segunda-feira, 7 de junho de 2010

As Loucuras de Brooklyn

As Loucuras de Brooklyn

Autor: Paul Auster
Data de Publicação: 2006
Editora: Edições Asa
Páginas: 304
ISBN: 9789724146348



Sinopse
"Tendo como pano de fundo as polémicas eleições americanas de 2000, As Loucuras de Brooklyn conta-nos a história de Nathan e do seu sobrinho Tom. Divorciado e afastado da sua única filha, Nathan procura apenas a solidão e o anonimato. Por seu lado, o atormentado Tom está a fugir da sua em tempos promissora carreira académica e da vida em geral. Acidentalmente, acabam ambos a viver no mesmo subúrbio de Brooklyn, e juntos descobrem inesperadamente uma comunidade que pulsa de vida e oferece uma súbita e imprevisível possibilidade de redenção.
Sob a égide de Walt Whitman, desfila neste livro toda a dimensão e multiplicidade de Brooklyn: os personagens típicos de bairro, drag queens, intelectuais frustrados, empregadas de cafés decadentes, a burguesia urbana, tudo isto sob o olhar ternurento que Auster lança da mítica ponte de Brooklyn, sem contudo deixar de orquestrar romances improváveis e diálogos hilariantes, e considerar experiências tão extremas como o casamento entre uma actriz pornográfica e um fanático religioso.
As Loucuras de Brooklyn é o mais caloroso e exuberante romance de Paul Auster, um hino inesquecível às glórias e mistérios da vida comum."


"As Loucuras de Brooklyn" fez-me redimir da opinião que tinha sobre o autor. Se em "Trilogia de Nova York", o livro aborreceu-me um pouco e etiquetei o autor para junto de Borges, Lovecraft e de Boris Vian (doidos varidos portanto), neste fiquei simplesmente encantada. Houve momentos em que recordei "O estranho mundo de Garp". Livros sobre a vida, sobre como é viver a vida, ou pelo menos não desistir.

Neste livro acompanhamos a vida de Nathan quando este já sexagenário decide mudar de cidade e acabar a sua vida preferencialmente sozinho. Com reencontros que farão mudar o destino e a maneira de pensar de Nathan, rapidamente ele se apercebe que a vida é muito mais que a casa, o emprego e um casamento. Nathan começa a viver quando perde todas essas coisas que normalmente são utilizadas para caracterizar uma "boa vida". Com personagens ricas e cénarios que nos fazem sonhar com dias melhores, facilmente o leitor se deixa levar como se de um diario de viagem se tratasse.

Uma leitura leve e muito agradável.

2 comentários:

Brikebrok disse...

é interessante como descreve os personagens

Marcelina Gama disse...

Olá,

Então porquê? :D
Não concorda?