quinta-feira, 8 de julho de 2010

Sétimo Céu


Autor: Catherine Anderson
Data de Publicação: Abril de 2008
Editora: Editora Ulisseia
Páginas: 302
ISBN: 978-972-568-598-3

Este livro é uma das suas histórias mais emblemáticas e com ele os leitores vão certamente rir, chorar e acreditar na verdadeira força do amor!Passaram-se dez anos desde que Joe Lakota trocou a sua cidadezinha do Oregon e a mulher que amava pelas falsas promessas de uma grande metrópole. Agora está de regresso, porque quer proporcionar ao filho aqueles valores que só se encontram verdadeiramente na terra que nos viu nascer. E também porque ambiciona reacender a paixão que em tempos o uniu à bela Marilee Nelson. Esta porém já não é a jovem tranquila que um dia ele abandonou. É hoje uma mulher atormentada por um segredo que não quer partilhar, nem mesmo com Joe.É então que Joe lhe faz o mais irresistível dos pedidos: que se torne sua mulher e mãe do seu filho. Como poderá ela, no entanto, concordar com tal casamento, quando não é sequer capaz de lhe dizer a verdade?


Já é o segundo livro que leio da autora e confesso que adorei desde a primeira página até à última.
Não fiquei nada desapontada já que fiquei com uma expectativa muito alta depois de gostar tanto de ler O Domador de Paixões.
É uma linda história de amor cheia de amor e carinho com um final feliz.

1 comentário:

j maria castanho disse...

Sujeição Ante o Resultado Acontecido...

Ao luar, entre as diatribes da luz
Das coisas, das sombras esmaecidas
Recordo agora, havia biliões de rosas
Vermelhas, quase todas se tida jus
Houvesse no dizer, caídas, esquecidas
Entre as estantes, sobre as mesas
Acocoradas aos cantos, acetinadas
Folhas entre as demais páginas
Espelhando os sentidos nos sentires
Embora eu, ao ver-te assim repartida
Clonada pela refracção das lágrimas
Te fizesse em absoluto reflectida,
Cuidasse serem cada qual tu apenas
Noutra forma desigual às pequenas
Surgidas dos canteiros e jardins
Dos beirais, esquinas, nuvens, sebes
Alucinação de louco entre querubins
Não destrinçando minha sede das sedes
Que todas as flores, lírios, jasmins
Orquídeas, hortênsias, cravos, alecrins
Estevas, afinal, que todas por igual têm
Achando a minha maior, mais imperiosa
Como nenhuma outra, e que mais ninguém
Tivera já, ao ver em tudo e todos só rosas
Rosas, e rosas, e rosas de pétalas acesas
Simplesmente porque tu as foste ou és
Entre as estantes, os arcos, as devesas
Sentada, caminhando, sobre cadeiras
Nas muralhas, claustros e seteiras
Arrumando o carro na berma da estrada
Descendo a rua ou subindo a escada
Entrando na sala de aula na tua escola
Vindo do café, lendo revistas ou tão-só
Navegando na Net e ouvindo meu dó
Pedido não trinado por qualquer viola
Mas antes no desmedido obstinado
De um coitado ansiando pela esmola
Da tua atenção, do teu tempo e olhar
Insistindo, porém insistido no rimado
Exagero requerido de poemas a dançar
Numa roda de dizeres repetidos sem fim
Na crença tida que ao ver-te em todo lado
Tu venhas um dia, enfim, a reparar em mim.

Todavia acordado, até no quotidiano viver
Durante as tarefas como nas conversas tidas
Ao fazer as compras nos hipermercados
Quando pelo autocarro espero, subo, desço
Escrevo recados, de manhã ou ao entardecer
Avalio as escritas passadas já imprimidas
Descoso as entretelas de filmes visados
Arrumo a casa, lavo a louça, e no avesso
De mim me viro para corar o íntimo ser,
Então, continuo a ver rosas onde rosas via
Flores atrás de flores a cada hora, cada dia
Segundo a segundo a cada e todo o instante
Feitas de jade, porcelana, diamante
Esmeraldas, quartzos, pérolas, rubis
Quer nas velas sobre o oceano navegante
Quer nas serras e descampados primaveris.

Estendidas sobre toalhas das praias e areais
Na relva das piscinas campestres e barragens
Nos rios, tombadilhos de barcos, nas carruagens
Do Metro, discotecas, esplanadas, jornais
E revistas, em fotos e quadros e textos originais
De poetas inéditos como dos clássicos antigos
Que mais não escreveram do que palimpsestos
Dos meus, envelhecendo-lhe eras e contextos
Dando-lhe atmosferas idas e velhos artigos
Ou arcaicas cantigas de amigos e madrigais.

Pois bem: a essas flores, oriundas das cascatas
Das ondas, numa vaga de espuma e incenso
Tão vivazes, ríspidas, vagabundas e insensatas
Amei-as todas, por causa de uma, em que penso!