quarta-feira, 3 de abril de 2013

Óscar




Autor:  David Dosa
Data de Publicação: Março de 2010
Editora: Caderno
Páginas: 239
ISBN: 978-989-23-0743-5



Quando Óscar começou a viver no lar Steere House, em Rhode Island, ninguém lhe prestou especial atenção. Era um gato como os outros, gostava de sol, de uma boa soneca à janela, de se espreguiçar demoradamente. Não era muito simpático, pelo contrário, fugia de mimos e companhia. Mas nem sempre. Quando um dos residentes piorava, o gato começava a visitá-lo com mais frequência. Até ao dia em que suavemente subia para a cama dele, enroscava-se, e dali já não saía. Era o início da vigília, era um sinal do fim. Naqueles momentos Óscar parecia outro; criava uma ponte, abria os corações ao inevitável adeus. E depois, tão silenciosamente como tinha entrado, retirava-se de cena.



Mais um livro sobre gatos.
Mas este é diferente pois centra-se na vida de um lar que acolhe idosos com a doença de alzheimernum estado avançado deixando-os desnorteados e as famílias também.
Um livro muito forte, em que um médico o Dr. Dosa tenta perceber como um gato, neste caso o Óscar, sabe que certo paciente vai morrer e então não abandona a sua cama, até o paciente soltar o último suspiro, o Dr. Dosa de início sente-se intrigado e renitente em acreditar naquilo que a enfermeira chefe lhe conta, mas dá por si a pensar cada vez mais no assunto e decide ir falar com os familiares de alguns dos pacientes que já faleceram, para saber qual o comportamento de Óscar e o que eles acharam.
Mas ele é o próprio a admitir que quando mais sabe menos descobre, vá-se lá saber como um gato vai saber que tal paciente está prestes a morrer e que nas suas horas derradeiras lhe dá conforto e companhia.
Eu adoro gatos e este livro deixou-me ao mesmo tempo muito melindrada, pois quando ouvimos falar de alzheimer, nunca ficamos realmente a saber o que se passa para além de a pessoa ir perdendo as suas capacidades, ou como se diz no livro desaprendendo, mas uma coisa totalmente diferente é ler os relatos das famílias em como as pessoas mudam para uns completos estranhos tanto para eles próprios como para os familiares, e a luta que é todos os dias para realizar as coisas mais simples.

1 comentário:

Ana Raquel Sardinha disse...

Olá Deixei um selo no meu blogue para o teu blogue. Bj