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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Não há fome que não dê... revistas

Novembro será sem dúvida o mês das publicações. Vários projectos que muitos já devem conhecer, porque ocasionalmente aparecem por cá, editarão os primeiros números. Teremos também duas antologias que verão a luz do dia no final deste mês.


Então temos a Fénix nº 2 que saíra com a belíssima capa da Ana C. Silva e organizada por mim, onde podem contar com contos, bd e um conjunto de contos curtos dedicados ao tema livros e bibliotecas. 



A 1 de Novembro saiu a edição especial Nanozine dedicada ao NanoWriMo e ainda sairá o número 7 este mês. Em ambas poderão encontrar participações minhas.




A Lusitânia verá o seu 1º número a ganhar vida no Forum Fantástico deste ano. Uma fanzine dedicada exclusivamente ao fantástico em Portugal. Também esta com um conto meu.



A Trëma, revista organizada pelo Rogério Ribeiro, Ana Baptista e João Campos, lançara também ela o seu primeiro número durante o Forum Fantástico. 


Durante o mês está anunciado o lançamento dos próximos números do ISF, da Dagon e do Jornal Conto Fantástico estas duas últimas infelizmente, ainda sem capas.




Relativamente a antologias, Lisboa no ano 2000, organizada por João Barreiros, resultado de um concurso nacional de contos electropunk, será também ela lançada no Forum Fantástico.


E por fim Mensageiros das Estrelas organizado pelo Octávio dos Santos também tem como data de lançamento este mês.



Muitos lançamentos, muitos contos e textos para lerem, alguns dos projectos terão edição online, por isso, poderão sempre aproveitar para ler os autores nacionais. Há também uma variedade de capas, algumas bem interessantes. Qual a vossa capa preferida?

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Valsa Negra


Autora: Ana María Moix

Edição/reimpressão: 2002

Páginas: 168

Editor: D. Quixote

ISBN: 9722024051



Quem nunca ouviu falar da Imperatriz Austríaca Elizabeth (mais comummente conhecida como Sissi), casada com o Imperador Francisco José, tem neste livro uma boa oportunidade para se inteirar de alguns aspetos menos conhecidos da vida da soberana e da realidade socioeconómica do Império Austro-húngaro, na segunda metade do século XIX.

A autora brinda os seus leitores com uma narração ficcionada de alguns dos factos ocorridos ao longo da vida da Imperatriz, abrilhantando essa narração com uma ironia, um humor e um certo sarcasmo que transformam a leitura do livro num verdadeiro deleite.

Contudo, Ana María Moix não deixa de demonstrar que a vida de Elizabeth da Baviera foi tudo menos o romance cor-de-rosa que certas séries de televisão quiseram fazer crer. De facto, a Rainha da Hungria é-nos apresentada como uma mulher bem-amada, mas que se sentia, de certo modo, incapaz de corresponder ao amor e devoção que lhe eram dispensados por muitos dos que a rodeavam; uma monarca que se viu impossibilitada de ajudar o seu povo a alcançar melhores condições de vida, num império governado com mão de ferro, sem olhar ao bem-estar da maioria dos seus cidadãos; alguém que teve que conquistar o seu lugar na corte Austríaca, enfrentando a própria mãe do Imperador, na tentativa de viver uma vida menos ligada ao seu papel de representante do Império e mais ao de mãe, algo em que nem sempre foi bem sucedida.

Um livro que vale essencialmente pela apresentação de uma figura histórica, e do período em que viveu, sem contemplações; mostrando as suas melhores e piores facetas, sem tomar partidos. Cabe ao leitor decidir de que lado está…