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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Lápides Mortais



Lápides Mortais

Autor: Sharan Newman
Data de Publicação: 2003
Editora: Bertrand Editora
Páginas: 336
ISBN: 9789722512800

Sinopse
1139 Anno Domini. Catherine Levendeur, uma jovem bonita, instruída e culta, entra como noviça no Convento do Páriclo. Catherine entrou para o Convento em busca de paz, remissão dos seus pecados e para servir a Deus. Vivia uma vida pacífica e de contemplação quando subitamente se vê envolvida no meio de uma complicada teia de intriga e difamação ao Convento. Aparece então como a única pessoa que poderá salvar não só a reputação da instituição como a da Madre Superiora. Na abadia de St. Dennis vem a descobrir horrores ocultos que culminam com a morte cruel e rápida de um dos membros mais famosos, à qual se segue uma mortandade terrível. 


Trata-se de um policial passado na idade média onde o "detective" será uma jovem noviça. Catherine saindo do convento volta para a casa dos seus pais e irá tentar desvendar os mistérios que envolvem o seu convento. Depressa ela vê-se envolvida numa teia de perigos e assassinatos, traições e ameaças constantes à sua vida. O ponto mais positivo do livro será o ambiente - Época Medieval, e as personagens que tem alguma piada. Falha contudo um pouco na escrita, surgindo como uma obra menor de tão simples. O livro tem uma continuação para os interessados, em que a mesma personagem irá tentar desvendar mais mistérios - A Porta do Demónio.


terça-feira, 19 de julho de 2011

World Without End






Autor: Ken Follett

Edição/reimpressão: 2008

Páginas: 1237

Editor: Pan MacMillan

ISBN: 9780330490702

Idioma: Inglês


Aqueles que não conseguem esperar até que a sequela de Os Pilares da Terra seja publicada em português, podem sempre recorrer à versão original inglesa, já à venda no nosso país.
Voltamos a Kingsbridge, dois séculos mais tarde, ainda em plena Idade Média. E desta vez acompanhamos um grupo de crianças, cujas vidas se irão interligar, à medida que crescem e ocupam o seu lugar na comunidade: Caris, um dos pilares da sociedade de Kingsbridge; Merthin, um talentoso artífice, que ambiciona construir o edifício mais alto de Inglaterra; Gwenda e Wulfric, que lutam contra todas as adversidades, que surgem muitas vezes a mando do seu senhor, o execrável Ralph; os clérigos Godwin e Philemon, que nem sempre colocam os preceitos de Deus acima do desejo de poder.
Desta feita, Ken Follett faz-nos seguir três dos protagonistas num périplo por Itália e França, dando-nos a conhecer a arquitectura religiosa e laica destes dois países, célebres pelas suas catedrais, edifícios seculares e pontes. As descrições são muito interessantes e pormenorizadas, algo a que o autor já nos habituou. Como pano de fundo desta viagem temos a peste e as eternas contendas entre Franceses e Ingleses.
O autor atribui, nesta obra, uma notável importância às mulheres, cujas acções são com frequência o motor da evolução da sociedade. São elas quem quebra antigos tabus, antigas tradições, optando pela mudança, pela modernização, que acabarão por se traduzir numa maior capacidade da comunidade para enfrentar os problemas com que se debate.
O livro apresenta-nos ainda, e em abundância, descrições de tácticas militares, de batalhas e de confrontos, que contribuem para uma maior fluidez da leitura. As maquinações pelo poder, entre o clero inglês da época, são também um factor relevante, quando nos interessamos por um pouco de história.
Trata-se, pois, de um livro cheio de acção, intriga e mistério, que se lê facilmente e sem que queiramos parar. Para todos os gostos…

domingo, 10 de julho de 2011

Os Pilares da Terra



Autor: Ken Follett

Edição/reimpressão: 2007

Páginas: 504

Editor: Editorial Presença

ISBN: 9789722337885

Colecção: Grandes Narrativas



Eis um romance (na edição portuguesa apresentado em dois volumes) que não deixa ninguém indiferente.
A acção decorre na Idade Média, transportando-nos até Inglaterra, mais precisamente até à vila e priorado de Kingsbridge. É aqui que acompanhamos a luta de pessoas normais pela sobrevivência, dia-a-dia. Mas é também entre estas pessoas banais que encontramos aquelas que parecem ser, de algum modo, animadas por um espírito mais vivo, ou por uma melhor visão do que podem ser grandes obras, aos olhos de Deus e do Mundo, tudo girando em volta da construção da Catedral de Kingsbridge.
Assim, damos por nós a sofrer com os protagonistas – sejam eles Tom, o construtor; o seu enteado Jack, que tem um talento especial para trabalhar a pedra; a amada deste último, Aliena, que demonstra ser uma admirável líder nos piores momentos pelos quais a comunidade vai passando; ou mesmo o prior Philip, um pastor com capacidades de gestão acima da média. Trata-se, pois, de uma obra bastante actual, nos tempos que vão correndo.
Como se o acima descrito não fosse suficiente, é necessário dizer que Ken Follettt nos brinda, uma vez mais, com um contexto histórico e socioeconómico deveras bem conseguido, fruto, sem dúvida, de uma pesquisa acurada dos costumes, das leis e do pensamento da época.
Resta acrescentar que as centenas de páginas, com que nos confrontamos nos dois volumes, se lêem de um fôlego e, no final, deixam um certo “sabor a pouco”.
Agora é só esperar pela sequela desta obra magnífica… que decerto também não nos desapontará!