segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Resumo literário de 2012


Mais um ano que passou e muitos livrinhos que ficaram por ler. Num ano muito positivo a nível pessoal e profissional, fiquei um pouco aquém nos objectivos aos quais me tinha proposto:
Ler 52 livros, dos quais 5 clássicos e 10 portugueses, e ler 12 álbuns de banda desenhada

Resumindo o ano de 2012 a nível literário, consegui atingir a meta dos 33 livros lidos, o que não foi mau, mas também não foi o esperado; li 6 livros portugueses, mais de 30 álbuns de banda desenhada, mas que não tive paciência de tomar nota, e 3 "clássicos" da literatura. Foi um ano em que a ficção cientifica ficou definitivamente a ganhar como género lido. Não houve nenhum livro que me tenha entrado no meu top 4, houve apenas bons livros.

Top 4 (para recordar):

1 - A Estrada- Comarc McCarthy
2 - 1984 - George Orwell
3- Admirável mundo novo - Aldous Huxley
4 - Fahrenheit 451 - Ray Bradbury


Das leituras do ano destaco como melhores:




Uma noite em Lisboa - Erich Maria Remarque [9/10]



Matadouro 5 ou A Cruzada das Crianças - Kurt Vonnegut [9/10]



A ilha do Dr. Moreau - H.G.Wells [8/10]

Três belíssimos livros que posso recomendar. 

Como piores/desilusões:





Tenho pena pois dois deles são de  autores portugueses, mas ambos foram desilusões. Para o ano virão novas leituras, que espero melhores que estas.


sábado, 29 de dezembro de 2012

Os Mágicos


Autor: Lev Grossman
Data de Publicação: Outubro de 2010
Editora: Planeta Manuscrito
Páginas: 375
ISBN: 978-989-657-131-3


Psicologicamente penetrante e muito absorvente, Os Mágicos transita por um território desconhecido, imaginando a magia como uma actividade praticada por pessoas de carne e osso, com desejos, caprichos e emoções voláteis. Lev Grossman criou um mundo bastante original em que o bem e o mal não são absolutos, em que sexo e amor não são simples ou inocentes e onde a ambição pelo poder tem um preço terrível.





Toda embalada pela leitura do livro anterior, resolvi começar este já que o tema é o mesmo, e esfreguei as mãos de contentamento, com a perspectiva do que se aproximava.
De início até a coisa não corria mal, fiquei logo agarrada nas primeiras páginas e pensando que se todo o livro seria assim ia ser uma maravilha. Mas qual não é o meu espanto quando as coisas começam a descarrilar, assim que o nosso "herói", se assim o podemos chamar, dá entrada na famosa escola de magia de Brackebills, a história começa a perder o ritmo e o enredo fica como que uma repetição sempre do mesmo. Mas não fica por aqui a história vai descambando assim que os ditos alunos da escola concluem a licenciatura e saem para o mundo normal, parece perderem o rumo e o sentido das coisas, deixando-se levar numa existência a meu ver patética comparada com as expectativas que lhes foram sendo criadas ao longo dos anos de estudo. Chegando ao ponto de desprezarem os próprios pais, por viverem  vidas atrofiantes e tendo comportamentos loucos, como são retratados os pais de Alice, e depois vão fazer exactamente o mesmo.
Outra coisas que também não percebo é como o Quentin tão de pressa achava os pais muito metediços como achava que eles se estavam a marimbar para o que se passava com ele.
O livro está cheio de altos e baixos na narrativa, e já me tinha acontecido o mesmo com um outro livro do mesmo autor "O Códice Secreto", em que no início ficamos todos entusiasmados com o livro e depois há partes em que se perde o ritmo e depois voltasse a encontrá-lo, para depois quando se pensa que a coisa vai ficar boa, de repente acaba, como se o autor tivesse ficado farto das personagens e da história e resolve-se acabar com tudo de repente.
Confesso que realmente esperava muito mais do livro depois de ler a sinopse do que aquilo que li.
As personagens não me aparecem muito convincentes, pois passam tanto tempo sem falarem com os pais em darem notícias, sem aparecerem em casa e os pais nada estranham, já para não falar que muitos dos professores são muito estranhos.
Cada personagem tem os seus problemas interiores, mas a sensação com que fiquei foi que eles não se preocupam em tentar resolvê-los, já que dá muito trabalho e o melhor é mandriar o dia todo e embebedar-se.
Espero que a nova dona do livro o ache melhor do que eu.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Voo


Autor: Angie Sage
Data de Publicação: Dezembro de 2010
Editora: Editorial Presença
Páginas: 308
ISBN: 978-972-23-4464-7



Passou um ano desde que Septimus Heap descobriu a sua verdadeira família e que foi chamado para se tornar feiticeiro. É agora aprendiz de Madame Marcia Overstand, a Feiticeira Extra Ordinária, e está a aprender as artes dos Encantamentos, Feitiços e outras formas de Magya. Entretanto, Jenna está a adaptar-se à vida de Princesa e a usufruir da liberdade no Castelo. Mas algo de sinistro se está a passar. Uma Sombra Negra e ameaçadora persegue Márcia. Por que prevalece ainda a Magya Negra? Mistério, aventura e humor numa obra para jovens fãs do género fantástico.


Este livro é a continuação de Magya, um livro cheio de aventuras mágicas, em que as surpresas estão sempre à espreita. Basicamente é a saga de uma família em que um dos filhos, o sétimo filho, pensavam que estava morto, mas realmente só se encontrava perdido da família, Septimus.
Ao longo do livro Septimus agora um aprendiz de feiticeiro, vai aos poucos habituando-se a ter uma família, a fazer novos amigos e sobretudo a praticar magia nas muitas aventuras em que se mete.
Adorei o livro, até mais ou menos a metade do livro é um pouco lento no desenvolvimento, mas assim que aparece Simon Heap, o irmão mais velho de Septimus, a história parece começar noutro ritmo.
Confesso que gostei mais deste volume que do anterior, também porque neste há um dragão, coisas que adoro em histórias logo sou suspeita.
As personagens parecem ser muito reais, tirando os pais que por vezes me aprecem muito pouco preocupados e quase nem reparam nas mudanças que se operaram no seu filho mais velho. Ao longo de toda a história vamos aos poucos conhecendo um pouco mais da mente tanto de Simon como de Septimus, os seus medos e receios, e as suas esperanças e devaneios.
Estava com pouca vontade de o ler, mas visto que é para trocar, peguei ainda que com um certo medo, pois tal como disse anteriormente, gostei do primeiro volume, mas achei-o muito parado, e pensei que este fosse igual.
Realmente o mundo das personagens torna-se muito curioso, com pântanos onde habitam estranhas criaturas, portos onde circulam toda a espécie de personagens, etc.
O final deixou-me com a sensação que ainda não acabou que falta qualquer coisa de definitivo para o final se revelar  já que Simon parece não estar totalmente arrependido, como tenta mostrar ao irmão, e fiquei com a sensação se se vai esconder de modo a retemperar forças para voltar ao ataque.
Espero que a Editorial Presença não demore em publicar o próximo volume.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Feliz Natal


O Muito para Ler 
deseja a todos os leitores, amigos e conhecidos,

Um Feliz Natal.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Onde Vais Isabel?


Autor: Maria Helena Ventura
Data de Publicação: Março de 2008
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 265
ISBN: 978-989-637-034-3



Da mesma autora do best-seller Afonso, O Conquistador, chega-nos a vida deslumbrante de uma das mais admiradas figuras da História de Portugal: a rainha santa Isabel. Nascida em Espanha, descendente de santos, reis e imperadores, Isabel chega a Portugal para casar com D. Dinis, rei culto, homem formoso, trovador invejável.
No seu séquito traz as damas de companhia e um terrível segredo com origem na Ordem do Templo e cujo destinatário é D. Dinis... Um segredo que poderá mudar a história da Europa!
Mas nem só de glória se cobre a vida de Isabel. As aventuras extraconjugais do rei português humilham-na profundamente. Apesar de, até aí, a rainha se mostrar magnânima, criando com igual afecto tanto os seus filhos como os bastardos de D. Dinis. É entre intrigas, ciúmes, infidelidades, rivalidades, adultérios e arrependimentos, que a vida da rainha santa Isabel se transforma no drama de uma heroína da santidade feita de amor, perdão, lágrimas escondidas e silêncio magnânimo.



O livro conta a história da rainha D. Isabel. Desde que iniciou a sua viagem para Portugal, para tomar o seu lugar como rainha de Portugal, até ao final dos seus dias.
Achei por vezes um pouco cansativo com tantas disputas e tantas conspirações e tantos nomes, e muitos deles iguais ou muito parecidos e não são a mesma pessoa.
O que mais gostei foi a maneira como a rainha parecia importar-se com os problemas do povo, assim que entrou em Portugal começou logo a reparar que havia muitos sem abrigo. Passou os dias a dedicar-se aos mais pobres, quando não estava a tentar mediar as coisas entre pai e filho.
Achei as personagens muito reais, mesmo sendo um livro digamos histórico, as personagens continuam a ter todas os seus defeitos D. Dinis com as suas numerosas "damas" e igual número de bastardos. D. Isabel sofrendo em silêncio pelas inúmeras traições do rei seu marido, e por ele e o único filho legítimo se darem tão mal.
Surpreendeu-me tal como disse anteriormente a rainha conseguir lidar com tudo de uma forma muito calma, no meu ver ela podia ter feito numerosos escândalos, já que praticamente sempre sabia para onde o rei se dirigia e com quem ele se ia encontrar, mas nunca perdeu a sua dignidade.
Achei o mundo no tempo dos reis, um pouco confuso, não sei é por lacuna  minha em História de Portugal, ou se achei estranho andarem de um lado para o outro quando se deslocavam de cavalo e qualquer trajeto por mais pequeno que fosse era sempre demorado.
É um livro para ler com calma, não pode ser lido como um romance, deve até ser intercalado com outros para melhor compreensão.