Este fim de semana estivemos a montar a nova estante. Uma das mais pequenas, para encaixar num cantinho desaproveitado do nosso quarto. Com 190 de altura, 30 de largura e 20 de profundidade.
Livros, livros e mais livros. As reviews, criticas e opiniões sobre aquilo que andamos a ler...
domingo, 4 de janeiro de 2009
Estantes caseiras I
Este fim de semana estivemos a montar a nova estante. Uma das mais pequenas, para encaixar num cantinho desaproveitado do nosso quarto. Com 190 de altura, 30 de largura e 20 de profundidade.
Crónicas do tempo (II)
Crónicas do tempo (II)
Vera LagoaAlguns excertos que achei do Cronicas do Tempo, que achei por bem adicionar por aqui no blog, para ficarem com uma pequena ideia do quanto se divertia a Vera Lagoa, no seu tempo.
Fizeste bem Rogério Paulo (versão pró)– pág. 73
“Confesso, Rogério, que ao ter conhecimento de que tinhas a ser entrevistado para este jornal, fiquei surpreendia. (...)
Sim, porque um homem justo, honesto, recto, sincero como tu, ao ser, entrevistado, teria de dizer a verdade.
(...) Agora o fascismo está dum lado, tu doutro, e eu, ainda, doutro. Estou do lado que não recebe protecções, ordenados acumulados, gasolina a 8$00 e as palmas por ter sido uma lutadora antifascista. Assim, achei de minha obrigação, visto que por ti, dada a tua honestidade e isenção, não te sentirias à vontade para contar a tua vida, fazê-lo eu.
Não seria eu a entrevistar-te. Mas ia ensinar o entrevistador a perguntar-te (...) à custa de quantas mulheres subiste tu na vida.”
Achei esta entrevista uma das mais "deliciosas" do Crónicas do Tempo.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
O Caso dos Dez Negrinhos
Agatha Christie
"And Then There Were None, publicado originalmente como Ten Little Niggers em língua inglesa, O Caso dos Dez Negrinhos no Brasil e Convite para a Morte/As Dez Figuras Negras em Portugal é um romance policial de Agatha Christie lançado em 1939."
Para além disso, tenho a dizer que gostei mesmo muito do livro. Considero-o um dos melhores dela e está à altura dos restantes romances policiais que li e que considero bons. É uma obra mais pequena, mas muito fácil de acompanhar. Linguagem fácil e mistério do início ao fim. Tive o palpite do que se passaria desde o início, mas não sabia explicar a tramóia toda, o que é excelente. As personagens não são muito exploradas pela autora e poderiam ser um pouco mais desenvolvidas.
Acho a ideia do livro original, e com um fim delicioso. Fiquei mesmo satisfeita com o bom livro que tinha acabado de ler. Coincidência ou não, talvez por ter lido poucos livros dela ainda, Agatha Christie tem tido nestes livros sempre o mesmo género: utilizar muitas personagens, havendo contra todas vários indícios, e que no fim se prova que estão realmente todas envolvidas. Todas as personagens tem sempre algo a esconder.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
O Assassinato de Roger Ackroyd

Agatha Christie
Enquanto "navegava" pela net, encontrei alguma informação sobre Agatha Christie e fiquei admirada em saber que tinha escrito mais de 80 policiais, e que era a "a autora mais publicada de todos os tempos em qualquer idioma, somente ultrapassada pela Bíblia, e mais que Shakespeare". Mas o que me surpreendeu ainda mais, foi o facto de a obra prima dela ser O assassinato de Roger Ackroyd. Surpresa, surpresa! Nunca tinha ouvido falar do livro.
Andei a procura do livro pelas colecções vampiro e vampiro gigante que tinha lá em casa, e realmente a obra não se encontrava por lá! Mhmm, decidi então ler o livro em formato ebook. Não recomendo a leitura em tal formato, não tem metade da piada, mas vamos ao que interessa... o livro.
Fiquei um pouco desiludida, resumindo. Foi demasiado previsível. Após 100 paginas de leitura (em 200) já era mais que óbvio que a solução era só uma. Começando pelo início, Poirot decide reformar-se, mas na pacata aldeia em que ele decide repousar, ocorre um assassinato e ele é chamado para investigar. Mais uma vez, ao género de "Um Crime no expresso do Oriente", existem pessoas à mais, horas que não coincidem e provas que não fazem sentido. O assassino esta sempre presente mas ninguém o vê...
A obra não me parece realmente brilhante, tornando-se demasiado previsível para quem tenha lido alguns policiais. Mais uma vez só tenho a dizer, nada como o meu querido Sherlock Holmes, menos humano, mais arrogando, talvez um pouco drogado, mas sempre sem nos deixar de espantar. Mais vale escrever pouco mas bem é certo...
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Crepúsculo

Stephenie Meyer
Bom, li uma critica deste livro aqui, e fiquei curiosa. Como já não lia nenhum romance deste género a algum tempo, embarquei no livro facilmente. Tinha como elemento principal um amor entre adolescentes e ainda por cima Vampiros. Gostei principalmente desta ultima parte... Vampiros! Adoro vampiros...
Sobre o livro, acho-o bastante agradável, de leitura fácil e ligeira, li-o num fim-de-semana sem grande esforço. É verdade, como tinha lido, que ao tempo que se vai lendo vamos acompanhando de um modo muito fácil as personagens. Não é maçudo o que é sempre bom, e tem umas novas perspectivas sobre vampiros.
Acho no entanto que certos elementos não se deviam mexer. Mesmo sendo personagens do imaginário, existe sempre um equilíbrio nos universos imaginários, ou seja, num mundo imaginário onde existiriam vampiros, os seres humanos teriam de ter algumas defesas possíveis, se não, nunca poderiam ter sobrevivido como espécie dominante. Estes vampiros da Stephenie Meyer, são demasiado perfeitos, sem desvantagens, sem defeitos, sem maneira de os destruir... Não tem medo de cruzes, agua benta, e luz. Entram nas casas dos humanos sem serem convidados! As estacas não lhes fazem mal, etc. Tudo está a favor deles... Peca por aí.
O livro está cheio de cenas já vistas e revistas... mas teremos de ter em atenção que o publico alvo , certamente era o americano, logo, um liceu muito "americano", um baile de finalistas, os adolescentes a conduzir, etc. etc. teria de obrigatoriamente estar presente.
Em geral o livro agradou-me.