Mostrar mensagens com a etiqueta José Saramago. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Saramago. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Ano da Morte de Ricardo Reis


Autor: José Saramago
Data de Publicação: Maio de 2002
Editora: Público Colecção Mil folhas
Páginas: 351
ISBN: 84-8130-496-4


"«Um tempo múltiplo. Labiríntico. As histórias das sociedades humanas. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de Dezembro de 1935. Fica até Setembro de 1936. Uma personagem vinda de uma outra ficção, a da heteronímia de Fernando Pessoa. E um movimento inverso, logo a começar: ""Aqui onde o mar se acaba e a terra principia""; o virar ao contrário o verso de Camões: ""Onde a terra acaba e o mar começa"". Em Camões, o movimento é da terra para o mar; no livro de Saramago temos Ricardo Reis a regressar a Portugal por mar. É substituído o movimento épico da partida. Mais uma vez, a história na escrita de Saramago. E as relações entre a vida e a morte. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de Dezembro e Fernando Pessoa morreu a 30 de Novembro. Ricardo Reis visita-o ao cemitério. Um tempo complexo. O fascismo consolida-se em Portugal.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)"




Bem já não é não o primeiro livro de Saramago que leio, mas este definitivamente fiquei à nora quanto mais lia mais perdida ficava e no fim então fiquei mesmo sem perceber nada, já para não falar nas tão conhecidas frases compridas cheias de vírgulas que parecem não ter fim e que chegamos ao ponto de perder o fôlego e também o fio à meada, confesso que cheguei ao ponto de não saber já qual era a personagem que estava a falar.
Adorei o Memorial do Convento, e também gostei da Jangada de Pedra, mas neste não percebi patavina.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Caverna

Autor: José Saramago

Edição/reimpressão: 2000

Páginas: 352

Editor: Editorial Caminho

ISBN: 9789722113663

Coleção: Obras de José Saramago



Neste livro tudo gira à volta de uma olaria tradicional, que se esforça por sobreviver, quando o seu mercado se reduz a um grande centro comercial, que progressivamente se descarta dos seus produtos. O oleiro Cipriano Algor e a sua filha Marta tentam remar contra a maré e sobreviver às investidas do Centro, que os alicia com todas as suas maravilhas, enquanto tenta retirar-lhes tudo aquilo com que sempre conviveram. Será que conseguem resistir à força do progresso?

Os livros de José Saramago são, por vezes, considerados de difícil leitura. Pois, esta obra deixa-se ler com relativa facilidade, talvez porque trata de aspectos muito presentes no mundo de hoje: a lenta morte do comércio tradicional que não se consegue adaptar à proliferação de grandes superfícies; a incapacidade do indivíduo reagir à pressão de grupos fortes, que fazem com que o caminho para o desemprego seja também o caminho para a perda gradual de liberdade e de sentido para a vida.

Mas a narrativa não se esgota nestes temas. Lida também com a capacidade que qualquer pessoa tem de se manter útil, à medida que vai envelhecendo; com a energia que faz com que, nos piores momentos, os indivíduos superem as suas dificuldades; com o desejo que temos de nos sentirmos acompanhados e “vivos”, nas diversas etapas das nossas vidas.

Compete a cada leitor, à medida que vai lendo esta obra, descobrir a tal caverna que lhe dá título…

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ensaio sobre a cegueira



Ensaio sobre a cegueira
José Saramago

Decidi ler este livro do Saramago mais por causa da publicidade que o filme tem tido, que pelo interesse que o autor me provoca e como o trailer me pareceu interessante, peguei então no livro. Devo dizer que o escritor nunca me impressionou muito, bem pelo contrário. Sempre me pareceu não saber pontuar. À uns tempo tentei ler o Homem Duplicado e não passei do segundo capítulo, o que não abona muito a favor dele, visto eu ser bastante "resistente" como leitora.

O livro em causa está escrito com bastante arrogância, explicando o que não precisa de ser explicado, como se o leitor fosse muito básico. O tipo de escrita não impressiona, muda o tipo de discurso constantemente sem que o saiba fazer. A pontuação continua a não ser abundante e a pouca que existe não é bem utilizada, os diálogos são em texto corrido... qual a necessidade do mesmo não sei. "É um estilo", até o pode ser, mas é um mau estilo.

O tema do livro consiste numa nova epidemia que emerge do nada, tornando aos poucos todas as pessoas cegas. No meio persiste a visão de uma mulher, "a mulher do médico". Esta continua a ver e acompanha o marido para todo o lado, ajudando este no que precisa. O mundo torna-se rapidamente numa coisa horrível em que todos tem medo de cegar. Todos os que que tem contacto com um cego, ficam repentinamente cegos. Os cegos são postos de quarentena e são deixados à sua sorte. A lei do mais forte entra rapidamente em vigor e as atrocidades sucedem-se.

A fome, a falta de condições, as violações e os massacres são os temas em que Saramago insiste constantemente durante todo o desenrolar da trama. Insiste com tal abundância na ideia dos corpos em decomposição no meio das ruas, nos excrementos e na sujidade que por todo o lado se espalha, que foi necessário passar parágrafos à frente, de cansada que já estava de ler sempre o mesmo...

O final do livro não foi bem conseguido, pois o escritor não consegue sustentar a historia, não consegue explicar, ou dar um sentido ao livro. Como aparece, também desaparece a epidemia, e todos voltam a ver. Como não foi conseguido passar a quem lê, o sentido do livro, Saramago acaba o livro a explicar: " Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem."

Transcrevi na integra para sofrerem um pouco.