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domingo, 4 de janeiro de 2009

Crónicas do tempo (II)

Crónicas do tempo (II)

Vera Lagoa

Alguns excertos que achei do Cronicas do Tempo, que achei por bem adicionar por aqui no blog, para ficarem com uma pequena ideia do quanto se divertia a Vera Lagoa, no seu tempo.


Fizeste bem Rogério Paulo (versão pró)– pág. 73

Confesso, Rogério, que ao ter conhecimento de que tinhas a ser entrevistado para este jornal, fiquei surpreendia. (...)

Sim, porque um homem justo, honesto, recto, sincero como tu, ao ser, entrevistado, teria de dizer a verdade.

(...) Agora o fascismo está dum lado, tu doutro, e eu, ainda, doutro. Estou do lado que não recebe protecções, ordenados acumulados, gasolina a 8$00 e as palmas por ter sido uma lutadora antifascista. Assim, achei de minha obrigação, visto que por ti, dada a tua honestidade e isenção, não te sentirias à vontade para contar a tua vida, fazê-lo eu.

Não seria eu a entrevistar-te. Mas ia ensinar o entrevistador a perguntar-te (...) à custa de quantas mulheres subiste tu na vida.”


Achei esta entrevista uma das mais "deliciosas" do Crónicas do Tempo.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Crónicas do Tempo


Crónicas do Tempo
Vera Lagoa (a falta que ela faz ao jornalismo e à Democracia portuguesa...)

Lindo! Recomendo vivamente! É assim que terei de começar esta minha revisão sobre o ultimo livro que li. Mais direi, belo, belissímio, fantástico! Ah! Que falta que uma verdadeira senhora, com os "ditos" bem no sitio, nos faz neste momento de crise (Crise esta em que nos encontramos a cerca de 2 anos).
Não, não farei comentários políticos! Vou esforçar-me muito para tal, mas vou hoje apenas falar sobre o Crónicas do Tempo.

Escrito em 1975/76, período histórico já por si agitado, foi baseado nas crónicas sociais de Vera Lagoa, no Diário Popular, com a coluna «Bisbilhotices» e também do semanário Tempo. Dirigiu corajosa e estoicamente o semanário «O Diabo», cujo primeiro-número apareceu nas bancas em 10 de Fevereiro de 1976. Sob a «Lei de Imprensa» em impositivo vigor, «O Diabo» foi suspenso pelo Conselho da Revolução, considerando que Vera Lagoa atacou num dado artigo violenta e inadmissilvelmente o presidente da República.
A Senhora criticava e atacava, a torto e a direito, nos políticos activos que não se inseriam na linha do seu pensamento político, frente à situação de Portugal do momento, nos novos ricos, nos retornados... A sua coragem era de louvar, fazia frente a políticos que, num Portugal com uma boa parte da população analfabeta, se movimentavam na procura do poder.


biografia