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sábado, 5 de abril de 2014

Confia em Mim



Autor: Jeff Abbott
Data de publicação: Julho de 2010
Editora: Civilização Editora
Páginas: 549
ISBN: 978-972-26-3156-3


Luke Dantry perdeu tragicamente os pais quando era adolescente; o pai foi morto por um mecânico enlouquecido, a mãe morreu num terrível acidente. Criado pelo padrasto, Luke trabalha agora com ele na sua pesquisa, vigiando grupos extremistas na Internet. No entanto, no aparentemente inofensivo mundo da Internet residem perigos incalculáveis. E, subitamente, Luke experimenta-os, em toda a sua força, quando é ameaçado com uma arma e raptado no parque de estacionamento de um aeroporto.
Sendo um homem normal, que sempre levou uma vida pacata, Luke não faz ideia por que razão se tornou um alvo. Apenas sabe que tem de escapar, de alguma forma. Mas para isso tem de aprender a não confiar em nada nem ninguém, e a derrotar um inimigo mais poderoso do que alguma vez imaginara - um inimigo que sabe mais do que ele próprio acerca do verdadeiro destino dos seus pais.



Dos livros que li do autor este foi o que não gostei e me custou a ler, não sei porquê visto que os ingredientes dos outros livros estão também neste, mas não sei, acho que na volta eu confio muito na pessoas e é-me difícil imaginar um mundo onde não podia confiar em ninguém nem mesmo aqueles que me eram mais queridos.
Um livro cheio de suspense, acção desde o início, muitos mas mesmo muitos segredos escondidos que aos poucos se vão revelando, e que deixam um sabor amargo no coração.
Dei por mim a forçar-me a pegar no livro quando só tinha vontade de fugir dele.
Pois tal como o título indica nós precisamos de poder confiar em alguém.

domingo, 16 de março de 2014

O Beijo das Sombras


Autor: Laurel K. Hamilton
Data de publicação: Fevereiro de 2013
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 447
ISBN: 978-989-637-484-6


Entre num mundo emocionante, voluptuoso, e tão ameaçador quanto belo. Onde dominam paixões ardentes de seres imortais, outrora adorados como deuses ou demónios.

Os mais supremos seres sobrenaturais são fadas Sidhe, uma raça tão bela e poderosa que foi em tempos adorada como os deuses. Não só são luxuriosos, como incrivelmente bons amantes. Quando têm sangue real... são literalmente viciantes. Fadas de sangue puro não toleram as cidades e raramente vivem entre os humanos. Mas Meredith Gentry não é de puro-sangue. Ela tem sangue humano e por isso é mortal. Talvez também por isso, sinta que não pertence a lugar nenhum.
Meredith Gentry, princesa da corte real das Fadas, faz-se passar por humana em Los Angeles, onde trabalha como detective privada. Mas, agora, o carrasco da rainha foi enviado para a levar de volta para casa - quer ela queira quer não. Subitamente, Meredith vê-se como um mero peão encurralado nos terríveis planos da sua tia. A tarefa que a aguarda: desfrutar da companhia constante dos homens imortais mais bonitos do mundo. A recompensa: a coroa - e a oportunidade de salvar a sua vida. O castigo por fracassar: a morte.


Eu nem sei o que pensar deste livro já tinha ouvido falar muito bem, e depois de ler a sinopse onde metia fadas e demais seres mágicos confesso que fiquei muito curiosa.
Mas assim que o comecei a ler nunca me consegui decidir se estava a gostar ou não, e sempre sem desistir pois sempre com a esperança que as coisas fossem mudar, mas nunca mudaram umas vezes parecia que estava a gostar outras achava que nada daquilo fazia sentido e nunca me consegui decidir.
Não posso dizer que não gostei porque não é verdade mas também não é nada que possa dizer que me fascinou ou cativou e adorei.
Fiquei na dúvida se hei-de ler mais livros da autora.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Sabe Tão Bem Ser Mazinha - Gossip Girl I


Autor: Cecily Von Ziegesar
Data de publicação: Maio de 2005
Editora: Bizâncio
Páginas: 235
ISBN: 972-53-0268-0


Já alguma vez se questionaram sobre como serão na verdade as vidas dos eleitos, daqueles que têm tudo e que consideram isso um dado adquirido? Bem, eu vou-vos contar, porque sou um deles.(...)



Esta série de livros tem a ver com a série de televisão com o mesmo nome. Neste livro é nos dado a conhecer um bando de meninos ricos e mimados, que podem fazer tudo e dispõe daquilo que precisam e não precisam. São deixados praticamente sozinhos, pois os seus pais têm uma vida preenchida por reuniões e festas e para os quais os filhos só precisam daquilo que o dinheiro lhes pode dar.
Sendo assim criam e desfazem amizades, namoros, planos para a vida, que mudam conforme as suas disposições e humores.
Um mundo para mim verdadeiramente estranho.
Mas um livro pequeno, leve e que dá para rir.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O Diário de Bridget Jones

Autor: Helen Fielding
Data de Publicação: Novembro de 2001
Editora: Editorial Presença
Páginas: 286
ISBN: 972-23-2322-9


Um romance de surpreendente projecção internacional galardoado com o British Book Award de 1998. Através de uma escrita simultaneamente lúcida e divertida, um retrato fiel da mulher dos anos 90 que tem suscitado admiradores em todo o mundo.


Bem depois de tanto ter ouvido falar do livro e ter visto partes do filme, confesso que ainda não o vi todo de início ao fim, pensava que fosse uma coisa mais substancial.
Mas saiu-me uma leitura leve, e agradável mas sem nada de especial. Por vezes vontade não me faltava de dar uns valentes estalos na Bridget, por conseguir ser tão parva que até mete impressão, e não conseguir fazer as coisas sem ser para se mostrar.
Mas pronto, confesso que ainda dei umas valentes gargalhadas, só de pensar que tenho a continuação para ler, dá-me arrepios, mas já agora vou ler só por curiosidade e poder comparar se será melhor ou pior que o inicial.



quarta-feira, 12 de junho de 2013

O Amor não Escolhe Idades



Autor: Sheila Norton
Data de Publicação: Setembro de 2006
Editora: Marcador
Páginas: 312
ISBN: 978-989-84-7082-9



O mundo de Rosie acaba de ser seriamente abalado. Tudo por causa de um simples e aparentemente inofensivo comentário que a descreve como agradável e simpática, mas monótona e pouco interessante. Ora, não é bem assim que Rosie gostaria de ser descrita. De facto, as palavras que lhe vêm mais à ideia são dinâmica, criativa e carismática.
A verdade é que Rosie estagnou. Está aborrecida com o seu emprego, tem um marido que se preocupa mais com a carreira do que com manter viva a chama da relação e os filhos não lhe deixam tempo para nada.
Mas como fazer com que a sua imagem exterior comunique a sua vontade interior?
Decide então contrariar o estigma de já não ser uma adolescente e inicia uma história de aventura que lhe devolvem a sensação de estar viva e lhe ensinam a aceitar as surpresas que a vida lhe reserva, descobrindo que a felicidade e o amor nada têm a ver com o passado ou com o futuro mas sim com aproveitar o presente. Um presente que só ela poderá fazer acontecer.


Não sei o que se passa comigo, será que é efeito dos comprimidos para as dores de dentes, mas de algum tempo para cá os livros que leio parece que não me enchem as medidas, fico sempre na dúvida se gostei ou não, embora haja partes de goste e outras não, mas não me consigo decidir no global se o livro é bom ou mau.
E este não é excepção, tem partes em que ri às gargalhadas outras que tive vontade de deixar a leitura a meio, mas a verdade é que acabei de o ler, o que por vezes exigiu algum esforço.
Fartei-me de rir na parte onde vão para Paris acontece todas aqueles peripécias que não deixam concretizar os planos do casal,parece que é mesmo verdade que só nos rimos do mal dos outros, pois se fosse connosco não íamos achar muita graça. E esta cena também me fez lembrar um livro da Jill Mansell "Paixões à Solta" em que há uma cena igual, onde também me fartei-me de rir.
De resto o final também quando estamos a ler parece uma coisa, mas afinal é outra, mas acho que isso é um truque da autora para nos deixar mesmo na dúvida.
E lá me vou repetir, também nunca tinha lido nada desta autora.
Desta vez também quero agradecer à minha amiga Clarinda do blogue Ler é Viver por mais um empréstimo e pela confiança depositada em mim.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Emmett


Autor: Diana Palmer
Data de Publicação: Setembro de 2004
Editora: Harlequin
Páginas: 158
ISBN: 84-671-2152-1




Emmett Deverell detestava Melody Cartman porque tinha ajudado a sua ex-esposa a fugir com o seu amantes. Contudo, depois de sofrer um acidente num rodeo, não teve outro remédio a não ser recorrer a ela para que cuidasse dos seus três filhos. Melody também não ficou entusiasmada com a ideia, as crianças eram umas pestes! O mais velho Guy, odiava-a porque culpava-a pelo abandono da sua mãe. Para completar o quadro, as coisas complicaram-se ainda mais quando Emmett saiu do hospital e começou a sentir-se atraído por ela...



Nunca tinha lido nada desta autora, e com o empréstimo duma vizinha que sofre do mesmo mal vício em livros, lá me decidi a ler algo dela mas confesso que gostei mas não achei nada demais embora ela me tenha dito que os livros dela eram de se "comer" e chorar por mais.
É uma história engraçada que se lê bem e a escrita é fluída e simples, mas não sei acho que falta algo mais.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Até que Ele nos Separe

Autor: Emily Giffin
Data de Publicação: Junho de 2011
Editora: Editorial Presença
Páginas: 339
ISBN: 978-972-23-4173-8


Rachel White sempre foi o protótipo da «menina certinha», que fazia o que se esperava dela e se sacrificava em prol dos outros. Só que, na manhã após a festa do seu aniversário, Rachel acorda ao lado do noivo da sua melhor amiga. O mais correcto seria esquecer o que aconteceu e seguir em frente, mas, à medida que a data do casamento se aproxima, Rachel descobre que as coisas não são assim tão simples, e em breve terá de escolher entre abrir mão da felicidade ou da sua amizade mais antiga. Um romance que lança um olhar pleno de lucidez e de sensibilidade sobre as nuances que existem no amor, na amizade e na traição.


Foi a minha estreia com esta autora, e confesso que nem sei bem o que dizer acerca do livro.
O livro tem partes hilariantes e muito alegre, mas a indecisão da parte de certas personagens leva o livro a arrastar-se quando podia ser mais curto e bem mais satisfatório.
Acho que se não tivesse tido tanta indecisão, e tantas fins-de-semana passados em desconfianças e subterfúgios, os quais achei muito difíceis de esconder, a história não era um pouco maçadora.
E o final depois de toda aquela emoção do desenlace e das confissões, as descobertas das "carecas", deixaram um final um pouco insípido, sem grande substância.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

As Coisas Impossíveis do Amor



Autor: Ayelet Waldman
Data de Publicação: Agosto de 2012
Editora: Editorial Presença
Páginas: 321
ISBN: 978-972-23-4858-4


Emilia Greenleaf casou com o homem da sua vida, Jack, um advogado bem-sucedido por quem nutre uma paixão intensa. Mas com o marido não veio só uma vida idílica em Manhattan, veio também William, o enteado de cinco anos, uma criança precoce e superprotegida, cuja teimosia e observações constantes deixam Emilia exasperada. A distância que os separa aumenta ainda mais quando Emilia se vê confrontada com a morte da sua filha recém-nascida e consumida pela dor e pela culpa. Conseguirá Emilia manter-se à tona sem pôr em perigo tudo aquilo que é mais importante na sua vida?



Bem estava curiosa com este livro e confesso que ao longo da leitura fui mudando de opinião acerca do mesmo. Alturas houve em que estava a gostar do que estava a ler, outras tinha vontade de parar de ler e não voltar a pegar no livro, outras não conseguia de parar de ler.
Resultado depois de o já ter acabado de ler há alguns dias ainda não sei o que pensar acerca do mesmo, nem que escrever acerca do mesmo.
As personagens são muito complicadas dá a sensação que não sabem o que procuram, nem o que querem, nem o que pensam, nem do que gostam ou do que são.
Um livro estranho, muito embora nos deixe ainda mais curiosos com o final.

sábado, 4 de maio de 2013

Safira



Autor:  Kerstin Gier
Data de Publicação: Junho de 2012
Editora: Contraponto
Páginas: 294
ISBN: 978-989-666-116-8



Gwen sente-se confusa- Gideon, o seu companheiro de viagens no tempo, está a dar com ela em doida: primeiro beijaa apaixonadamente e depois ignora-a. Mas ninguém disse que o amor nas viagens era fácil! Felizmente, Gwen tem Leslie, a sua melhor amiga; James, o fantasma; e Xemenius, uma gárgula muito irreverente, para a ajudarem com os altos e baixos amorosos- e também para a ensinarem a comportarse como uma verdadeira dama do século XVIII. Desde que Gwen se tornou a última viajante no tempo, os seus objetivos passaram a ser: ir a uma soirée no ano 1782, salvar o mundo e, mais do que tudo, não dar nas vistas. Desta forma, por agora só tem de aprender a dançar o minueto (o que não é nada fácil), enquanto decide o que sente pelo rapaz dos seus sonhos (o que também não é nada fácil).



Nem sei que dizer deste livro, umas vezes ficava rendida presa ao enredo, outras vezes a leitura arrastava-se e parecia não ter fim.
Confesso que as viagens no tempo com tanta gente de permeio também me confundo, ois chego ao ponto de não me lembrar se já tinha entrado aquele personagem no século XXI.
Gosto dos mistérios e das intrigas que pairam no ar, mas acho que a história se está tornar um pouco mais do mesmo.
Neste livro conhecemos um pouco mais da história da Gwen e da sua família.
Mesmo assim gostava de ler o próximo só para saber como acaba.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Feminino Singular


Feminino Singular

Autor: Sveva Casati Modignani
Data de Publicação: 2007
Editora: Porto Editora
Páginas: 400
ISBN: 9720041846


Goodreads



SinopseMartina: uma figura de mulher «singular». Amada por uns e criticada por outros, toda a sua vida esteve sob o olhar inquisidor das gentes de Vertova, incluindo o das próprias filhas…
No decurso da sua existência, dos anos quarenta aos nossos dias, através das mais complicadas vicissitudes, ela tentará encontrar o caminho para atingir a sua autêntica vocação de mulher - gerar a vida. Terá três filhas, de três homens diferentes, sem desposar nenhum deles.
A sua morte súbita, nas vésperas do Natal, provocará um tremendo choque no seio familiar, e será Vienna, a sua mãe, a desvendar os mais íntimos segredos dessa mulher tão enigmática. Através do seu relato, descobriremos que afinal elas têm mais em comum do que pensavam: todas são mulheres atraentes e independentes, que amaram e se deixaram amar, e que decidiram, sobretudo, enfrentar os cânones sociais em prol de um bem maior - a maternidade.


De leitura simples e agradável, será um exemplo razoável da escrita da autora, não o meu preferido, mas razoável   A mim pessoalmente não me agrada "a sorte" das protagonistas, o excessivo feminismo demonstrado em tudo o que rodeia Martina, assim como a não justificação dos actos da personagem. Como já é habitual a personagem principal são mulheres, neste caso 4 gerações, e todas tem a "sorte" de herdarem muito dinheiro, lindas casas e propriedades, de conhecerem as pessoas certas, ou se encontrarem rodeadas pela alta sociedade sem a ela pertencerem, e casarem com "ricos homens" e "homens ricos".

Há várias partes do livro que não fazem sentido; durante todo o livro a autora mostra-nos personagens fortes que não precisam dos tradicionais casamentos para serem felizes. Mulheres que vivem a sua vida à sua maneira, sem cederem às pressões sociais, capazes de criarem as filhas sozinhas. O livro termina contrariando tudo isto, quando todas as personagens demonstram claramente que não eram felizes e todas, precisam de um homem para se realizarem.

A construção da história está bem conseguida, a autora dá saltos entre o "ontem" e o "hoje" como ela designa. E a este nível ficou bem, a maneira como nos são introduzidas as personagens.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O Pacto da Meia-Noite



Autor: David Whitley
Data de Publicação: Julho de 2010
Editora: Editorial Presença
Páginas: 302
ISBN: 978-972-23-4387-9



Agora é uma cidade secreta onde tudo pode ser vendido e comprado - bens, pessoas, emoções… O acaso reúne Mark e Lily, dois jovens que foram vendidos como servos. De início, o seu único objectivo é trabalhar e sobreviver. Mas, gradualmente, vão compreendendo que podem alterar o seu destino e o da própria cidade, ajudando a libertar o seu povo. Mas irão as forças ocultas que os vigiam deixar que os seus planos se coroem de êxito? Conciliando aventura, thriller político e fantástico, este é um romance brilhante, na senda dos grandes clássicos de C. S. Lewis ou Philip Pullman.


Este livro parece ser uma espécie de crítica à sociedade do nosso tempo, visto que tudo tem um preço, e quem não cobra nada pelo seu serviço, é olhado com desconfiança. Já que não são capazes de visualizar um mundo onde se tenha prazer em fazer o bem pelos outros sem pedir nada em troca, que não um simples agradecimento.
As pessoas da cidade parece ser destituídas de sentimentos ainda antes de recorrerem à loja da Madame que os engarrafa para depois os vender, pois não parecem sentir amor, amizade, nada uns pelos outros, o único sentimento que parece ter maneira de sobreviver é o medo que todos têm do concelho e da sua polícia.
Num mundo onde os sentimentos são comercializados a fama o poder e o dinheiro está para além de tudo, os sentimentos são tidos como uma droga.
Um livro deveras estranho onde nenhuma das personagens me cativou por aí além, onde o final em vez de responder a inúmeras questões que a leitura suscita ao leitor, é ainda mais confuso e dá a sensação que a história tem continuidade,o que não sei se assim o é.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Dei-te o Melhor de Mim


Autor:  Nicholas Sparks
Data de Publicação: Novembro de 2011
Editora: Editorial Presença
Páginas: 299
ISBN: 978-972-23-4704-4



Este novo e aclamado romance de Nicholas Sparks conta a história emocionante de Amanda e Dawson, dois adolescentes envolvidos na mágica experiência do primeiro amor. Contudo, sob a pressão familiar e social, são obrigados a seguir vidas distintas. Somente vinte e cinco anos mais tarde voltam a encontrar-se, por altura da morte do único homem que tinha protegido o jovem casal apaixonado. E se para ambos o amor de outrora se revela intacto, confrontam-se inevitavelmente com as escolhas feitas e os compromissos assumidos. Qual então o sentido daquele encontro, se nada podia mudar o passado?



Bem este livro para mim foi no mínimo estranho. Já faz algum tempo que não lia Nicholas Sparks, mas não me recordo de ser tão digamos retorcido, este livro deixou-me de pulga atrás da orelha desde o início e mesmo depois de ter chegado ao fim ainda não sei porquê.
A história tocou-me achei-a um pouco mórbida, mas continuei-me a emocionar.
E então quando o filho mais velho de Amanda teve problemas de coração os quais ninguém sabia explicar as causas concretamente, fez-me reviver mentalmente por tudo o que passei quando o meu filho nasceu até à bem pouco tempo.
O final aparta de uma certa parte do livro começa a ser previsível e achei isso também tirou um pouco o entusiasmo à narrativa, pois quando aconteceu embora me emocionasse já o esperava e não foi assim nada de idílico.
Penso que este para mim foi o livro mais triste que li deste autor e o que me deixou mais indiferente.
Ainda me falta ler um dos livros dele e espero que seja muito melhor que este.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Tardes de Chuva e Chocolate


Autor: Amalia Decker Márquez
Data de Publicação: Setembro de 2006
Editora: QuidNovi
Páginas: 271
ISBN: 978-972-8998-31-8



Das lutas pelas utopias às vivências sensuais e eróticas das protagonistas, esta é a saga de uma família de mulheres ao longo de todo o século XX, entre a Europa das guerras e a Bolívia das revoluções. As histórias das suas pequenas epopeias e dos seus prazeres secretos compõem um romance fascinante que não perde o ritmo da primeira à última página.



Este livro deixou-me com opiniões contrárias, umas vezes a leitura era fluída, outras especialmente quando começava a falar sobre as revoltas na Bolívia, que é o país de fundo deste livro, a coisa começava a entediar-me e era penoso avançar na leitura.
Mas por outro lado quando se falava na história da família nos seus percalços,aventuras amorosas e segredos adorava perder-me nas páginas do livro.
De qualquer das maneiras achei um bom livro.
As personagens parecem todas ter sempre um segredo ou um ou outro problema para resolver interiormente, mas que na mais das vezes não conseguem superar.
O mundo das personagens divide-se em duas fases: uma delas quando estão na casa de campo, digamos assim, onde estão as plantações e onde moram a maior parte do ano, e a casa da cidade, onde vão quando é no tempo da escola, ou quando se preparam para fazer alguma viagem.
A história é nos contada ao longo das gerações  tendo maior relevo nos primórdios da instalação dos bisavós da narradora na herdade de Puca-Puca, chegando aos nossos dias mas com menos desenvolvimento.


sábado, 29 de dezembro de 2012

Os Mágicos


Autor: Lev Grossman
Data de Publicação: Outubro de 2010
Editora: Planeta Manuscrito
Páginas: 375
ISBN: 978-989-657-131-3


Psicologicamente penetrante e muito absorvente, Os Mágicos transita por um território desconhecido, imaginando a magia como uma actividade praticada por pessoas de carne e osso, com desejos, caprichos e emoções voláteis. Lev Grossman criou um mundo bastante original em que o bem e o mal não são absolutos, em que sexo e amor não são simples ou inocentes e onde a ambição pelo poder tem um preço terrível.





Toda embalada pela leitura do livro anterior, resolvi começar este já que o tema é o mesmo, e esfreguei as mãos de contentamento, com a perspectiva do que se aproximava.
De início até a coisa não corria mal, fiquei logo agarrada nas primeiras páginas e pensando que se todo o livro seria assim ia ser uma maravilha. Mas qual não é o meu espanto quando as coisas começam a descarrilar, assim que o nosso "herói", se assim o podemos chamar, dá entrada na famosa escola de magia de Brackebills, a história começa a perder o ritmo e o enredo fica como que uma repetição sempre do mesmo. Mas não fica por aqui a história vai descambando assim que os ditos alunos da escola concluem a licenciatura e saem para o mundo normal, parece perderem o rumo e o sentido das coisas, deixando-se levar numa existência a meu ver patética comparada com as expectativas que lhes foram sendo criadas ao longo dos anos de estudo. Chegando ao ponto de desprezarem os próprios pais, por viverem  vidas atrofiantes e tendo comportamentos loucos, como são retratados os pais de Alice, e depois vão fazer exactamente o mesmo.
Outra coisas que também não percebo é como o Quentin tão de pressa achava os pais muito metediços como achava que eles se estavam a marimbar para o que se passava com ele.
O livro está cheio de altos e baixos na narrativa, e já me tinha acontecido o mesmo com um outro livro do mesmo autor "O Códice Secreto", em que no início ficamos todos entusiasmados com o livro e depois há partes em que se perde o ritmo e depois voltasse a encontrá-lo, para depois quando se pensa que a coisa vai ficar boa, de repente acaba, como se o autor tivesse ficado farto das personagens e da história e resolve-se acabar com tudo de repente.
Confesso que realmente esperava muito mais do livro depois de ler a sinopse do que aquilo que li.
As personagens não me aparecem muito convincentes, pois passam tanto tempo sem falarem com os pais em darem notícias, sem aparecerem em casa e os pais nada estranham, já para não falar que muitos dos professores são muito estranhos.
Cada personagem tem os seus problemas interiores, mas a sensação com que fiquei foi que eles não se preocupam em tentar resolvê-los, já que dá muito trabalho e o melhor é mandriar o dia todo e embebedar-se.
Espero que a nova dona do livro o ache melhor do que eu.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Meus Cães e Meus Amigos


Autor: Carlos Vieira da Silva
Data de Publicação: Fevereiro de 2007
Editora: Guerra e Paz
Páginas: 174
ISBN: 978-989-8014-14-6


Um livro delicioso. A começar na imagem da capa, com um cão ternurento e muito "humano". O livro conta histórias verdadeiras, muito comoventes e muito divertidas de cães, desde o Golias e o Mijinhas, dois rafeiros desvairados de Lisboa, até à história de um serra d’aires que o jovem dono salvou no "corredor da morte", passando pelo história do Xanoto, um fox-terrier que, pelo seu comportamento, talvez seja um cão vindo do espaço.



Este livro é como o nome indica sobre cães e a sua amizade com o homem, as partes boas e as partes más.
Se gostei sim e não, pois há partes em que da-mos por nós como que agarrados ao livro sem conseguir largar, outras a leitura vai-se arrastando ao ponto de se perder o fio à meada.
O livro compõe-se várias histórias todas contadas por pessoas diferentes, algumas mais ternurentas e cuidadosas que outras, mas em grande parte amigas dos animais.
Quando li a sinopse e vi a capa com a imagem tão ternurenta, pensei que fosse mais cativante, e que o autor não se dispersa-se com tanta frequência.
Em resumo lê-se mas convém ser intercalado com outro para não maçar.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A Virgem Cigana

Autor: Santa Montefiore
Data de Publicação: Setembro de 2008
Editora: Bertrand Editora
Páginas: 348
ISBN: 978-972-25-1679-2

 Mischa conhece bem a sensação de abandono. O seu pai alemão desapareceu no final da guerra, deixando-o a ele e sua à mãe entregues ao ódio e ao desprezo dos outros habitantes da vila francesa.
Um dia o vento traz-lhe Coyote, um americano, e a sua vida muda radicalmente. Deixando a França para trás, Mischa reencontra a felicidade ao lado da mãe e de Coyote numa pequena cidade americana. No entanto, e tal como aconteceu com o seu pai, o padrasto também desaparece de repente sem uma palavra.
Já adulto, Mischa vive atormentado por estas cicatrizes. Quando a sua mãe, ao morrer, entrega a um museu A Virgem Cigana, um célebre quadro de Ticiano cuja existência Mischa desconhecia por completo, este decide então regressar a França para fazer as pazes com o seu passado e descobrir a verdade sobre a origem do quadro, por mais dolorosa que esta possa ser.


 O livro centra-se na história de Mischa, que nos vai contar ao longo de praticamente todo o livro a sua infância, os seus traumas e conflitos interiores, que ele pensa ter conseguido superar até a morte da mãe o voltar a deixar a sentir-se perdido. Confesso que o título do livro me levou a pensar até mais de metade do livro que a mãe de Mischa fosse uma cigana, mas o nome do livro vem de um quadro de Ticiano "A Virgem Cigana", que depois de muitas voltas, se vem a descobrir ter sido pertença da família que foi dona inicial do cháteau.
O que me surpreendeu neste livro foi o final que surpreendeu com a descoberta de todos os segredos escondidos ao longo de toda a narrativa, serem descobertos.
As personagens pareceram-me um pouco estranhas, pois para mim não sei se conseguiria aguentar os que se passou com Mischa e a sua mãe e continuarem a viver lá por tantos anos, ao serem tratados daquela maneira.
Como tinha gostado muito do livro anterior que li da autora, estava com grandes expectativas em relação a este, mas foram um pouco defraldadas, pois não correspondeu às expectativas e confesso que ficou um pouco aquém, e achei por vezes muito maçador, sempre a bater na mesma tecla sem passar dali.
Mesmo assim quero agradecer à minha amiga Lígia Teixeira pelo empréstimo do livrinho, peço é desculpa ter demorado tanto a lê-lo mas isto por aqui anda complicado de tempo para ler, culpa do meu filhote que anda doentinho e só quer atenção.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sonhos Encantados

Autor: Barbara Bretton
Data de Publicação: Novembro de 2011
Editora: Quinta Essência
Páginas: 328
ISBN: 978-989-8228-69-7


Não sei o que acontece convosco, mas eu ando sempre a perder coisas - as chaves, os óculos de sol e os marcadores da camisola que estou a fazer. Mas uma vila inteira? Nunca me aconteceu tal coisa! Precisamente quando estava prestes a construir um lar com a minha alma gémea cem por cento humana, Luke MacKenzie, a fada Isadora, minha inimiga, atacou...
Até o Livro dos Feitiços, a minha ligação vital com o mundo da magia, desapareceu em combate, a par dos meus amigos, da minha casa e da minha loja de artigos de tricô. Mas depois a minha amiga Janice aparece com a gata Penny e a minha lã. De repente, percebo que, se quiser salvar a minha casa, teremos de voltar a Salem, onde segredos de família e ódios seculares me empurrarão para o combate da minha vida...
Em Sonhos Encantados, Barbara Bretton continua a saga iniciada em Feitiços de Amor e A Magia do Amor.


Tenho conseguido acompanhar esta saga graças à minha amiga Carla Faleiro, do blog http://cafdeletras.blogspot.pt/2012/10/em-leitura-familia-radley-matt-haig.html?spref=fb.
Este já é o terceiro livro e confesso que só adorei o primeiro será impressão minha ou a narrativa tem vindo a ficar monótona cada vez que sai um novo volume?
E pelos vistos ainda vai haver outro livro, pois o final deste ficou novamente em aberto.
Adoro a vila de Sugar Maple mas chega a um ponto que as aventuras parecem ser forçadas, com uma duração, que no meu ver podia ser mais pequena e não andar à voltas, talvez também nos ser dado a conhecer o que se passava com as pessoas que desapareceram juntamente com a vila, a coisa não parecesse tão monótona.
No meu ver ao longo dos livros tem-se vindo a perder algo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Contos dos Irmãos Grimm

Contos dos irmãos Grimm

Data de Publicação: cerca 1811 - 1815
Editora: eBook


Alguns contos:

  • A Protegida de Maria;
  • Branca de Neve;
  • Cinderela;
  • O Alfaiate Valente;
  • O Flautista de Hamelin;
  • O Ganso de Ouro;
  • O Lobo e as Sete Cabras;
  • O Príncipe Sapo;
  • Os Músicos de Bremen;
  • Os Três Fios de Ouro de Cabelo do Diabo.
  • Rapunzel;
  • Chapeuzinho Vermelho;
  • A Bela Adormecida;
  • Hansel e Gretel (João e Maria)
  • Rumpelstiltskin;

Este livro foi a primeira obra seleccionada para o curso "Fantasy and Science Fiction: The Human Mind, Our Modern World" no qual me inscrevi e que começou no dia 23 de Julho. A primeira obra estudada foram os contos dos Irmão Grimm e sobre a qual infelizmente não consegui entregar o ensaio. A obra essa consegui ler e neste caso, como não tinha nenhuma edição cá em casa, li em ebook, em inglês. Deixo aqui o link para quem quiser ler: aqui

Quando iniciei a leitura, ia um pouco desmotivada, achei a escolha pouco interessante, fiquei contudo bastante impressionada com a quantidade de contos infantis que fazem parte do nosso imaginário e da nossa infância e até dos filmes da Disney, que foram escritos por esta dupla de irmãos e que eu achei bastante impressionante. 
Fiquei também a matutar no que o professor do curso disse num dos seus vídeos. Ao contrário do que se imagina quando falamos em contos infantis, onde esperamos contos com uma forte vertente educativa e de moralidade, estes contos, tem muitas das vezes uma moralidade um pouco estranha. Nem sempre se atinge o "sucesso" por esforço ou honestidade, mas por vezes por sorte, por astucia ou pela aparência. Gostei bastante dos vídeos do professor sobre o tema em si. Esperemos que tenha tempo de fazer as restantes submissões.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Carnaval em Veneza I

Autor: Michelle Lovric
Data de Publicação: Março de 2006
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 320
ISBN: 972-8839-43-X


Ricamente imaginado e tão irressitível quanto o seu cenário mágico, Carnaval em Veneza evoca os três grandes amores da pintora Cecília Cornaro: Casanova, Byron e a própria cidade de Veneza.

Logo no início o livro é um pouco assustador, o que me fez pensar duas vezes se iria continuar ou não, mas à medida que a narrativa evoluí tudo muda, e fala-se de outras coisas que não sexo e violência.
Uma coisa é certa esperava mais deste livro do que ele realmente é.
O que será que me aguarda no segundo volume?

terça-feira, 17 de julho de 2012

Um Jantar Muito Original, e A Porta

Um Jantar Muito Original, seguido de A Porta

Autor: Fernando Pessoa sob o heterónimo de Alexander Search
Data de Publicação: 2008
Editora: Relógio d' Água
Páginas: 52
ISBN: 9789896410148



Sinopse

Um Jantar Muito Original e A Porta são dois contos escritos entre 1906 e 1907 por Fernando Pessoa, usando a língua inglesa e o heterónimo de Alexander Search, por ele próprio definido como «um habitante do inferno». São contos fantásticos, centrados na perversidade, no mistério e na loucura e em ambos pode ver-se alguma influência de Põe. Um Jantar Muito Original teve uma discreta divulgação em 1978. De A Porta, que permaneceu muito tempo inédito, publica-se a parte decifrável. O trabalho de recolha e tradução dos textos foi feito por Maria Leonor Machado de Sousa, conhecida investigadora da obra de Pessoa e da literatura fantástica portuguesa.


Qualquer um dos contos tem um interesse próprio. Mas ambos, e sobretudo A Porta, revelam aspectos importantes de Fernando Pessoa que reconheceu entre as suas «complicações mentais» «o medo da loucura, o qual, em si, já é loucura».




O livro é constituído por dois contos, Um Jantar Muito Original seguido de A Porta. Não sendo uma grande admiradora de Fernando Pessoa, nunca tive grande curiosidade na sua poesia quando esta me foi impingida no secundário, peguei no entanto no livro com algum interesse e esperança. Sendo os contos “a minha praia”, como gostam agora de dizer, quer na escrita, quer na literatura, são também muito mais difíceis de escrever. Um bom conto é difícil de conseguir, assim como tendemos a ser mais exigentes com os contistas.
Neste caso o primeiro conto “Um Jantar Muito Original” trata-se tal como o nome indica, de um jantar entre um grupo de apreciadores da boa mesa, organizado com a finalidade de ser original e desafiante para os seus participantes. Pois estes devem adivinhar o que de misterioso e original, único e nunca visto antes, tem aquele jantar organizado para eles.
A ideia é interessante e o conto está bem escrito, fluido e sem ser aborrecido ou demasiado longo, o que num conto é “nota negativa” logo. Não achei foi o desafio impossível de adivinhar, ou melhor, logo de início percebi o que é que se passaria no jantar, contudo admito que cem anos atrás o conto seria certamente inovador.
Quanto ao segundo conto, estava a correr tão bem, achei a história que o narrador estava a contar interessante e muito de acordo com aquilo que eu gosto de ler, um mistério aparentemente inexistente, mas que não passa despercebido. Um rapaz que sempre que passa por uma porta especifica não consegue resistir de lhe dar um pontapé, pode parecer inicialmente uma birra, mas quando esta psicose se mantém em adulto, não ficamos indiferentes e queremos saber o que alimenta tal fixação. Pois, gostariam? Pois, mas ficam sem saber. Ah pois, e sim são muitos pois seguidos, mas isto é para evitar outro tipo de linguagem, é que o conto não está terminado, nem correctamente transcrito, porque onde o manuscrito está ilegível temos espaços em branco.
Como podem imaginar fiquei deveras desiludida com o facto de venderem um livro com dois contos, e um deles estar inacabado. Pois... não gostei da publicação inacabada.