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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O Processo

O Processo



Autor: Franz Kafka
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Sinopse

Um belo dia a existência pacata de Joseph K., um bem-sucedido gerente bancário, vê-se abalada quando três homens entram no quarto da pensão onde reside para o prenderem. Não sabe quem o mandou prender nem muito menos do que o acusam — sabe apenas que está envolvido num processo obscuro e absurdo que o leva a percorrer as secretarias labirínticas nas quais decorre a instrução, conduzida por juízes menores cuja única incumbência é inquiri-lo.

Todos aqueles com quem Joseph K. se cruza parecem saber mais do seu processo do que ele, e quanto mais K. se esforça por se livrar do estranho processo, mais se vê envolvido nele.

Escrito em 1914, O Processo acabaria por ser editado apenas depois da morte de Franz Kafka, em 1925.


Não é uma obra simples nem deverá ser lida a correr, sem a devida atenção. A escrita não é complexa e qualquer leitor consegue facilmente ler a obra, mas para a "ler" mesmo, terá de lhe dedicar tempo e saborear, sem pressas nem correrias, cada capítulo. Pela escrita fiquei rapidamente fascinada, achei-a mesmo uma das mais belas e melodiosas que tive o prazer de ler. Cada frase, comentário e/ou descrição tem um propósito, e todo o texto é fluente, não obrigando ao leitor a parar e a fazer releituras. Neste ponto é preciso felicitar a tradução que eu li, porque também influenciou a leitura pela positiva.

Estas características tornam por isso, todo o texto intenso. Não se consegue simplesmente ler e andar para a frente, porque cada frase é importante. Sobre a história haverá muito a dizer, e haverá diferentes interpretações. 

Uma burocracia excessiva e quase irracional, levada por Kafka ao extremo, será o tema principal da obra. Joseph K. personagem principal do livro é acordado, inesperadamente, por dois agentes da autoridade que o levam a um estranho interrogatório, no quarto ao lado e onde lhe é comunicado que lhe foi instaurado um processo. 
Assim começa o Processo, que levara K. às descobertas mais mirabolantes que se possa imaginar, e isto sem nunca se saber de que é que K. é acusado. Até porque não é disso que se trata a obra, Kafka não quer que o leitor se distraia com os pormenores, de que é que K. é acusado, ou se tem culpa, ou não, ou até a idade de K. 

Cada capítulo descreve-nos K. num novo ambiente, a conhecer personagens novas, e sempre relacionadas com o seu "sempre presente" Processo. Ao tempo que o tempo passa K. não consegue evitar que o Processo tome conta da sua vida, o que inicialmente ele entende como um mal entendido, que rapidamente seria resolvido, com o passar do tempo, torna-se omnipresente em tudo o que faz. Cada capítulo parece-nos quase um sonho de K., ou mais parecido com um pesadelo. Buscando sempre por uma solução, uma resposta ou uma ajuda. Mas sempre se afastando da senilidade, até que vemos K. a conformar-se. Sente-se impotente e incapaz de encontrar uma qualquer lógica em todo o Processo e assim deixa-o andar.

Fiquei bem impressionada com toda a obra e tenho pena que a obra não tenha sido terminada por Kafka, contudo é uma obra que deve ser lida.


Curiosidades: Em 1998 o manuscrito de "O Processo" foi a leilão e viria a ser adquirido, pelo equivalente a cerca de milhão e meio de euros, pelo Ministério da Cultura alemão, ficando depositado na Biblioteca de Marbach am Neckar no estado de Baden-Württemberg. Tal como cá nunca acontecerá.

sábado, 8 de agosto de 2009

Metamorfose



Metamorfose
Franz Kafka


Como reagiriam vocês se alguém que vocês gostam muito, o vosso marido, o vosso filho, a vossa mãe, de um dia para o outro virasse escaravelho?

Esta é a premissa do livro, Gregor Samsa acorda um dia transformado em escaravelho, o pânico instalou-se naturalmente, ele e a sua família não estão obviamente preparados para uma situação destas. O que é interessante perceber é a falta de capacidade da família dele em se adaptar. E a questão põe-se: como reagiríamos nos?

Gostei muito do livro. Já o tinha folheado a uns tempos atrás e não lhe achei piada, pelo menos o suficiente para o ler. Desta vez no entanto gostei da capa, das ilustrações do livro e decidi pegar-lhe neste verão. Foi de leitura fácil, li numa tarde. Sem duvida um clássico e um bom livro.