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sábado, 23 de agosto de 2014

Os Retornados



Autor: Júlio Magalhães
Data de publicação: Setembro de 2008
Editora: Esfera dos Livros
Páginas: 307
ISBN: 978-989-626-094-1


Outubro, 1975. Quando o avião levantou voo deixando para trás a baía de Luanda, Carlos Jorge tentou a todo o custo controlar a emoção. Em Angola deixava um pedaço de terra e de vida. Acompanhado pela mulher e filhos, partia rumo ao desconhecido. A uma pátria que não era a sua. Joana não ficou indiferente ao drama dos passageiros que sobrelotavam o voo 233. O mais difícil da sua carreira como hospedeira. No meio de tanta tristeza, Joana não conseguia esquecer o olhar firme e decidido de Carlos Jorge. Não percebia porquê, mas aquele homem perturbava-a profundamente. Despertava-a para a dura realidade da descolonização portuguesa e para um novo sentimento que só viria a ser desvendado vinte anos mais tarde. Foram milhares os portugueses que entre 1974 e 1975 fizeram a maior ponte área de que há memória em Portugal. Em Angola, a luta pelo poder dos movimentos independentistas espalhou o terror e a morte por um país outrora considerado a jóia do império português. Naquela espiral de violência, não havia outra solução senão abandonar tudo: emprego, casa, terras, fábricas e amigos de uma vida.


Trouxe este livro da biblioteca, pois já há um ror de tempo que ando com vontade de o ler.
E mesmo o livro não sendo nada de especial dei por mim agarrada logo nas primeiras páginas,não sei se é a escrita simples e sem grandes floreados, se é por as personagens terem alguma garra, o que é verdade é que dei por mim cheia de vontade de chegar ao fim para saber o que se passa.
Um livro simples que não trata só desta etapa digamos assim da história do país, mas também de uma história de amor que foi como que iniciada logo nas primeiras páginas, mas que só se concretizou lá para o final do livro.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Por Ti Resistirei

Autor: Júlio Magalhães
Data de Publicação: Julho de 2011
Editora: Esfera dos Livros
Páginas: 263
ISBN: 978-989-626-325-6


Carlos e Nicole conheceram-se nas ruas de Paris. As tropas alemãs avançavam em passo forte e determinado, mas todos acreditavam que a capital francesa estava a salvo da loucura de Adolf Hitler. Enganavam-se. Em poucas semanas, as tropas nazis estavam às portas de Paris e milhares de refugiados procuravam salvação. Nicole encontrou-a em Bordéus pelas mãos do embaixador Aristides de Sousa Mendes que lhe entregou um visto para chegar até Portugal, onde finalmente cairia nos braços do seu amado. Longe da guerra, longe do perigo, longe do estigma de ser judia, seria finalmente feliz. Mas há preconceitos que são difíceis de quebrar e mais uma vez os dois amantes são obrigados a seguir caminhos diferentes.

Carlos fica em Lisboa, entre os negócios do pai, um homem influente na sociedade salazarista e a doença da mãe. Nicole parte para Londres, uma cidade que vive dias dramáticos sob a ameaça de ser bombardeada pela aviação alemã. Participa no esforço de guerra da melhor forma que sabe, vestindo a farda de enfermeira, pondo em risco a sua vida para ajudar os outros. Na esperança de conseguir esquecer Carlos. Contudo no meio dos escombros da Segunda Guerra Mundial há um amor capaz de resistir a tudo.



Bem não sei se não foi a melhor altura para ler este livro, se o que foi, mas este não me prendeu tanto como os outros, este pareceu mais superficial, mais distante, nem às personagens me consegui ligar, e eu que gostei tanto dos outros que li deste autor.
A melhor parte do livro penso que foi lá mais para o final quando tudo se estava a complicar para se resolver, e depois no final, há um, não sei como explicar faltam-me as palavras, agora nem me consigo lembrar da quantidade de tempo que já tinha passado, mas não tivemos mais notícias dos pais de Carlos, nomeadamente da sua mãe, por quem se sentia tão ligado, acho que a história ficou um pouco à quem do costume.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Longe do Meu Coração


Autor: Júlio Magalhães
Data de Publicação: Outubro de 2010
Editora: Esfera dos Livros
Páginas: 225
ISBN: 978-989-626-250-1


Joaquim não queria acreditar no que os seus olhos viam. Tinha saído a salto de Portugal, viajado apertado em camionetas de gado, andado quilómetros e quilómetros a pé, à chuva e à neve, quase tinha perdido a vida nos Pirenéus e agora estava ali. Na capital portuguesa em França. O sítio onde, todos lhe garantiam, podia enriquecer e concretizar os seus sonhos. Mas o que via era um bairro de lata. Sentia os pés enterrarem-se na lama. Olhava para as barracas miseráveis e para os fardos de palha que faziam as vezes de uma cama. Mas, Joaquim não estava disposto a baixar os braços. Em Longe do meu Coração retrata com mestria e realismo, o quotidiano dos portugueses que partiram em busca de uma vida melhor, sonhando um dia regressar ricos à terra que os viu partir pobres. Para Joaquim, Portugal estava longe. Era ali, em França, na terra que lhe dava de comer, que queria vingar, que prometia, à força do seu trabalho, derrubar fronteiras e preconceitos. O plano estava traçado. Iria abrir uma empresa de construção, com o seu amigo Albano, enriquecer e, depois de ter casa montada com carro com emblema no capô, estacionado à porta, iria pedir a mão da sua Françoise, a professora de Francês que lhe abriu o mundo das letras e do amor. Mas, cedo Joaquim vai descobrir que há barreiras difíceis de ultrapassar.



Foi difícil conseguir entrar na história, já tinha antes lido "Um Amor em Tempos de Guerra" e não me tinha sido tão difícil lê-lo, talvez o estado de espírito não fosse o ideal para ler este livro.
É uma história muito bem contada e de deixar com o coração nas mãos, partes em que é muito intenso outras mais leve.
Em resumo um livro com altos e baixos mas que satisfaz.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Um Amor em Tempos de Guerra




Autor: Júlio Magalhães
Data de Publicação: Setembro de 2009
Editora: Esfera dos Livros
Páginas: 332
ISBN: 978-989-626-182-5

António nasceu marcado pelo nome. O mesmo que o vizinho da rua das traseiras, o homem que se fez doutor em Coimbra e que ia à terra sempre que podia, o tal que governava o país com pulso de ferro. Mas de pouco ou nada lhe valeu tão grande nome quando o destino o enviou para Angola, para defender a pátria em nome de uma guerra distante que não era a sua. Deixou para trás a sua terra, a mãe inconsolável e Amélia, a mulher que pedira em casamento, num banco de pedra, junto à igreja e que prometera fazer dele o homem mais feliz de Vimieiro. Promessa gravada num enxoval imaculado que ficou guardado no armário, à espera do fim daquela maldita guerra. Quando António regressou de Angola, era um homem diferente. Marcado no corpo por anos de guerra e de cativeiro e no coração por um amor impossível que deixara em pleno mato angolano. Regressava para cumprir a promessa que fizera anos antes à sua noiva Amélia, que o julgara morto, e que, em sua memória, tinha enterrado um caixão sem corpo.


Uma história bastante emocionante, e muito bonita.
Deixou-me de lágrimas nos olhos por várias vezes.
Nunca tinha lido nada deste autor e confesso que foi com grande expectativa que comecei a ler e não me arrependi, fiquei com vontade de ler mais trabalhos do mesmo autor.