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terça-feira, 4 de março de 2014

O Barão



Autor: Sveva Casati Modignani
Data de publicação: Agosto de 2013
Editora: Porto Editora
Páginas: 497
ISBN: 978-972-0-04449-5


Bruno Brian di Monreale, o Barão, como é conhecido, é o último descendente de uma antiga e nobre família siciliana. Bruno cresce na Califórnia, com um pai severo e distante e uma mãe dividida entre um casamento precipitado, onde não existe amor, e uma paixão deixada na sua Sicília longínqua.
No entanto, são as raízes sicilianas que levam Bruno a regressar à sua ilha natal, ao seu avô, um velho aristocrata, e a Calò, o padrinho sempre presente. Serão estas duas figuras que lhe irão transmitir o saber ancestral das velhas famílias aristocráticas, da sua ética e código de justiça.
Bruno di Monreale envolve-se nos negócios do petróleo e das grandes multinacionais, tornando-se num homem poderoso e fascinante. Os amores inconsequentes e os casos fortuitos sucedem-se na sua vida glamorosa mas dominada pela insatisfação, até que se cruza com Karin, uma mulher reservada e misteriosa. Karin revelar-se-á o desafio por que Bruno ansiava e que lhe irá trazer o equilíbrio há tanto desejado.

Em O Barão, um dos primeiros romances da autora, Sveva Casati Modignani revela-nos os meandros de uma sociedade em que os velhos paradigmas sociais entram em confronto com uma classe disposta a tudo para ascender ao poder, criando um mosaico de personagens vibrantes.


Já não é o primeiro livro da autora que leio e confesso que estava à espera de mais, este parecia prometedor de início, mas não sei faltou algo, acho que a história se andou a arrastar em mais de metade do livro e depois teve um fim praticamente abrupto, como se a autora se tivesse fartado ou da história ou dos personagens.
Achei que faltava algo para dar um colorido à história praticamente uma história muito triste e cheia de mistérios, falsas paixões e por ai fora.
Em relação aos outros livros da autora faltava um amor mais intenso mais ardente para dar um pouco de magia e quebrar a monotonia de tantos mistérios e tramóias.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A Vida em Surdina



Autor: David Lodge
Data de publicação:Maio de 2009
Editora: Edições ASA
Páginas: 335
ISBN: 978-989-23-0476-2


Quando decide pedir a reforma antecipada, o professor universitário Desmond Bates nunca pensou vir a sentir saudades da azáfama das aulas. A verdade é que a monotonia do dia-a-dia não o satisfaz. Para tal contribui também o facto de a carreira da sua mulher, Winifred, ir de vento em popa, reduzindo o papel de Desmond ao de mero acompanhante e dono de casa. Mas o que o aborrece verdadeiramente é a sua crescente perda de audição, fonte constante de atrito doméstico e constrangimento social. Desmond apercebe-se de que, na imaginação das pessoas, a surdez é cómica, enquanto a cegueira é trágica, mas para o surdo é tudo menos uma brincadeira. Contudo, vai ser a sua surdez que o levará a envolver-se, inadvertidamente, com uma jovem cujo comportamento imprevisível e irresponsável ameaça desestabilizar por completo a sua vida.



Um livro que nos deixa a pensar nas pessoas com dificuldades auditivas, pois como para a maioria de nós não tem essa dificuldade nunca nos apercebemos de como por vezes é difícil para eles.
Mas mesmo assim no final deste livro fiquei com alguma dificuldade me pontuar o livro, pois a personagem passar por certas situações embaraçosas que se devem a ele ser pelo meu ponto de vista muito inocente, sem malícia, se desconfiasse mais talvez não desse por ele ali tão encurralado, enfim...
Foi a primeira vez que li algo deste autor e confesso que nem sei que pensar, pois também partes houve que me escaparam devido a certas partes, pelo menos para mim serem como que chinês, quando o personagem começa a divagar sobre o que lhe aconteceu ou as suas dificuldades.

domingo, 30 de junho de 2013

O Segredo dos Médicis

Autor: Michael White
Data de Publicação: Junho de 2009
Editora: Casa das Letras
Páginas: 268
ISBN: 978-972-46-1879-1





Na cripta da Capela dos Médicis, em Florença, a paleopatologista Edie Granger e o seu tio, Carlim Mackenzie, estão a examinar os despojos mumificados de uma das famílias mais poderosas da Itália do Renascimento.
Os embalsamadores fizeram bem o seu trabalho em termos de aspecto exterior. Mas, debaixo da pele quebradiça, os órgãos encolheram até uma fracção do seu tamanho original, o que significa que é difícil recolher uma amostra utilizável de ADN. Tanto Edie como Mackenzie têm sérias dúvidas quanto à verdadeira identidade de pelo menos dois dos corpos com quinhentos anos. E ninguém consegue explicar a presença de um objecto estranho descoberto alojado junto à coluna vertebral de Cosimo de Médicis. Para Carlim Mackenzie esta é a mais fascinante e a mais perigosa descoberta da sua vida. Para Edie, é o começo de uma procura obsessiva e que põe em risco a sua vida.
Com todas as peripécias espectaculares que fizeram de Equinócio o grande êxito internacional que foi, O Segredo dos Médicis mistura passado e presente, pistas crípticas e uma ameaça constante para dar origem a um romance policial que não deixa de nos prender em momento algum.


Já faz algum tempo que li este livro,mas como tenho andado cheia de dor de dentes nem tenho tido disposição para escrever.
Por isso também tenho levado muito tempo a ler os livros e este por um lado gostei dele, mas por outro deu-me sensação que podia ter sido melhor e não tão maçador em certas partes.
Toda a caça digamos assim pelas pistas e o decifrar das pistas pareceu tudo muito bem, mas a descrições podiam ser menos extensas, pois quem não conhece fica com uma ideia menos clara daquilo que o autor descreve.
Ao longo da história vamos conhecendo algo acerca das personagens mas é muito pouco e ficamos sempre com certas dúvidas que nunca se dissipam.
Confesso que acho que faltam algo ao livro ou então sou eu que agora ando constantemente insatisfeita.
Não sei explicar o que sei é que quando li a sinopse entusiasmei-me e pensei que era um livro muito bom, e depois quando o li não achei nada disso.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A Última Noite no Chateau Marmont



Autor:   Lauren Weisberger
Data de Publicação: Janeiro de 2012
Editora: Editorial Presença
Páginas: 334
ISBN: 978-972-23-4706-8



Brooke e Julian estão casados há cinco anos e têm uma vida pacata e feliz em Nova Iorque. Mas o seu dia a dia está prestes a mudar radicalmente quando a carreira de Julian como músico alcança reconhecimento à escala nacional. Do dia para a noite, ambos passam a conviver com celebridades, a frequentar os locais mais exclusivos, a ser convidados para as festas mais mediáticas… e a estar sob o olhar constante e indiscreto dos paparazzi. Poderá o seu casamento sobreviver àquela noite no Chateau Marmont?



De início achei um livro muito divertido e cheio de energia, mas assim que Julian teve sucesso no mundo da música parece que a história sofreu uma reviravolta e depois de ser tão interessante.
Desde aí passei grande parte do livro com vontade de chorar ou a chorar, realmente não sei como a Brooke aguentou tanto tempo calada toda aquela situação.
Depois de todos os sacrifícios que ela fez para ele poder ter o seu sucesso, assim que ele o obteve parece ter-se esquecido que ela fazia parte da sua vida.
E confesso que o final não chegou para me convencer depois daquilo tudo que se passou mesmo na recta final, da traição do Julian, achei o final um pouco apressado e sem explicar realmente o que se tinha passado, pois Brooke ficou cheia de dúvidas e de repente bastou Julian aparecer de surpresa na festa de casamento do seu primo para todas as dúvidas simplesmente desaparecerem.
Como este é o primeiro livro desta autora que leio e ainda tenho outro dela para ler espero que goste mais do que gostei deste.

domingo, 10 de março de 2013

No Coração do Império



Autor: Alexandra Vidal
Data de Publicação: Julho de 2012
Editora: Edições Matéria-Prima
Páginas: 231
ISBN: 978-989-8461-36-0




Numa manhã fria no início do século XVI, chega a Portugal um carregamento de escravos vindos do Congo. Os melhores negros são encaminhados para a corte de D. João III, para servir a rainha D. Catarina de Áustria. Entre eles segue Imani, baptizada como Maria da Esperança pelos frades portugueses. Pela sua inteligência e natural elegância, destaca-se entre os escravos - é ensinada a ler e a aprender a religião católica. O seu mestre é o gramático Rodrigo Montalvão, um nobre de alta condição, que por ela se apaixona. Nasce, entre ambos, um amor intenso e proibido, que é posto à prova no dia 26 de Janeiro, quando se dá o grande terramoto de 1531 que causou a morte de mais de 30 mil pessoas e a fuga de milhares de lisboetas. A maioria das igrejas e edifícios da cidade de Lisboa foi atingida pelo abalo, tornando irreconhecível aquela que era a grande capital do Império, no auge dos Descobrimentos.

É a história de uma paixão controversa, vivida numa corte de riqueza e intriga, em que uma mulher e um homem testam o valor do amor e da liberdade.
Um romance que começa nas terras quentes de África, atravessa o oceano, e termina vendo renascer Lisboa dos escombros para onde a ira da terra a empurrou.



Quando este livro me chegou às mãos pensei que fosse outra coisa, mas confesso que fiquei decepcionada, não ficou à altura das minhas expectativas.
Será que sou eu que agora ando numa de nada me satisfazer, ou será que o livro é mesmo um pouco fraco.
Quando lê-mos a sinopse ficamos a pensar que vamos ler uma história de amor e afinal, a história de amor é uma história em segundo plano, que parece não ter muita relevância para o andamento da narrativa.
Este livro fala sobretudo das intrigas que se desenrolavam na corte, neste caso nos aposentos da rainha e que as suas aias e criadas faziam entre umas e outras, sempre desejosas de serem melhores que as suas companheiras e não olhando ao que tivessem de fazer para caírem nas boas graças da rainha.
Sempre com inveja umas das outras, nunca satisfeitas com aquilo que tinham, queriam sempre mais, até a rainha pelo que me apercebi comprava coisas, dando a sensação que o fazia para se distrair.
 E agora vou-me repetir agradecendo à minha amiga Carla Faleiro pelo empréstimo.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Casa dos Amores Impossíveis


Autor: Cristina López Barrio
Data de Publicação: Março de 2011
Editora: Noites Brancas
Páginas: 393
ISBN: 978-989-97116-1-7


Clara Laguna é uma bela jovem de olhos dourados,cuja vida está marcada pelo destino.Quando se apaixona por um caçador,a sua mãe avisa-a da maldição que impera sobre as mulheres Laguna:estão condenadas a sofrer por amor e a conceber mulheres que padecerão do mesmo mal. Depois de Clara engravidar,o caçador abandona-a e esta decide,por vingança, abrir um bordel na casa que ele lhe oferecera.É nesta mansão que a jovem dará à luz a sua filha Manuela. Num registo literário marcado pelo ambiente de realismo mágico que só os grandes escritores conseguem, vamos acompanhando a saga desta família. Uma história mágica e apaixonante que desperta os sentidos. Na tradição de Isabel Allende e Gárcia Marquez, o melhor do realismo mágico num livro que não deixará ninguém indiferente.Uma história mágica e fascinante repleta de amor,ódio,vingança e tragédia,na linha das sagas familiares da literatura.



Bem este é um livro para dizer no mínimo estranho, muito estranho. A maior parte do livro é só maldições predições e coisas que tais.
Ao longo da narrativa acompanhamos uma família ao longo da várias gerações, sempre amaldiçoadas, com uma relações complicadas entre mães e filhas sem em confronto.
E tendo sempre como pano de fundo a mansão vermelha, que se tornou como que um porto de refúgio para as suas almas depois de mortas.
Mães que fazem mal à próprias filhas, mães e filhas que choram amores perdidos.
Mas tudo muda com o nascimento de um menino que veio levantar a maldição, mas pelo que compreendi por pouco tempo, pois assim que ele se apaixona e a sua paixão lhe um filho, novamente é uma menina que deixa a bisavó com dúvidas acerca do seu nascimento ser a volta ou não da maldição.
Eu nem sei se gostei ou não de ler o livro, achei-o muito estranho parece que nunca tinha lido nada assim com tanta maldade, tanto fel à solta, assim dentro da própria família, que os leva por vezes a matarem-se, ou a matarem os amados das suas filhas.
As personagens que fazem parte da família estão muito bem documentadas, digamos assim, mas o resto dos intervenientes praticamente que nada se sabe deles, como os sucessivos padres, as outras famílias que vivem na aldeia, das quais praticamente só se tem conhecimento, ou quando vão ao bordel ou quando algum dos Lagunas frequenta a escola e se dá com as outras crianças, que já estão ensinadas para os desprezar.
De resto não sabemos praticamente nada da aldeia.
Mais uma vez deixo o meu obrigada à minha amiga Carla Faleiro por mais este empréstimo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Terra Firme


Autor: Matilde Asensi
Data de Publicação: Setembro de 2012
Editora: Planeta Manuscrito
Páginas: 205
ISBN: 978-989-657-337-9



Nada podia levar Catalina Solís a suspeitar, quando embarcou na frota espanhola Os Galeões, com destino ao Caribe, que do outro lado do mar iria encontrar um Novo Mundo cheio de perigos e desafios. Após escapar a uma abordagem de piratas e sobreviver numa ilha deserta durante dois anos, iniciará uma nova vida sob o nome de Martín Nevares. Com o pai adoptivo e os marinheiros do Chacona, tornar-se-á num dos contrabandistas que sulcavam os mares no início do século XVII. Nesta primeira aventura, protagonizada pela intrépida Catalina Solís, Matilde Asensi recria com mestria a atmosfera e a vida quotidiana das pouco conhecidas colónias espanholas das Índias. Uma viagem apaixonante que continua na trepidante Vingança em Sevilha.



Assim que li a sinopse fiquei com curiosidade em ler este livro. Quando o comecei a ler ainda fiquei mais entusiasmada pois o início prometia cheio de acção e aventuras.
Mas depois até mais de meio do livro é sempre o mesmo começa a fartar, só se fala em viagens para comprar mantimentos, objectos e materiais para depois serem comerciados. As tempestades que apanham, os problemas em fazer negócio, as chantagens  estive tentada a deixá-lo em meio, mas acabei por ser teimosa e lá voltei a leitura sempre na esperança que algo mudasse.
E praticamente no final tu parece mudar e dá-se o desaparecimento do pai adoptivo, e depois segue-se uma série de desenvolvimentos que parecem ser muito rápidos.
Para o final se revelar uma grande surpresa pois não era nada daquilo que com o desaparecimento nos fazia entender que ia acontecer.
Não vou dizer o que acontece pois todo o livros perderia a graça.
Acho as personagens muito pouco elaboradas e os lugares onde decorre a acção pouco esclarecedores.
O que vale é que o final deixado em aberto e com a insinuação de mais mistérios no próximo volume, veremos se o próximo é assim tão prometedor como se insinua.
Já tinha lido da mesma autora "O Último Catão" e achei um livro espectacular embora seja enorme, nunca nos deixa sem vontade de o ler, pois as peripécias e os mistérios e enigmas sudecedem-se a uma velocidade alucinante.
Esperemos que o próximo volume faça juz a esta obra.
Mais uma vez quero agradecer à minha amiga Carla Faleiro do blog Café de Letras pelo empréstimo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Metamorfoses à Beira do Céu

Autor: Mathias Malzieu
Data de Publicação: Janeiro de 2013
Editora: Bertrand Editora
Páginas: 122
ISBN: 978-972-25-2572-5


Todos nós temos sonhos; o do jovem Tom «Hematoma» é voar. Por isso fez carreira como acrobata - segundo alguns, é o pior acrobata do mundo - e especializou-se em números de alto risco, pois assim sente-se mais próximo do céu. Entre saltos e piruetas, sempre sem rede, o seu corpo vai-se desgastando, até que um dia lhe é diagnosticada uma doença incurável destino de Tom, contudo, não é viver de asas cortadas. Um dia, num dos seus passeios noturnos pelo hospital, conhece uma fascinante criatura, metade mulher e metade ave, que lhe propõe um estranho pacto: «Posso transformar-te em pássaro e curar-te da tua doença, mas terás de assumir as consequências desta metamorfose.» Estará Tom, o homem que sempre quis voar, pronto para dar um passo irreversível em direção ao desconhecido, abandonando a vida humana por uma nova aventura?

Na tradição das melhores fábulas literárias, Mathias conta-nos a história maravilhosa de um homem que quis ousar matar a morte e beijar os céus. Uma reflexão única sobre o poder da vida e do amor.



Bem é uma história estranha e ao mesmo tempo ternurenta. Já tinha lido o livro anterior do mesmo autor "Mecânica no Coração", e também achei uma história estranha.
Na volta se fosse um filme não achava tão estranho.
Mas por vezes dei por mim a imaginar o aspecto quando se transformavam em pássaros.
Este livro fez-me lembrar um livro, e também um filme "O Grande Peixe".
Quero agradecer à minha amiga Carla Faleiro do blog Café de Letras o empréstimo.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Álbum de Verão



Autor: Emylia Hall
Data de Publicação: Junho de 2012
Editora: Civilização Editora
Páginas: 300
ISBN: 978-972-26-3524-0



Beth Lowe recebe uma encomenda.
Lá dentro há uma carta que a informa da morte da mãe, com quem cortou relações há muito tempo, e um álbum de recortes que Beth nunca tinha visto. Tem um título - Álbum de Verão - e está repleto de fotografias e lembranças reunidas pela mãe para recordar os sete gloriosos verões que Beth passou na Hungria rural quando era criança.
Durante esses anos Beth dividia-se entre os pais divorciados e dois países muito diferentes. A sua encantadora mas imperfeita mãe húngara e o seu pai inglês carinhoso mas reservado, a fascinante casa de uma artista húngara e uma casa de campo sem vida no interior de Devon, Inglaterra. Esse tempo terminou do modo mais brutal quando Beth completou dezasseis anos.
Desde então, Beth não voltara a pensar nessa fase da sua infância. Mas a chegada do Álbum de Verão traz o passado de volta - tão vivo, doloroso e marcante como nunca.


Bem nem sei que dizer acerca deste livro por vezes confesso que o achei maçador, parecia que não passava do mesmo sempre a mesma repetição, outras vezes fazia-me lembrar a minha prima Carla, que desde muito nova tinha os pais separados, e que quando estava com o pai para ela era tudo uma maravilha, embora fosse a mãe que tudo fazia para que não lhe faltasse nada, enfim, por vezes mesmo sem querermos somos egoístas e magoamos quem não devíamos.
Desde o início que se tem a sensação que algo de misterioso está escondido no meio desta história como que com o rabo de fora como se costuma dizer.
Mas por mais voltas que desse à cabeça nunca consegui descortinar o que seria, e confesso que fiquei chocada com a reacção de Beth, pois por vezes mesmo não tendo laços de sangue com certas pessoas elas podem ser mais dedicadas e amar-nos mais que aquelas com quem temos verdadeiros laços que supostamente deveriam ser bem fortes.
Quando li a sinopse confesso que esperava mais do livro, mas não sei se será impressão minha ou praticamente a história só se centra nas férias que Beth passava na Hungria, e nada mais tinha importância, como, achando que por vezes as férias eram uma repetição do ano anterior, sempre o mesmo, e até parecia que a vida com o pai não a satisfazia, mas também se assim era não fazia nenhum esforço para falarem.
O mal era que na Hungria ela falava de tudo e em casa com o pai não se dava sequer ao trabalho para quebrar o gelo que se instalou desde que se lembra.
Acho que este livro também serve de lição para não deixarmos de falar com quem está próximo, porque pode se chegar a altura que se quer falar e não se pode.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O Ladrão de Sombras


Autor: Marc Levy
Data de Publicação: Julho de 2011
Editora: Contraponto
Páginas: 173
ISBN: 978-989-666-114-4


No seu novo romance, Marc Levy conta a história de um rapazinho com um dom invulgar: ele consegue "roubar" as sombras das pessoas com quem se cruza. Ao princípio, acontece-lhe involuntariamente e isso chega a assustá-lo. Sempre que se cruza com alguém - seja um amigo, um inimigo ou um perfeito desconhecido -, a sombra da outra pessoa passa a segui-lo. Por vezes contra a vontade do rapaz, as sombras contam-lhe os mais profundos desejos, temores e aspirações das pessoas a quem pertencem. E o rapaz vê-se em mãos com um dom que traz uma grande responsabilidade: ao saber estes segredos, terá de ajudar as pessoas - ajudá-las a recuperar "essa pequena luz que lhes iluminará a vida". Durante umas férias de Verão à beira-mar, apaixona-se por uma rapariga muda, chamada Cléa, com quem comunica através da sua sombra. E a sombra deste primeiro amor acompanhá-lo-á durante anos… Mais tarde, o nosso "ladrão de sombras" torna-se estudante de Medicina, e debate-se com a questão de usar ou não o seu dom para ajudar a curar - tanto os seus pacientes como os seus amigos. Afinal, será ele verdadeiramente capaz de adivinhar o que poderá fazer felizes aqueles que o rodeiam? E ele próprio, saberá onde o espera a felicidade?
Um romance terno e divertido sobre os silêncios que assombram todos os nossos amores.



Já não é o primeiro livro que leio deste autor, e confesso que estava com receio de ler este,pois já tinha ouvido muita boas críticas, como também já tinha ouvido dizer que não era nada de especial.
E eu realmente não sei o que dizer acerca dele, quando o comecei a ler, fiquei logo maravilhada com a história e também me revi um pouco na personagem principal, pois também no tempo da escola primária era alvo da chacota dos colegas. Depois à media que ia lendo, ficava cada vez mais embrenhada na história e muitas vezes o que li me fez lembrar os desenhos animados que costumo ver com o meu filho "O Pequeno Nicola", enquanto a coisa decorria só na infância adorei a história.
Depois quando se passou para a vida adulta aquilo  começou um pouco a perder o brilho para mim, só o acabei de ler porque estava curiosa em como iria acabar.
Daí não saber muito bem ao certo se gostei ou não do livro.
Achei a personagem principal na vida adulta um pouco perdida e sem grande orientação, achei se parecia mais com uma criança que roubou o sonho ao amigo.
Mesmo assim é um livro de leitura fácil, com uma escrita simples e fluída que nos deixa presos logo no início.
Quero agradecer à minha amiga Clarinda do blogue Ler é Viver, pelo empréstimo, deste e do livro que li anteriormente.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O País do Carnaval


Autor: Jorge Amado
Data de Publicação:
Editora:
Páginas:
ISBN:




Publicado em 1931, "O País do Carnaval", foi o primeiro romance de Jorge Amado. Considerado o melhor romance desse ano, revela já o talento do novo escritor, na época com 18 anos, e as suas dúvidas e descobertas condensam-se neste livro sobre o cepticismo dos intelectuais brasileiros, sobre um país sem princípios éticos e sem preocupações filosóficas ou políticas.
Seguiu-se "Cacau", em 1933, romance que conta a vida dos trabalhadores das plantações de cacau do Sul da Baía, as suas dificuldades e sofrimentos, a opressão de que eram vítimas. Um escritor em fase de amadurecimento que confessa o seu desejo de contar a vida dos trabalhadores «com um mínimo de literatura e um máximo de honestidade».
"Suor", terceiro livro de Jorge Amado, escrito em 1934, é uma crítica contundente à sociedade de classes e à exploração do homem pelo homem, um documento vivo e incisivo sobre a vida do proletariado urbano da cidade de São Salvador.
Três romances que deixam transparecer uma grande emoção, uma aspiração profunda pela justiça social e um desejo genuíno de lutar em defesa dos oprimidos.



"O País do Carnaval" descreve-nos a chegada de um jovem estudante de direito, que após os seus estudos em França volta para a sua terra natal. A obra gira em torno da sua chegada ao Brasil, da percepção dele do seu país natal e das amizades que ele cria. É assim que seguimos as conversas e discussões entre um conjunto de intelectuais amigos (dos meados do séc. XX), cujo tema fulcral é a "busca" da felicidade. O que é preciso para ser feliz? As conversas são interessantes e o desenvolvimento de cada personagem também nos traz perspectivas engraçadas sobre como se chega à felicidade. Pelo amor? Pela religião? Não procurando nada? 
Muito engraçado, mas nada de original. As semelhanças sociais e culturais que a obra descreve, entre portugueses e brasileiros, são tantas que ficamos por vezes a questionar qual a sociedade que Jorge Amado estava a descrever. 




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O Físico Prodigioso

O Físico Prodigioso

Autor: Jorge de Sena
Data de Publicação: 2011
Editora: Levoir
Páginas: 137
ISBN: 9789896821678


Sinopse

«Símbolo da liberdade e do amor», nas palavras do seu autor, O Físico Prodigioso é uma obra de 1964 aqui apresentada segundo a reedição de 1977. Novela fabulosa, bebe na tradição do conto fantástico português, mais concretamente no Orto do Esposo, selecta anónima do século XV, inspirando-se em dois episódios narrativos dela constantes, amplificando-os e enriquecendo-os. Nesta obra, mais uma vez Jorge de Sena se nos revela como escritor plural, criando um ambiente medieval, religioso e mítico, evocando cantigas de amigo e sublimando um texto marcado pelo erotismo, breve marca do humano, punida pela moralidade vigente.»


O Físico Prodigioso, é uma novela, publicado pela primeira vez em 1966 na colectânea "Novas Andanças do Demónio", baseada em duas lendas tradicionais portugueses e com forte enraizamento no Fantástico nacional. Passado numa época medieval, tem o diabo como figura central da trama, sem que este seja uma das personagem presentes. Pode-se dividir a novela em três partes a nível de acção e evolução das personagens e é muito interessante como em cada parte, as personagens "principais" perdem importância e como o diabo surge cada vez mais como o centro da acção.

Gostei principalmente do domínio da escrita do autor, assim como gostei da introdução de alguns elementos eróticos, mas sempre com bom gosto e de um modo bastante interessante. Tem várias características, quer ao nível temporal, alguns recuos no tempo, quer da estrutura da novela que me agradaram, contar o mesmo acontecimento de duas perspectivas diferentes ao mesmo tempo, que enriquecem a narrativa.

Gostei e estou curiosa por ler algo mais do autor.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Onde Vais Isabel?


Autor: Maria Helena Ventura
Data de Publicação: Março de 2008
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 265
ISBN: 978-989-637-034-3



Da mesma autora do best-seller Afonso, O Conquistador, chega-nos a vida deslumbrante de uma das mais admiradas figuras da História de Portugal: a rainha santa Isabel. Nascida em Espanha, descendente de santos, reis e imperadores, Isabel chega a Portugal para casar com D. Dinis, rei culto, homem formoso, trovador invejável.
No seu séquito traz as damas de companhia e um terrível segredo com origem na Ordem do Templo e cujo destinatário é D. Dinis... Um segredo que poderá mudar a história da Europa!
Mas nem só de glória se cobre a vida de Isabel. As aventuras extraconjugais do rei português humilham-na profundamente. Apesar de, até aí, a rainha se mostrar magnânima, criando com igual afecto tanto os seus filhos como os bastardos de D. Dinis. É entre intrigas, ciúmes, infidelidades, rivalidades, adultérios e arrependimentos, que a vida da rainha santa Isabel se transforma no drama de uma heroína da santidade feita de amor, perdão, lágrimas escondidas e silêncio magnânimo.



O livro conta a história da rainha D. Isabel. Desde que iniciou a sua viagem para Portugal, para tomar o seu lugar como rainha de Portugal, até ao final dos seus dias.
Achei por vezes um pouco cansativo com tantas disputas e tantas conspirações e tantos nomes, e muitos deles iguais ou muito parecidos e não são a mesma pessoa.
O que mais gostei foi a maneira como a rainha parecia importar-se com os problemas do povo, assim que entrou em Portugal começou logo a reparar que havia muitos sem abrigo. Passou os dias a dedicar-se aos mais pobres, quando não estava a tentar mediar as coisas entre pai e filho.
Achei as personagens muito reais, mesmo sendo um livro digamos histórico, as personagens continuam a ter todas os seus defeitos D. Dinis com as suas numerosas "damas" e igual número de bastardos. D. Isabel sofrendo em silêncio pelas inúmeras traições do rei seu marido, e por ele e o único filho legítimo se darem tão mal.
Surpreendeu-me tal como disse anteriormente a rainha conseguir lidar com tudo de uma forma muito calma, no meu ver ela podia ter feito numerosos escândalos, já que praticamente sempre sabia para onde o rei se dirigia e com quem ele se ia encontrar, mas nunca perdeu a sua dignidade.
Achei o mundo no tempo dos reis, um pouco confuso, não sei é por lacuna  minha em História de Portugal, ou se achei estranho andarem de um lado para o outro quando se deslocavam de cavalo e qualquer trajeto por mais pequeno que fosse era sempre demorado.
É um livro para ler com calma, não pode ser lido como um romance, deve até ser intercalado com outros para melhor compreensão.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Renata, a feia


Autor: Ágata Ramos Simões
Data de Publicação: 2012
Editora: Amazon Digital Services, Inc.
Páginas: 153
ISBN: -


Sinopse

Renata é Portuguesa e é a mulher mais feia do mundo. Ela habita num Portugal Alternativo onde as Feias são consideradas estúpidas e tratadas de acordo com esse epíteto.

Renata, um dia é raptada por Shayar, um sultão que colecciona feias. Renato, há anos secretamente apaixonado por ela, tenta salvá-la...


Começo por agradecer à autora, Ágata Ramos Simões, por me ter cedido um exemplar do livro para o poder ler e assim o poder inserir no mês de autores portugueses emergentes. Autora está presente em várias antologias nacionais, sendo uma delas a antologia Fantasporto 2012, tem participações em várias Bang! (nº 0, 1 e 5), e vários livros de que destaco “Senhor Bentley, o Enraba-Passarinhos”, publicado pela editora Saída de Emergência no princípio de 2006.

"Ganhou o 1º prémio no concurso literário “António Mendes Moreira” da Câmara Municipal de Paredes com o manuscrito “À Procura de um Livro” e ganhou igualmente o 1º prémio ex-aequo no concurso literário Orlando Gonçalves da Câmara Municipal da Amadora com o mesmo manuscrito."

Com este currículo já não se trata bem de uma autora emergente, tem já obra publicada e premiada, mas que infelizmente eu desconhecia (a obra). Com esta livro, Renata a feia, fiquei a conhecer uma autora que me deixou deveras curiosa, tenho algumas coisas a apontar, mas no geral, fiquei intrigada e curiosa por ver o que mais a autora terá para oferecer.

Quanto ao livro, gosto de começar pelos pontos positivos, a ideia é boa, cativa desde cedo. A escrita é interessante, boa até. Não me identifico com este tipo de escrita, mas que reconheço estar interessante. Há algumas gralhas, poucas, e devido ao rebuscado da escrita, as vírgulas que falham podem ser essenciais.
A história trata do caso de uma feia, a mulher mais feia de todas (estranhei não haver feios), Renata. Inteligentissima e bem sucedida, é descriminada e de tão feia que é vomitam-lhe constantemente nos sapatos. Conhecemos a vida de Renata e daqueles que a rodeiam e que fazem parte do seu percurso, mas nunca criamos grande relação/empatia com nenhuma das personagens. O livro é-nos contado em forma de documentário e vários são os intervenientes que entram e saem sem contribuírem muito para a história. Exemplo, será Raquel, que numa primeira fase até confundi com Renata, e que entra e sai sem nada acrescentar à história principal; o rapto de Renata pelo sultão, homem rico que gosta de coleccionar feias. Do meu ponto de vista, o fim deixa muito a desejar, estava à espera de algo que me fizesse rir, como em muitos momentos da leitura, mas no fim, ficamos indiferentes. Acho que a capa e a sinopse podem ser melhoradas, nenhuma delas faz justiça ao livro.


Em geral, acho-o médio, mas fiquei curiosa em ler mais da autora.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O homem invisível

O homem invisível

Autor: H.G. Wells
Data de Publicação:
Editora: Vega
Páginas:
ISBN:

Sinopse

Obra-prima de Herbert George Wells, certamente o mais destacado entre os percursos da ficção científica, narra a história de um cientista que, após uma experiência parcialmente bem-sucedida, muda para um pacato lugarejo, gerando uma série de especulações. Com hábitos estranhos, humor instável, e sempre com o rosto enfaixado, chama sempre a atenção dos moradores da cidade.

Esta foi outra das obras sugeridas para o curso Coursera na semana dedicada a H. G. Wells. Foi de fácil leitura e bastante interessante, com o autor a criar personagens e ambientes credíveis, conseguindo descrever "realisticamente" de como seria a vida de um homem invisível. Afinal quem é que na sua infância (ou até um pouco mais velhos, cof, cof) não se imaginou invisível para poder fugir às suas obrigações, ouvir conversas das pessoas sem estas saberem, roubar doces ou viajar sem despesas, etc. etc. etc.

Após a leitura deste livro, certamente mudaríamos de ideias, ou pelo contrário, pensaríamos que conseguiríamos tirar proveito do privilegio de ser invisível  muito mais eficientemente que a personagem do livro.


É interessante ver como ser invisível  para a nossa personagem, no espaço de um dia, o sonho se transforma em pesadelo. De como ele tem de andar nu e descalço, para que a roupa não o desmascare, de como acções simples como comer ou andar na rua se tornavam problemas complicados de resolver. A este nível gostei bastante do livro, contudo não me fascinou. 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Filho de Odin

Autor: João Zuzarte Reis Piedade
Data de Publicação: Setembro de 2006
Editora: Edições Gailivro
Páginas: 247
ISBN: 989-557-338-3

Cruzando lendas e superstições, Jonathan, um jovem paladino de quinze anos, inadvertidamente, abre a porta para uma dimensão intemporal e mitológica, entrando no glorioso mundo dos deuses. Recebe de Odin, pai dos deuses nórdicos, a missão de destruir o Mal que se espalha por toda a Europa.
Encarnando a figura de Vidar, filho de Odin, Jonathan conduz-nos por locais misteriosos, enevoados, desprovidos de vida ou imensamente povoados de criaturas ameaçadoras, sempre na demanda do Senhor do Mal, O Conde Drácula.


É uma história para jovens, mas sinceramente até um adulto se perde com tanto deus, de tão diferentes civilizações, épocas, que salganhada de deuses.
E talvez por causa do excesso de deuses o livro peque por quebrar o ritmo ao envolver constantemente a genealogia dos diferentes deuses à medida que vão aparecendo.
Divertido e cheio de peripécias mas confesso que esperava algo mais, pareceu-me ser um pouco sêco.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O Último Capítulo

Autor: Edmund Power
Data de Publicação: Janeiro de 2007
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 255
ISBN: 978-972-8839-81-9


Vivemos na época dos best-sellers. As editoras só querem publicar best-sellers, os leitores só querem ler best-sellers... e há quem faça tudo para escrever um.

Quando Brendan Stokes, um escritor falhado, descobre o cadáver do vizinho, descobre também que lhe saiu a sorte grande: perto do corpo está uma obra-prima acabada de escrever.
Decide então fingir ser o autor do manuscrito e, quando os contratos milionários começam a chegar, a fraude revela ser uma maneira muito mais fácil de enriquecer do que escrever o seu próprio livro.
Mas a teia de mentiras torna-se tão extensa que Brendan tem dificuldade em manter a sua história. E com a polícia, a sua mulher e uma série de amigos a fazerem perguntas sobre o vizinho e o seu best-seller, cedo se apercebe que para roubar um livro também terá que roubar vidas.



Bem que se pode dizer deste livro? Vai lá vai o homem parece um parvalhão e de um momento para o outro faz tudo e mais alguma coisa em que se possa pensar.
No início do livro dei umas valentes gargalhadas mas à medida que a história ia avançando foi perdendo o lado cómico e ficou o mais sério. O raio do livro parece que estava embruxado por mais que fosse feito para despistar quem estava desconfiado mais essa pessoa ficava a saber que tinha na posse uma nova prova para desconfiar, resultado havia sempre pontas soltas se não fosse isso o livro perdia muito valor e acção porque durante toda a narrativa ficamos na expectativa para ver o que acontece depois de ser publicado o malfadado livro que até ao final nunca a chega a ser.
Confesso que quando cheguei a mais de meio do livro perdi o embalo que levava no início e comecei a pensar se o deveria terminar.

sábado, 30 de junho de 2012

Diário de Uma Nanny

Autor: Emma Mclaughkin e Nicholas Kraus
Data de Publicação:
Editora: Casa das Letras
Páginas: 249
ISBN: 972-46-1662-2

Um retrato hilariante da vida de uma baby-sitter em Manhattan agora numa adaptação ao cinema.

Nanny é uma estudante universitária de Nova Iorque que luta arduamente para prosseguir os estudos e não perder o seu minúsculo apartamento. Para tentar equilibrar o orçamento, responde a um banal anúncio de emprego: «Procura-se rapariga jovem para tomar conta de um menino de quatro anos.»
E depois? A descoberta das maravilhas do mundo infantil?... Não exactamente. Os ingredientes não são assim tão românticos: uma criança mimada, turnos de 16 horas, uma família cuja estabilidade emocional não é propriamente um mar de rosas, o casamento dos patrões a desmoronar-se… E para completar este quadro de delirante masoquismo profissional: um ordenado rídiculo.
Diário de Uma Nanny é a visão implacavelmente divertida das ilusões de felicidade de uma família rica de Park Avenue e da pobre baby-sitter apanhada nas malhas de um mundo de bem-estar material, com um rol imenso de desgraças psicológicas e afectivas. Com um humor fino e certeiro, Emma McLaughlin e Nicola Kraus construíram uma sátira irresistível sobre a classe rica de Manhattan.


Bem este livro é mesmo divertido tirando a última parte em que me debulhei em lágrimas. à medida que ia lendo o livro fez-me lembrar a mãe de uma bebé que tomei conta, não era rica mas era só nisso que diferia da mãe do Grayer.
Eu como mão não consigo compreender como se pode tratar um filho assim daquela maneira, eu por mais cansada, doente, enervada, ou lá o estado em que esteja estou sempre a pensar que o meu filho ou precisa de ajuda para fazer alguma coisa ou que o ensine, ou simplesmente que brinquemos juntos, ver-mos televisão juntos.
E então quando ele chora por vezes é-me difícil não lhe fazer a vontade, porque se-me parte o coração de o ouvir chorar, mas como tenho de o educar e não mimar muito por vezes lá tem de ser, mas sinceramente a mãe do Grayer devia ser proibida de ter filhos, parece que é algum brinquedo ou acessório que quando não faz falta ou se está farta se coloca na gaveta.
Adorei a Nanny conseguindo sempre manter a calma mesmo quando o que ele merecia era uma palmada pelo que fez, o final para mim foi uma surpresa não pensei que fosse assim, aquilo já andava no ar e via-se que a Nanny não ia aguentar muito tempo, mas de qualquer forma, não pensei que se passasse assim e não compreendi como a mãe pode deixar o filho chorar e gritar daquela maneira sem lhe partir o coração.
Não estou a ver uma ama fosse ela quem fosse passar pelo que a Nanny passou, e fazer o que ela fez para além de tomar conta do miúdo.
Um livro divertido mas ao mesmo tempo o retrato verdadeiro de muita pessoas que teimam é se chamarem de mãe.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A Dama do Lago


Autor: Raymond Chandler
Data
Publicação: de Janeiro de 2001
Editora: Abril/Controljornal
Páginas: 206
ISBN: 972-611-708-9



A mulher de Derace Kingsley fugiu para o México, para conseguir um divórcio rápido e casar com um casanova chamado Chris Lavery. É pelo menos isso que o telegrama que ela enviou ao marido sugere.
Os problemas começam quando Lavery, questionado pelo detective Philip Marlowe, nega tudo. Porém, quando este se encontra pela segunda vez com Lavery, ele já não pode negar nada… por causa dos tiros no peito.
Rapidamente, Marlowe parte no encalço de um assassino, que o conduz de Los Angeles a um lago sombrio nas montanhas.


Bem partes houve me que me perdi na história, e com tantas reviravoltas nunca consegui descobrir quem foi o assassino. Achei o livro um pouco confuso, mas de resto lê-se bem é uma boa história, cheia de segredos e mistérios, onde quase toda a gente tem o rabo preso como se costuma dizer.
Mas mesmo assim não deixa de ser um bom policial, deixando-nos em suspenso até à última linha.

domingo, 1 de janeiro de 2012

A Agência nº 1 de Mulheres Detectives


Autor: Alexander McCall Smith
Data de Publicação: Junho de 2004
Editora: Editorial Presença
Páginas: 201
ISBN: 972-23-3200-7


Maridos desaparecidos. Suspeitas de fraude. Assassínios. Se tem um problema que ninguém consegue resolver, então é caso para se dirigir a Precious Ramotswe, não só a primeira como a única detective feminina no Botsuana. Os seus métodos podem não ser muito convencionais, e os seus modos pouco adequados, no entanto Ramotswe é uma mulher inteligente, dotada de uma forte intuição! Um livro que se demarca de qualquer outro pela sua originalidade, pelas descrições exóticas, não só do próprio país como dos seus costumes e tradições, e pela escrita simples mas deliciosamente fluida, que torna praticamente impossível pô-lo de parte.



Bem de início foi frustrante querer ler e não me conseguir sentir atraída pela história, mas como é para trocar lá fiz um esforço e confesso que de todo o livro só gostei do último capítulo.
É uma história com algumas aventuras e muitas ideias mas um pouco diferente daquilo que estou habituada.
Tenho aqui os restantes livros desta saga, mas para já não lhe vou pegar e dar um tempo para a poeira assentar pode ser que depois me pareçam melhores.