domingo, 3 de fevereiro de 2008

Cadernos do Subterrâneo


Cadernos do Subterrâneo

Fiódor Dostoiévski


"Sou um homem doente... Sou um homem mau. Um homem repulsivo, é isso que eu sou."
Assim começa Dostoiévski a primeira parte do subterrâneo. Esta é escrita como um monologo "teatral" («o subterrâneo»), em que o autor expõe o seu mundo, os seus pensamentos e os seus desesperos.
Expõe os pensamentos de um homem pertubado e infeliz, ou simplesmente humilhado com a sua condição de humilhado pelo seu insucesso.
Em nota de rodapé, Dosteiévski esclarece que o autor dos cadernos é imaginário, mas contudo certamente existente na sociedade em questão.

Em muitos momentos, Dostoiévski consegue expor vários problemas de um modo simples e directo, com os quais sou obrigada a concordar. Noutros é apenas um homem desencontrado consigo mesmo, infeliz sem coragem para agir. "... ter uma conscência muito desenvolvida é uma doença, uma doença no verdadeiro sentido do termo". Observando o actual estado do país, terei de concordar infelizmente...

Na segunda parte do livro
("Por Motivo da Neve Húmida"),
ele conta-nos os episodios do dia a dia do herói ou anti-herói, miserável, incompleto e impotente para agir. Cada dia passa como um tormento de um cobarde que quer a todo o custo ser respeitado e amado, principalmente por quem o mais despreza. Mas cada tentativa para ser respeitado, mais o humilha e afunda no seu desespero. No pico do seu desespero humilha quem por fim sente algum amor por ele.

Em resume, um livro muito bem escrito.

""Estranho, áspero e louco", assim definiu Dostoiévki o tom de "Cadernos do Subterrâneo""

2 comentários:

Little Girl disse...

Olá :) Agradeço o comment... confesso que o meu blog anda meio escondidito...como deste com ele?
Cadernos do subterrâneo... adorei... O noites brancas embora pequeno também me diz muito... Um beijo... Prometo ir passando.

Marcelina disse...

Boas,

O google trás nos tudo... andava a procura dos cadernos e encontrei o teu blog. Chamou-me a atenção pelas belas fotos. Noites brancas tambem já li, e diz-me mais que este...

aparece sempre que quiseres...
beijo.