sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Uma Promessa de Felicidade



Autor: Anita Shreve
Data de publicação: Fevereiro de 2013
Editora: Porto Editora
Páginas: 269
ISBN: 978-972-0-04551-5




Margaret e Patrick estão casados há apenas alguns meses quando decidem partir para o Quénia, convencidos de que irão viver uma grande aventura em África. No entanto, Margaret depressa se apercebe de que não conhece os costumes complexos do seu novo lar e tão-pouco o homem que tem ao seu lado.
Quando, certo dia, um casal inglês os convida para escalar o monte Quénia, eles aceitam, entusiasmados, o desafio. Porém, durante a árdua subida, ocorre um terrível acidente e, no rescaldo da tragédia, Margaret ver-se-á enredada numa teia de dúvidas sobre o que se passou realmente na montanha. Estes acontecimentos, que a irão afetar profundamente, terão consequências indeléveis no seu casamento.

Uma Promessa de Felicidade retrata-nos a relação de um casal, o impacto definitivo da tragédia e a natureza esquiva do perdão. Com uma linguagem soberba e uma enorme profundidade, Anita Shreve conduz-nos pelas paisagens exóticas de África, numa viagem até ao interior de nós mesmos.



Eu nem sei bem o que dizer, escrever sobre este livro, pois desde o início o livro pareceu-me estranho sem muita consistência.
Depois conforme fui lendo a coisa parecia que ia mudar que tudo ia levar uma grande lufada de ar fresco, mas voltamos ao mesmo, e disso mesmo a história não passa.
Já tinha lido outros livros da autora e não me pareceram tão estranhos e sem interesse.
Mas este foi verdadeiramente um suplício lê-lo, as personagens parecem muito metidas consigo próprias sem se interessarem em falar sequer umas com as outras, cada um faz o que lhe dá na gana depois acontece algo trágico ou então surgem problemas todos se chateiam, mas ninguém resolve nada.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Beleza Atormentada




Autor: Cecilia Samartin
Data de publicação: Fevereiro de 2012
Editora: Vogais
Páginas: 297
ISBN: 978-989-668-139-5


Ainda jovem, Jamilet vê a sua vida mudar quando a mãe morre. Durante anos é apontada e atormentada na sua aldeia natal no México por causa da marca hedionda que tem no corpo. Ela rejeita ficar com a avó, e decide partir para os EUA à procura de alguém que a ajude. É em Los Angeles que Jamilet vai descobrir a beleza do amor e da amizade, ao conhecer Don Peregrino. Nesta história inspiradora, de redenção e amor, que percorre o milenar Caminho de Santiago, Cecilia Samartin, «a sucessora de Isabel Allende», dá-nos uma perspetiva iluminadora do verdadeiro significado da beleza.



Li este livro emprestado e não sabia que o tinha em casa para ler mas tendo outro nome, eu tinha cá "Don Peregrino" da mesma autora e não é que é o mesmo livro mas com títulos diferentes.
Quando acabei de ler este é que comecei a lembrar que tinha lido uma sinopse num livro mesmo semelhante ao que se passava no livro, e fui ver é exactamente o mesmo livro só que com títulos diferentes.
De início o livro não parece ser nada por aí além, mas não desisti da leitura e coisa foi melhorando, e confesso que de todo o livro o que mais gostei foi do final.
Pelo meu ver foi o final que salvou o livro senão não dava nada por ele.
É uma história muito atormentada, cheia de desgraças, em que tudo parece correr pelo pior possível, sem melhorias à vista e ainda por cima sempre com uma ideia fixa que condiciona todas as atitudes e decisões da personagem principal.
O final é como uma lufada de ar fresco no meio de miasmas, fazendo a história ter uma reviravolta inesperada que enche de confiança as personagens principais e que os faz deitar para trás das costas tudo aquilo que os condicionava.

sábado, 26 de outubro de 2013

Olhos Brilhantes




Autor: Catherine Anderson
Data de Publicação: Setembro de 2010
Editora: Arcádia
Páginas: 433
ISBN: 978-989-28-0027-1


Zeke Coulter é um solteirão convicto e não revela quaisquer intenções em casar. Até que compra o rancho vizinho ao de Natallie Petterson, uma mulher muito atraente e divorciada, mãe de duas crianças, uma família completamente doida e um ex-marido envolvido em negócios obscuros. Quando o filho pré-adolescente de Natalie vandaliza a propriedade do vizinho, e esta se vê incapaz de pagar os estragos, Zeke oferece-lhe a possibilidade de que a divida seja paga com o trabalho do rapaz no rancho. Zeke tenta incutir alguma responsabilidade no rapaz e enquanto o faz começa a dar-se conta da grande reviravolta que se está a processar na sua vida. Natalie tem uma voz maravilhosa mas não acredita no seu talento nem na possibilidade de singrar no mundo da música. Mas, depois de a ouvir, Zeke está não só determinado a provar-lhe que tem talento mas também em demonstrar-lhe que há homens dignos de confiança. E, naturalmente acaba por a seduzir. Mas a atracção crescente entre ambos é ameaçada por algo que pode condenar a sua felicidade.


Ai, suspiro mais um livro desta autora que adorei, só tenho pena de não ter tido mais tempo para o poder ler mais depressa.
É uma linda história de amor, tal como a autora já nos habituou, adorei a maneira como a história se foi desenrolando, como da uma das personagens foi descobrindo os seus sentimentos apesar de todos os problemas.
Eu nem sei que palavras utilizar para descrever como é que uma história assim nos deixa tão sonhadoras e leves, eu pelos menos fiquei como que a pairar, e o livro que comecei a ler a seguir foi difícil conseguir entrar na história visto estar ainda digamos de ressaca deste.
As personagens são muito bem estruturadas ao longo da narrativa vai nos sendo apresentado os seu passado ao poucos e tudo o que acontece na narrativa encaixa perfeitamente como num puzzle.
Recomendo vivamente.



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Reviver o Passado em Brideshead




Autor: Evelyn Waugh
Data de Publicação: Outubro de 1982
Editora: Moraes Editora
Páginas: 327
ISBN:


O romance mais nostálgico e reflectido de Evelyn Waugh, «Reviver o Passado em Brideshead», recorda a idade de ouro antes da Segunda Guerra Mundial. Conta a história da profunda atracção de Charles Ryder pelos Marchmain e o rápido declínio do mundo em que estes viviam.

Outra decepção, trouxe este livros e os repectivos dvds da série da biblioteca, porque uma amiga me disse que era muito bom, mas depois de levar uma semana para ler o livro, não vou pegar nos dvds vou devolvê-los sem ver.
O livro é uma autêntica seca não há acção nenhuma, andam de festa em festa, de bebedeira em bebedeira, um não gosta da família porque diz o que querem controlar e que o sufocam, outro adora a família do amigo porque na dele ninguém lhe liga, enfim.
Achei um livro muito maçador e que as personagens carecem de carácter.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Os Aromas do Verão




Autor: Joyce Maynard
Data de Publicação: Julho de 2011
Editora: Porto Editora
Páginas: 220
ISBN: 978-972-0-04537-9


Esta é a história de Henry, Adele e Frank, e de um longo fim-de-semana que mudou as suas vidas. Henry é um rapaz de 13 anos, solitário, sem amigos, que passa a maior parte do tempo a ver televisão, a ler e a lidar com o despertar da sua sexualidade. As suas únicas companhias são a mãe, há muito divorciada, e Joe, um hamster; as suas únicas saídas são com o pai distante e a nova família deste, aos sábados à noite, para ir jantar. Apesar dos seus esforços, Henry sabe que não consegue fazer feliz a mãe, Adele, uma mulher emocionalmente frágil. Adele tem um segredo que a leva a refugiar-se em casa e que parece ter destruído a sua vida.
Mas toda esta situação muda quando entra nas suas vidas Frank, um homem misterioso que se encontra ferido e pede ajuda a Henry. No longo fim-de-semana que passam juntos, Henry vai aprender algumas das lições mais valiosas da vida: a dor intensa do ciúme, o poder da traição e a importância de colocar os outros, principalmente os que amamos, acima de nós próprios. Vai aprender sobretudo que vale a pena esperar pelo verdadeiro amor.
Joyce Maynard, através de uma escrita poderosa, fala-nos do amor, da paixão, da vivência dolorosa da adolescência e da traição, através dos olhos de um rapaz de 13 anos - e do homem em que ele depois se tornou.



Confesso que estava um pouco de pé atrás por causa da sinopse que deixa algo a pairar no ar. Fiquei com medo que fosse algum livro sobre abusos ou maos tratos a crianças, mas a curiosidade levou a melhor e neste caso ainda bem.
Adorei a história, que se revelou muito melhor daquilo que esperava, afinal não há maus tratos nem abusos de ninguém, é simplesmente a história de um menino, que nos leva a pensar no tempo quando erámos crianças e na nossa inocência, pois a história é contada pelo menino.
É um daqueles livros que dá gosto ler, as personagens parecem reais, a história desenrola-se sem grandes preâmbulos, muito bom.