segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Crepúsculo


Crepúsculo
Stephenie Meyer

Bom, li uma critica deste livro aqui, e fiquei curiosa. Como já não lia nenhum romance deste género a algum tempo, embarquei no livro facilmente. Tinha como elemento principal um amor entre adolescentes e ainda por cima Vampiros. Gostei principalmente desta ultima parte... Vampiros! Adoro vampiros...

Sobre o livro, acho-o bastante agradável, de leitura fácil e ligeira, li-o num fim-de-semana sem grande esforço. É verdade, como tinha lido, que ao tempo que se vai lendo vamos acompanhando de um modo muito fácil as personagens. Não é maçudo o que é sempre bom, e tem umas novas perspectivas sobre vampiros.

Acho no entanto que certos elementos não se deviam mexer. Mesmo sendo personagens do imaginário, existe sempre um equilíbrio nos universos imaginários, ou seja, num mundo imaginário onde existiriam vampiros, os seres humanos teriam de ter algumas defesas possíveis, se não, nunca poderiam ter sobrevivido como espécie dominante. Estes vampiros da Stephenie Meyer, são demasiado perfeitos, sem desvantagens, sem defeitos, sem maneira de os destruir... Não tem medo de cruzes, agua benta, e luz. Entram nas casas dos humanos sem serem convidados! As estacas não lhes fazem mal, etc. Tudo está a favor deles... Peca por aí.

O livro está cheio de cenas já vistas e revistas... mas teremos de ter em atenção que o publico alvo , certamente era o americano, logo, um liceu muito "americano", um baile de finalistas, os adolescentes a conduzir, etc. etc. teria de obrigatoriamente estar presente.

Em geral o livro agradou-me.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Morte no Nilo


Morte no Nilo
Agatha Christie

Após um... li outro. Pois, por mais que me custe admitir afinal a senhora até escreve... e afinal o Poirot até é engraçado. Desta vez peguei noutra das mais conhecidas obras da Agatha Christie, e não resisti a acabar o livro no mesmo dia.

Desta vez Poirot vai de férias, umas férias no Nilo. Claro está que o nosso caro Poirot durante a sua viagem tem de resolver mais uma vez um assassinato feio e brutal. Desta vez um triângulo amoroso encontra-se no centro da intriga, com ciumes e traições pelo meio. Um casal em lua de mel é perseguido insistentemente pela antiga namorada, até que a noiva é encontrada assassinada na sua cama... O problema é que a ex-namorado tem um álibi acima de suspeita e não pode ter morte a rica milionária que se encontrava em lua de mel e que tinha acabado de roubar-lhe o namorado.

A intriga desta vez perde por ser um pouco mais óbvia, ou talvez óbvia de mais. Perde também por ser uma historia muito básica entre namorados e ex-namorados. Até Poirot parece aborrecido e enfastiado com a história...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Crime no Expresso do Oriente


Crime no Expresso do Oriente
Agatha Christie

Li em nova os livros todos do Sherlock Holmes, e nunca fui muito fá do belga, baixo, com bigode e muito arrogante. Da Agatha Christie sempre preferi a simpática Mrs. Marple. Mas como recentemente comprei o Crime no Expresso do Oriente por 2 euros, decidi ler uma das mais conhecidas obras do Mr. Hercule Poirot.

Surpreendentemente gostei do nosso caro Hercule Poirot. Já começa a ser difícil encontrar bons policiais que nos consigam surpreender e agradar. A história do assassinato de um americano mal encarado a meio da noite, está muito bem elaborada e enrolada. Para quem lê Policiais desde os 13anos e já conhece as artimanhas facilmente começa a entender para onde nos leva a escritora... Os indícios são muitos, e como já é usual, os pequenos pormenores são os que não nos podem escapar... Como tal, o simples facto do comboio estar lotado naquela altura do ano, é para mim o indicio maior.

Mr. Hercule Poirot não se engana, não tem nenhum deslize e é metódico! Com ele está um médico e o seu amigo de longa data que o acompanham durante a investigação fazendo o papel de simples distraídos. Nem todas as personagens tem o mesmo equilíbrio, nem todas as obras podem ser brilhantes. Surgem indícios de mais, provas em demasia e todas muito confusas. O livro está bem e recomenda-se.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ensaio sobre a cegueira



Ensaio sobre a cegueira
José Saramago

Decidi ler este livro do Saramago mais por causa da publicidade que o filme tem tido, que pelo interesse que o autor me provoca e como o trailer me pareceu interessante, peguei então no livro. Devo dizer que o escritor nunca me impressionou muito, bem pelo contrário. Sempre me pareceu não saber pontuar. À uns tempo tentei ler o Homem Duplicado e não passei do segundo capítulo, o que não abona muito a favor dele, visto eu ser bastante "resistente" como leitora.

O livro em causa está escrito com bastante arrogância, explicando o que não precisa de ser explicado, como se o leitor fosse muito básico. O tipo de escrita não impressiona, muda o tipo de discurso constantemente sem que o saiba fazer. A pontuação continua a não ser abundante e a pouca que existe não é bem utilizada, os diálogos são em texto corrido... qual a necessidade do mesmo não sei. "É um estilo", até o pode ser, mas é um mau estilo.

O tema do livro consiste numa nova epidemia que emerge do nada, tornando aos poucos todas as pessoas cegas. No meio persiste a visão de uma mulher, "a mulher do médico". Esta continua a ver e acompanha o marido para todo o lado, ajudando este no que precisa. O mundo torna-se rapidamente numa coisa horrível em que todos tem medo de cegar. Todos os que que tem contacto com um cego, ficam repentinamente cegos. Os cegos são postos de quarentena e são deixados à sua sorte. A lei do mais forte entra rapidamente em vigor e as atrocidades sucedem-se.

A fome, a falta de condições, as violações e os massacres são os temas em que Saramago insiste constantemente durante todo o desenrolar da trama. Insiste com tal abundância na ideia dos corpos em decomposição no meio das ruas, nos excrementos e na sujidade que por todo o lado se espalha, que foi necessário passar parágrafos à frente, de cansada que já estava de ler sempre o mesmo...

O final do livro não foi bem conseguido, pois o escritor não consegue sustentar a historia, não consegue explicar, ou dar um sentido ao livro. Como aparece, também desaparece a epidemia, e todos voltam a ver. Como não foi conseguido passar a quem lê, o sentido do livro, Saramago acaba o livro a explicar: " Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem."

Transcrevi na integra para sofrerem um pouco.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Crónicas do Tempo


Crónicas do Tempo
Vera Lagoa (a falta que ela faz ao jornalismo e à Democracia portuguesa...)

Lindo! Recomendo vivamente! É assim que terei de começar esta minha revisão sobre o ultimo livro que li. Mais direi, belo, belissímio, fantástico! Ah! Que falta que uma verdadeira senhora, com os "ditos" bem no sitio, nos faz neste momento de crise (Crise esta em que nos encontramos a cerca de 2 anos).
Não, não farei comentários políticos! Vou esforçar-me muito para tal, mas vou hoje apenas falar sobre o Crónicas do Tempo.

Escrito em 1975/76, período histórico já por si agitado, foi baseado nas crónicas sociais de Vera Lagoa, no Diário Popular, com a coluna «Bisbilhotices» e também do semanário Tempo. Dirigiu corajosa e estoicamente o semanário «O Diabo», cujo primeiro-número apareceu nas bancas em 10 de Fevereiro de 1976. Sob a «Lei de Imprensa» em impositivo vigor, «O Diabo» foi suspenso pelo Conselho da Revolução, considerando que Vera Lagoa atacou num dado artigo violenta e inadmissilvelmente o presidente da República.
A Senhora criticava e atacava, a torto e a direito, nos políticos activos que não se inseriam na linha do seu pensamento político, frente à situação de Portugal do momento, nos novos ricos, nos retornados... A sua coragem era de louvar, fazia frente a políticos que, num Portugal com uma boa parte da população analfabeta, se movimentavam na procura do poder.


biografia