quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A Biblioteca


Autor: Zoran Zivkovic
Data de Publicação: Setembro de 2010
Editora: Cavalo de Ferro
Páginas: 101
ISBN: 978-989-623-137-8


Livro vencedor do prestigiado World Fantasy Award, A Biblioteca reune seis histórias fantásticas ligadas à bibliofilia, fazendo-nos pensar em Jorge Luis Borges e na sua biblioteca infinita, mas também no universo de Kafka ou de Umberto Eco. No conto de abertura, um escritor descobre um site onde todos os seus livros, inclusive os que ainda não escreveu, se podem consultar; num outro, uma comum biblioteca transforma-se durante a noite num arquivo de almas; noutro, ainda, o Diabo decide estabelecer os níveis da literacia infernal...




Um livro pequeno que nos proporciona umas gargalhadas valentes. Uma série de contos pequenos que nos deixam a rir e que por vezes nos identificamos com eles, adorei o conto onde o Diabo está muito preocupado por as pessoas não lerem e então decide em vez dos castigos ditos normais que se esperam nos inferno, serem obrigados a ler.
É um livro que só se lendo se fica a saber como apreciar, e quando tentamos passar em palavras aquilo que o livro nos transmite acabamos por não conseguir arranjar palavras para nos expressarmos correctamente.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A Tormenta de Espadas

A Tormenta de Espadas



Autor: George R. R. Martin
Data de Publicação: 2008
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 544
ISBN: 9789896370718

Sinopse
Os Sete Reinos estremecem quando os temíveis selvagens do lado de lá da Muralha se aproximam, numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas. Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, encontra-se entre eles, debatendo-se com a sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar.
Todo o território continua a ferro e fogo. Robb Stark, o Jovem Lobo, vence todas as suas batalhas, mas será ele capaz de vencer as mais subtis, que não se travam pela espada? A sua irmã Arya continua em fuga e procura chegar a Correrrio, mas mesmo alguém tão desembaraçado como ela terá dificuldade em ultrapassar os obstáculos que se aproximam.
Na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra, e Sansa, livre do compromisso com o rapaz cruel que ocupa o Trono de Ferro, tem de lidar com as consequências de ser segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon se julgam mortos.
No Leste, Daenerys Targaryen navega na direcção das terras da sua infância, mas antes terá de aportar às cidades dos esclavagistas, que despreza. Mas a menina indefesa transformou-se numa mulher poderosa. Quem sabe quanto tempo falta para se transformar numa conquistadora impiedosa?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A Biblioteca de Zoran Živković




O que se passa com A Biblioteca de Zoran Živković é que ficamos perante um problema de gestão de expectativas, plantado pela Cavalo de Ferro quando esta opta por transcrever uma parte de uma crítica do The New York Times Book Review que remete a obra para um patamar superior.  

A Biblioteca é uma interessante colectânea de contos (estranhamente ganhou o World Fantasy Award, em 2003, na categoria de novela), mas está longe de ser uma obra-prima ao nível da obra de J. L. Borges. Os seis contos que a constituem tem a mesma estrutura circular que os de Borges e em muito vão beber na relação que o mestre argentino tinha com os livros e as bibliotecas, mas morrem aí as similitudes. 

 

São seis bibliotecas: virtual, particular, nocturna, infernal, minimal e requintada que nos vão sendo descritas, contadas e vividas e na verdade acabam por nos ficar próximas, mas não tão próximas como deviam, pois algum tempo volvido o que resta delas é um esbatida memória do que nos foi contado. 

 

Para que a surpresa e quem sabe algum deslumbre se não perca, não me irei estender sobre os universos que povoam cada conto, mas não deixarei de apresentar uma alternativa ao desfecho do último de modo a o tornar mais coerente. Assim, de forma a fugir ao trivial, este assomo bibliofágico, A Biblioteca Requintada, teria de ter um desfecho em que o livro desaparecia depois de iniciada a sua leitura, demonstrando-se assim a sua inferioridade ou encadernando-o de modo a lhe atribuir “nobreza” necessária, desaparecendo este depois de ter sido transformado. Este acto de bibliofagia lembra-me demasiado a querida ratazana Firmin ou as degustações de Ratatui que apesar de me terem agradado imenso, me surgem aqui disparatadas.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Expiação


Autor: Ian McEwan

Edição/reimpressão: 2007

Páginas: 420

Editor: Gradiva

ISBN: 9789726628224


Com este romance, o conceituado escritor Britânico Ian McEwan recebeu os prémios US National Book Critics Circle 2002 e WH Smith 2002 para o melhor livro de ficção.

A ação tem início no Verão de 1935, em Inglaterra. Briony Tallis, uma adolescente com uma imaginação prodigiosa, espera ansiosamente o regresso a casa do seu irmão Leon. Na casa da família Tallis encontram-se também Cecilia, a filha mais velha dos Tallis; Paul Marshall, amigo de Leon; Robbie, o filho de uma criada, recém-chegado de Cambridge onde esteve a estudar a expensas do senhor da casa. Esse Verão ficará gravado na memória de Briony, Cecilia e Robbie, pelos piores motivos, fazendo com que as suas vidas fiquem para sempre interligadas.

A imaginação de Briony revela-se de grande importância para o desenrolar da narrativa, a partir do momento em que esta vivencia determinados acontecimentos, à luz de algo de que é testemunha no jardim dos Tallis, influenciando desse modo as vidas de todos os que a rodeiam, e a sua própria vida.

Partindo desse Verão, acompanhamos as personagens no período imediatamente anterior à Segunda Guerra Mundial, bem como ao longo de todo o conflito, e para além dele.

Eis um romance sobre a adolescência, sobre a guerra, sobre os medos e a necessidade de os ultrapassar, sobre as relações entre classes na Inglaterra da primeira metade do século XX, sobre a culpa e a necessidade de expiar essa mesma culpa e de ser absolvido.

Para ler sem pressas e com muita concentração, mesmo porque o final consegue ser bastante surpreendente…

domingo, 4 de setembro de 2011

O Jardim das Sombras


Autor: Mark Mills
Data de Publicação: Agosto de 2008
Editora: Civilização Editora
Páginas: 314
ISBN: 978-972-26-2635-4

O encantador jardim renascentista de uma villa italiana esconde um mistério. O passado e o presente encontram-se em duas histórias de amor, vingança e assassinato separadas no tempo 400 anos…

O jardim da Villa Docci, no coração da Toscana, dedicado à memória da jovem esposa de um nobre do século XV, é um mundo misterioso de estátuas, grutas, trilhos serpenteantes e epígrafes clássicas, que poderão ocultar uma mensagem secreta. O jovem Adam Strickland, da Universidade de Cambridge, parece ser a pessoa certa para decifrar o mistério. Viaja para a Itália e conhece a família Docci, tão sedutora como a villa que habita e o respectivo jardim. Mas a Itália do pós-guerra ainda é um local estranho e perigoso, e os Docci parecem esconder alguns esqueletos no armário… Será que uma nova tragédia irá ter lugar na amaldiçoada Villa Docci?


Bem comprei este livro pela sinopse que me chamou a atenção, mas confesso que se não fosse por causa de efectuar uma troca de livros o tinha deixado a meio, visto que se estava a mostrar enfastiante, sempre com a mesma coisa a acontecer jantares atrás de almoços e festas, quando o mistério deo jardim estava por descobrir e todo o intrincado de mistério que envolvia o crime passado dentro da Villa.
Mas ainda bem que o acabei pois apartir de uma certa parte tudo começa a ficar cada vez mais misterioso, e começam a cair pontas soltas que se vão ligando e deixando os intervenientes da trama a mostrarem quem realmente são, mas confesso que mesmo assim o carácter dona senhora Docci deixa ainda muita coisa como que a pairar, fiquei com a sensação que a história não acaba ali.
Para quem gosta de um bom quebra cabeça e de mistérios que parecem não ter fim tem aqui uma óptima escolha.