "Exército dos Dez Mil". Ainda que tenha anunciado que o seu propósito era combater tribos rebeldes, o objectivo desta marcha de três mil quilómetros continua a ser um dos grandes enigmas da história da Antiguidade. Depois da morte de Ciro numa batalha, os mercenários ficaram abandonados à sua sorte num território que lhes era hostil. Pouco depois, os chefes gregos, seriam aniquilados numa emboscada. Xenofonte, um culto guerreiro ateniense, toma o comando da fracassada expedição e empreende o regresso à pátria. A seu lado sempre, uma figura de mulher: Abira, a jovem que tudo abandonou para o seguir.

Simplesmente maravilhoso, ao princípio ainda pensei que era um livro que me ia saturar, com descrições de combate massadoras.
Mas nada disso aconteceu lê-se muito bem, é uma história muito bonita, mesmo sendo inspirada numa história real, deixa bastante lugar para o sonho.
Adorei a Abira e o seu Xeno, sendo que o final é muito triste em parte e em parte deslumbrante.
Lê-se de um fôlego. Para além da história de um exército é uma história de amor que desafia todas as adversidades, e nos deixa sonhar. Aprendemos muito de história lendo este livro e ao mesmo tempo divertimo-nos, chegando ao ponto de nos identificarmos com certas personagens e vivência mos o que eles estão a passar como se lá estivéssemos.
Foi a primeira vez que li algo deste autor e adorei se todos os seus livros forem assim.... faz-me lembras a escrita de Christian Jacq.