O Império dos Pardais
João Paulo Oliveira e Costa
O império dos pardais é um excelente romance histórico escrito por alguém da área, ou seja, o seu autor é um historiador. Normalmente este tipo de incursões de académicos na ficção não dá grandes resultados. Felizmente não foi este o caso. Nele somos atirados, literalmente atirados, para o meio da Lisboa manuelina, plena de pormenores de toda o tipo, chegando-nos o mais das vezes um conjunto de cheiros através da leitura. O risco de uma empreitada destas é o facto de o seu "feitor" ser um historiador pois por certo lhe foi extraordinariamente difícil dosear os dados históricos em detrimento da acção narrativa.
Neste romance o autor apresenta-nos uma história "paralela", onde a espionagem é a peça chave quer do enredo, quer do entorno histórico que o subjaz. As personagens estão muito bem definidas e coerentes, dando-lhes ele um cunho de grande verosimilhança. As personagens centrais Constança, mais tarde Violante, e seu mentor Vasco de Melo transformam a narração numa constante turbulência que não nos deixa pousar o livro. Um romance que se lê de um folgo.
João Paulo Oliveira e Costa
O império dos pardais é um excelente romance histórico escrito por alguém da área, ou seja, o seu autor é um historiador. Normalmente este tipo de incursões de académicos na ficção não dá grandes resultados. Felizmente não foi este o caso. Nele somos atirados, literalmente atirados, para o meio da Lisboa manuelina, plena de pormenores de toda o tipo, chegando-nos o mais das vezes um conjunto de cheiros através da leitura. O risco de uma empreitada destas é o facto de o seu "feitor" ser um historiador pois por certo lhe foi extraordinariamente difícil dosear os dados históricos em detrimento da acção narrativa.
Neste romance o autor apresenta-nos uma história "paralela", onde a espionagem é a peça chave quer do enredo, quer do entorno histórico que o subjaz. As personagens estão muito bem definidas e coerentes, dando-lhes ele um cunho de grande verosimilhança. As personagens centrais Constança, mais tarde Violante, e seu mentor Vasco de Melo transformam a narração numa constante turbulência que não nos deixa pousar o livro. Um romance que se lê de um folgo.
