sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O Caso dos Dez Negrinhos


O Caso dos Negrinhos ou Convite para a Morte
Agatha Christie

"And Then There Were None, publicado originalmente como Ten Little Niggers em língua inglesa, O Caso dos Dez Negrinhos no Brasil e Convite para a Morte/As Dez Figuras Negras em Portugal é um romance policial de Agatha Christie lançado em 1939."

Para além disso, tenho a dizer que gostei mesmo muito do livro. Considero-o um dos melhores dela e está à altura dos restantes romances policiais que li e que considero bons. É uma obra mais pequena, mas muito fácil de acompanhar. Linguagem fácil e mistério do início ao fim. Tive o palpite do que se passaria desde o início, mas não sabia explicar a tramóia toda, o que é excelente. As personagens não são muito exploradas pela autora e poderiam ser um pouco mais desenvolvidas.

Acho a ideia do livro original, e com um fim delicioso. Fiquei mesmo satisfeita com o bom livro que tinha acabado de ler. Coincidência ou não, talvez por ter lido poucos livros dela ainda, Agatha Christie tem tido nestes livros sempre o mesmo género: utilizar muitas personagens, havendo contra todas vários indícios, e que no fim se prova que estão realmente todas envolvidas. Todas as personagens tem sempre algo a esconder.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

O Assassinato de Roger Ackroyd


O Assassinato de Roger Ackroyd
Agatha Christie

Enquanto "navegava" pela net, encontrei alguma informação sobre Agatha Christie e fiquei admirada em saber que tinha escrito mais de 80 policiais, e que era a "a autora mais publicada de todos os tempos em qualquer idioma, somente ultrapassada pela Bíblia, e mais que Shakespeare". Mas o que me surpreendeu ainda mais, foi o facto de a obra prima dela ser O assassinato de Roger Ackroyd. Surpresa, surpresa! Nunca tinha ouvido falar do livro.

Andei a procura do livro pelas colecções vampiro e vampiro gigante que tinha lá em casa, e realmente a obra não se encontrava por lá! Mhmm, decidi então ler o livro em formato ebook. Não recomendo a leitura em tal formato, não tem metade da piada, mas vamos ao que interessa... o livro.

Fiquei um pouco desiludida, resumindo. Foi demasiado previsível. Após 100 paginas de leitura (em 200) já era mais que óbvio que a solução era só uma. Começando pelo início, Poirot decide reformar-se, mas na pacata aldeia em que ele decide repousar, ocorre um assassinato e ele é chamado para investigar. Mais uma vez, ao género de "Um Crime no expresso do Oriente", existem pessoas à mais, horas que não coincidem e provas que não fazem sentido. O assassino esta sempre presente mas ninguém o vê...

A obra não me parece realmente brilhante, tornando-se demasiado previsível para quem tenha lido alguns policiais. Mais uma vez só tenho a dizer, nada como o meu querido Sherlock Holmes, menos humano, mais arrogando, talvez um pouco drogado, mas sempre sem nos deixar de espantar. Mais vale escrever pouco mas bem é certo...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Crepúsculo


Crepúsculo
Stephenie Meyer

Bom, li uma critica deste livro aqui, e fiquei curiosa. Como já não lia nenhum romance deste género a algum tempo, embarquei no livro facilmente. Tinha como elemento principal um amor entre adolescentes e ainda por cima Vampiros. Gostei principalmente desta ultima parte... Vampiros! Adoro vampiros...

Sobre o livro, acho-o bastante agradável, de leitura fácil e ligeira, li-o num fim-de-semana sem grande esforço. É verdade, como tinha lido, que ao tempo que se vai lendo vamos acompanhando de um modo muito fácil as personagens. Não é maçudo o que é sempre bom, e tem umas novas perspectivas sobre vampiros.

Acho no entanto que certos elementos não se deviam mexer. Mesmo sendo personagens do imaginário, existe sempre um equilíbrio nos universos imaginários, ou seja, num mundo imaginário onde existiriam vampiros, os seres humanos teriam de ter algumas defesas possíveis, se não, nunca poderiam ter sobrevivido como espécie dominante. Estes vampiros da Stephenie Meyer, são demasiado perfeitos, sem desvantagens, sem defeitos, sem maneira de os destruir... Não tem medo de cruzes, agua benta, e luz. Entram nas casas dos humanos sem serem convidados! As estacas não lhes fazem mal, etc. Tudo está a favor deles... Peca por aí.

O livro está cheio de cenas já vistas e revistas... mas teremos de ter em atenção que o publico alvo , certamente era o americano, logo, um liceu muito "americano", um baile de finalistas, os adolescentes a conduzir, etc. etc. teria de obrigatoriamente estar presente.

Em geral o livro agradou-me.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Morte no Nilo


Morte no Nilo
Agatha Christie

Após um... li outro. Pois, por mais que me custe admitir afinal a senhora até escreve... e afinal o Poirot até é engraçado. Desta vez peguei noutra das mais conhecidas obras da Agatha Christie, e não resisti a acabar o livro no mesmo dia.

Desta vez Poirot vai de férias, umas férias no Nilo. Claro está que o nosso caro Poirot durante a sua viagem tem de resolver mais uma vez um assassinato feio e brutal. Desta vez um triângulo amoroso encontra-se no centro da intriga, com ciumes e traições pelo meio. Um casal em lua de mel é perseguido insistentemente pela antiga namorada, até que a noiva é encontrada assassinada na sua cama... O problema é que a ex-namorado tem um álibi acima de suspeita e não pode ter morte a rica milionária que se encontrava em lua de mel e que tinha acabado de roubar-lhe o namorado.

A intriga desta vez perde por ser um pouco mais óbvia, ou talvez óbvia de mais. Perde também por ser uma historia muito básica entre namorados e ex-namorados. Até Poirot parece aborrecido e enfastiado com a história...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Crime no Expresso do Oriente


Crime no Expresso do Oriente
Agatha Christie

Li em nova os livros todos do Sherlock Holmes, e nunca fui muito fá do belga, baixo, com bigode e muito arrogante. Da Agatha Christie sempre preferi a simpática Mrs. Marple. Mas como recentemente comprei o Crime no Expresso do Oriente por 2 euros, decidi ler uma das mais conhecidas obras do Mr. Hercule Poirot.

Surpreendentemente gostei do nosso caro Hercule Poirot. Já começa a ser difícil encontrar bons policiais que nos consigam surpreender e agradar. A história do assassinato de um americano mal encarado a meio da noite, está muito bem elaborada e enrolada. Para quem lê Policiais desde os 13anos e já conhece as artimanhas facilmente começa a entender para onde nos leva a escritora... Os indícios são muitos, e como já é usual, os pequenos pormenores são os que não nos podem escapar... Como tal, o simples facto do comboio estar lotado naquela altura do ano, é para mim o indicio maior.

Mr. Hercule Poirot não se engana, não tem nenhum deslize e é metódico! Com ele está um médico e o seu amigo de longa data que o acompanham durante a investigação fazendo o papel de simples distraídos. Nem todas as personagens tem o mesmo equilíbrio, nem todas as obras podem ser brilhantes. Surgem indícios de mais, provas em demasia e todas muito confusas. O livro está bem e recomenda-se.