Livros, livros e mais livros. As reviews, criticas e opiniões sobre aquilo que andamos a ler...
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Erro bX-xovb7t - Solução
Erro no blogger
Se ao tentarem criar um novo post vos surgir o seguinte erro:
bX-xovb7t
Informações adicionais
blogID: ........................
host: www.blogger.com
uri: /post-create.g
Tenham calma que a solução é simples. Demorei algum tempo para descobrir qual era o erro, visto ter mudado de template já há bastante tempo, e não me lembrava de nenhuma alteração recente.
O erro é devido ao Modelo da mensagem.
Definições -> Formatação -> Modelo da Mensagem.
Removam o que tiverem adicionado nesse campo. Gravem e testem.
sábado, 27 de junho de 2009
O amor nos tempos de cólera
O amor nos tempos de cólera
Gabriel García Márques
Fabuloso. Um livro que me encantou na recta final. O amor nos tempos de cólera é um livro de acção lenta, podendo compara-lo a um bom vinho tinto. É preciso saborear o livro e as personagens.
O livro trata do eterno amor de Florentino Ariza por Fermina Daza, estes apaixonam-se na sua juventude, no entanto não se podendo casar, ficam meio século separados.
Cinquenta anos volvidos, no dia em que o marido de Fermina morre, logo após o funeral, Florentino, volta a dirigir-se a ela:
"- Fermina - disse-lhe. - Esperei esta ocasião durante mais de meio século, para repetir-lhe uma vez mais o juramento da minha fidelidade eterna e do meu amor para sempre."
É deste modo surpreendente que ficamos a saber a história logo no início, tal como em "Crónica de Uma Morte Anunciada", Gabriel García Márques dá inicio a uma das mais belas histórias que já li. Não por se tratar de uma história de amor, pois não se trata bem disso, mas sim pelas personagens. É realmente muito difícil encontrar personagens tão reais e densas nos livros que vamos lendo. A maioria das personagens ou heróis não se aproximam de pessoas reais, ou não tem realmente uma vida real, ou simplesmente não nos é mostrado uma personagem credível e completa.
Neste romance destaca-se, a complexidade das personagens, além da caracterização fria e crua da maioria dos países da América do Sul, com a imensa pobreza, prostituição e doenças que abundam, sem contudo deixar de ser um livro intensamente comovente.
Gabriel García Márques
Fabuloso. Um livro que me encantou na recta final. O amor nos tempos de cólera é um livro de acção lenta, podendo compara-lo a um bom vinho tinto. É preciso saborear o livro e as personagens.
O livro trata do eterno amor de Florentino Ariza por Fermina Daza, estes apaixonam-se na sua juventude, no entanto não se podendo casar, ficam meio século separados.
Cinquenta anos volvidos, no dia em que o marido de Fermina morre, logo após o funeral, Florentino, volta a dirigir-se a ela:
"- Fermina - disse-lhe. - Esperei esta ocasião durante mais de meio século, para repetir-lhe uma vez mais o juramento da minha fidelidade eterna e do meu amor para sempre."
É deste modo surpreendente que ficamos a saber a história logo no início, tal como em "Crónica de Uma Morte Anunciada", Gabriel García Márques dá inicio a uma das mais belas histórias que já li. Não por se tratar de uma história de amor, pois não se trata bem disso, mas sim pelas personagens. É realmente muito difícil encontrar personagens tão reais e densas nos livros que vamos lendo. A maioria das personagens ou heróis não se aproximam de pessoas reais, ou não tem realmente uma vida real, ou simplesmente não nos é mostrado uma personagem credível e completa.
Neste romance destaca-se, a complexidade das personagens, além da caracterização fria e crua da maioria dos países da América do Sul, com a imensa pobreza, prostituição e doenças que abundam, sem contudo deixar de ser um livro intensamente comovente.
terça-feira, 23 de junho de 2009
O Império dos Pardais
O Império dos Pardais
João Paulo Oliveira e Costa
O império dos pardais é um excelente romance histórico escrito por alguém da área, ou seja, o seu autor é um historiador. Normalmente este tipo de incursões de académicos na ficção não dá grandes resultados. Felizmente não foi este o caso. Nele somos atirados, literalmente atirados, para o meio da Lisboa manuelina, plena de pormenores de toda o tipo, chegando-nos o mais das vezes um conjunto de cheiros através da leitura. O risco de uma empreitada destas é o facto de o seu "feitor" ser um historiador pois por certo lhe foi extraordinariamente difícil dosear os dados históricos em detrimento da acção narrativa.
Neste romance o autor apresenta-nos uma história "paralela", onde a espionagem é a peça chave quer do enredo, quer do entorno histórico que o subjaz. As personagens estão muito bem definidas e coerentes, dando-lhes ele um cunho de grande verosimilhança. As personagens centrais Constança, mais tarde Violante, e seu mentor Vasco de Melo transformam a narração numa constante turbulência que não nos deixa pousar o livro. Um romance que se lê de um folgo.
João Paulo Oliveira e Costa
O império dos pardais é um excelente romance histórico escrito por alguém da área, ou seja, o seu autor é um historiador. Normalmente este tipo de incursões de académicos na ficção não dá grandes resultados. Felizmente não foi este o caso. Nele somos atirados, literalmente atirados, para o meio da Lisboa manuelina, plena de pormenores de toda o tipo, chegando-nos o mais das vezes um conjunto de cheiros através da leitura. O risco de uma empreitada destas é o facto de o seu "feitor" ser um historiador pois por certo lhe foi extraordinariamente difícil dosear os dados históricos em detrimento da acção narrativa.
Neste romance o autor apresenta-nos uma história "paralela", onde a espionagem é a peça chave quer do enredo, quer do entorno histórico que o subjaz. As personagens estão muito bem definidas e coerentes, dando-lhes ele um cunho de grande verosimilhança. As personagens centrais Constança, mais tarde Violante, e seu mentor Vasco de Melo transformam a narração numa constante turbulência que não nos deixa pousar o livro. Um romance que se lê de um folgo.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Aristocrats in Bourgeois Italy: The Piedmontese Nobility
Aristocrats in Bourgeois Italy: The Piedmontese Nobility, 1861-1930
Cardoza, Anthony L.
Pareceu-me conveniente não falar apenas de obras de ficção. A leitura e os seus hábitos passam também pela leitura de outras obras como é o caso deste estudo sobre as relações da aristocracia na Itália burguesa por altura do Risorgimento Italiano. É um estudo de grande qualidade que nos deixa "ver" qual a correlação de forças neste período, assim como a mobilidade ou a sua inexistência no período estudado. Curioso é sobretudo verificar que sobre alguns aspectos a aristocracia do norte de Itália tem um conjunto de comportamentos e tiques similares ao da aristocracia portuguesa do período liberal. Uma obra fundamental para entender a Itália deste período.
Seria imperdoável não referir as duas excelentes obras de Nuno Gonçalo Monteiro, que vão do antigo regime ao liberalismo, sendo elas: "O Crepúsculo dos Grandes. A Casa e o Património da Aristocracia em Portugal (1750-1834)", "Elites e Poder. Entre o Antigo Regime e o Liberalismo" que nos dão uma panorâmica geral do comportamento da aristocracia portuguesa durante estes dois períodos e abordando aspectos específicos da mesma. Apresenta-nos nas duas obras um conjunto de elementos e dados, muitos deles pela primeira vez, que se mostram fundamentais para o entendimento de um conjunto de atitudes que são estruturantes na forma de estar e reagir e as consequências que daí advém. Para quem quiser entender melhor este período, tal como a obra de Cardoza, são fundamentais.
Cardoza, Anthony L.
Pareceu-me conveniente não falar apenas de obras de ficção. A leitura e os seus hábitos passam também pela leitura de outras obras como é o caso deste estudo sobre as relações da aristocracia na Itália burguesa por altura do Risorgimento Italiano. É um estudo de grande qualidade que nos deixa "ver" qual a correlação de forças neste período, assim como a mobilidade ou a sua inexistência no período estudado. Curioso é sobretudo verificar que sobre alguns aspectos a aristocracia do norte de Itália tem um conjunto de comportamentos e tiques similares ao da aristocracia portuguesa do período liberal. Uma obra fundamental para entender a Itália deste período.
Seria imperdoável não referir as duas excelentes obras de Nuno Gonçalo Monteiro, que vão do antigo regime ao liberalismo, sendo elas: "O Crepúsculo dos Grandes. A Casa e o Património da Aristocracia em Portugal (1750-1834)", "Elites e Poder. Entre o Antigo Regime e o Liberalismo" que nos dão uma panorâmica geral do comportamento da aristocracia portuguesa durante estes dois períodos e abordando aspectos específicos da mesma. Apresenta-nos nas duas obras um conjunto de elementos e dados, muitos deles pela primeira vez, que se mostram fundamentais para o entendimento de um conjunto de atitudes que são estruturantes na forma de estar e reagir e as consequências que daí advém. Para quem quiser entender melhor este período, tal como a obra de Cardoza, são fundamentais.
domingo, 21 de junho de 2009
Rebeca

Rebeca
Daphne du Maurier

Tinha lido boas críticas sobre o livro, e como gostei das características da obra coloquei o livro no topo da pilha de "livros para ler". Não corresponde bem ao que eu supus que a obra se tratava, no entanto gostei muito do livro.
A história é contado pela personagem principal, que muito jovem, casa com um verdadeiro príncipe encantado, viúvo, rico e mais velho. Após voltar de lua de mel terá de enfrentar o fantasma da primeira mulher - Rebeca - que morre afogada. Tudo a relembra constantemente o lugar que está a ocupar, o de segunda. Sente a constante presença de Rebeca em tudo, a caneta que usa, a cadeira em que se senta, e até o cachorro que a acompanha, tudo remetia para Rebeca. E depois tudo muda...
Gostei muito da escrita da autora, mesmo muito. Muito fluída, mas muito elegante e cuidada. As descrições da casa são fenomenais, uma mansão situada ao pé do mar, com uma pequena praia privativa. Jardins fabulosos. Além das descrições, há momentos muito bons, a apresentação da máscara no baile de mascarados e a discussão com a governanta no quarto são excelentes a nível de acção. Se o filme tiver sido bem realizado será certamente um filme a ver.
A história é contado pela personagem principal, que muito jovem, casa com um verdadeiro príncipe encantado, viúvo, rico e mais velho. Após voltar de lua de mel terá de enfrentar o fantasma da primeira mulher - Rebeca - que morre afogada. Tudo a relembra constantemente o lugar que está a ocupar, o de segunda. Sente a constante presença de Rebeca em tudo, a caneta que usa, a cadeira em que se senta, e até o cachorro que a acompanha, tudo remetia para Rebeca. E depois tudo muda...
Gostei muito da escrita da autora, mesmo muito. Muito fluída, mas muito elegante e cuidada. As descrições da casa são fenomenais, uma mansão situada ao pé do mar, com uma pequena praia privativa. Jardins fabulosos. Além das descrições, há momentos muito bons, a apresentação da máscara no baile de mascarados e a discussão com a governanta no quarto são excelentes a nível de acção. Se o filme tiver sido bem realizado será certamente um filme a ver.
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