quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Filósofo e o Lobo



Autor: Mark Rowlands
Data de Publicação: Setembro de 2009
Editora: Lua de Papel
Páginas: 225
ISBN: 978-989-23-0590-5


No Dia em que Mark Rowlands comprou um lobo, teve a sua primeira grande lição sobre a espécie: os lobos não gostam de ficar sozinhos. Ao regressar a casa, encontrou-a completamente destruída: dos forros do sofá, às tubagens do ar condicionado, já nada restava inteiro.
Naquele dia, Mark fez um pacto com Brenin: nunca mais o abandonaria.
Começava assim a estranha amizade entre um professor de filosofia, misógino e alcoólico, e o seu imponente lobo de 70 quilos.
Não mais se separaram. Iam juntos para todo o lado: aos jogos de râguebi, às festas da universidade, e até às aulas - onde Brenin ocasionalmente uivava, ao ouvir dissertações chatas sobre filósofos herméticos.
O Filósofo e o Lobo é a história real de uma amizade de doze anos entre um homem e um lobo. É um ensaio sobre o que nos separa (e aproxima) dos animais, é um tratado sobre a lealdade, o companheirismo e o amor - alicerçado nas ideias de pensadores como Nietzsche ou Albert Camus. Mas é também, acima de tudo, uma narrativa comovedora, pungente, sobre o que significa ser-se humano - e sobre o que podemos aprender com os lobos.


Comecei a ler este livro com uma enorme expectativa, mas conforme fui avançando na leituras fiquei muito desiludida, pois não era nada daquilo que estava à espera.
Estava à espera de um livro do tipo de Marley e Eu e afinal é um livro mais filosófico que outra coisa.
Muito pesado para mim gosto de coisas mais leves.

3 comentários:

gaby disse...

Só porque um livro é "filosófico", ou "muito pesado [para si]", penso que não o deva catalogar como *fraco*. Na realidade, penso que não o deveria catalogar de todo! Se é incapaz de apreciar um género de literatura, ou de pensamento, talvez seja melhor reconhecer isso mesmo, sem emitir uma "nota" a um livro que, objectivamente, não se encontra capaz de avaliar.
Se fosse apenas olhar às notas que dão quando procuro decidir entre gastar o meu tempo (e dinheiro) num livro, não escolheria algo que as pessoas apontassem como fraco. Desta forma, pode estar a fazer com que outros leitores se desviem de certos livros só porque são "pesados" demais para si.
Dito isto, eu não li o livro. Mas estava a ver que livros tinham apontado como fracos neste blog, e este seu comentário, em particular, deixou-me perplexa.

Angelina Violante disse...

Eu classifico os livros como a mim me parecem, o que não quer dizer que os outros não possam gostar.
Pois a sinopse do livro levamos a pensar que o livro trata de outra coisa, já que diz que vai contar a sua história com o lobo, já que o criou desde pequeno, mas o que acontece é que assim que começa a falar sobre os acontecimentos com o lobo anda sempre a divagar levando o texto noutros sentidos, que nada têem a ver com a história do lobo, logo para mim não correspondeu às expectativas e senti-me enganda quanto à sinopse.
Por isso não acho estar a levar os outros em enganos por causa da minha classificação, pois tenho lido livros que outros não gostaram e afinal eu gostei, e também não levo os outros ao engano já que menciono logo no início que para mim o livro é demasiado filósofico daí a minha opinião.

Patrícia disse...

Olá
Acabei mesmo agora de ler este livro e confesso tê-lo adorado.
Compreendo perfeitamente que a sinopse leva a enganos. Aliás na minha opinião é escandalosamente engadadora. Leva realmente a pensar que é um livro parecido ao "Marley e eu".
Atrevo-me, no entanto, a dizer que a principal razão para não ter gostado é o facto de ter expectativas diferentes. este é efectivamente um livro sobre filosofia. A parte do lobo é um bónus que muitas vezes nos faz rir outras (quase) chorar.
Boas leituras
Patrícia