Autor: Monserrat Rico Gongóra
Data de Publicação: Julho de 2009
Editora: Planeta
Páginas: 240
ISBN: 978-989-657-022-4
Em Setembro de 1930, Aleister Crowley chega inesperadamente à cidade de Lisboa, com o pretexto de conhecer Fernando Pessoa, com quem se corresponde há algum tempo, em torno dos interesses comuns em astrologia e esoterismo.
É o poeta que o recebe no Cais da Rocha do Conde de Óbidos.
Pouco mais se sabe, com segurança, sobre o que se passou entre eles.
Crowley, conhecido por muitos como a Besta 666, é uma das figuras mais enigmáticas do seu tempo.
Expulso de Itália por Mussolini, sobre ele recaem as acusações de culto ao demónio e práticas de magia negra.
Dias depois da sua chegada a Lisboa, o mágico ocultista vai a Sintra jogar uma misteriosa partida de xadrez e desaparece nos penhascos da Boca do Inferno, deixando atrás de si uma críptica nota de suicídio.
A imprensa agita-se com o seu desaparecimento e as informações contraditórias que surgem a propósito.
Cresce a especulação em torno do envolvimento de Pessoa na suposta encenação macabra.
E se a razão da visita de Crowley tivesse sido outra e não apenas conhecer Pessoa?
A partir do famoso encontro, a escritora cria uma história sobre uma maldição com mais de cem anos, que atravessa gerações, onde personagens fictícias convivem com outras personalidades reais, como Charles Darwin, George Everest e o jornalista Augusto Ferreira, amigo do poeta.
Um caso de polícia intrigante, novos crimes, uma família atravessada por silêncios, loucura e amores secretos, as lutas religiosas e políticas da época, a simbologia e as práticas maçónicas – este é o universo dos Passageiros da Neblina, um livro que transporta o leitor para a mágica Sintra do século XIX.
Uma verdadeira confusão, no início do livro ainda se percebia alguma coisa, mas assim que cheguei a meio tive sérias dúvidas a continuar, pois deixei de perceber patavina do que estava a ler e a acção tornou-se muito enfadonha e maçadora.
Estava com grandes expectativas em relação a este livro, mas foram todas goradas e bem goradas, não me prendeu nada pelo contrário esta leitura foi um suplício.