terça-feira, 17 de julho de 2012

Um Jantar Muito Original, e A Porta

Um Jantar Muito Original, seguido de A Porta

Autor: Fernando Pessoa sob o heterónimo de Alexander Search
Data de Publicação: 2008
Editora: Relógio d' Água
Páginas: 52
ISBN: 9789896410148



Sinopse

Um Jantar Muito Original e A Porta são dois contos escritos entre 1906 e 1907 por Fernando Pessoa, usando a língua inglesa e o heterónimo de Alexander Search, por ele próprio definido como «um habitante do inferno». São contos fantásticos, centrados na perversidade, no mistério e na loucura e em ambos pode ver-se alguma influência de Põe. Um Jantar Muito Original teve uma discreta divulgação em 1978. De A Porta, que permaneceu muito tempo inédito, publica-se a parte decifrável. O trabalho de recolha e tradução dos textos foi feito por Maria Leonor Machado de Sousa, conhecida investigadora da obra de Pessoa e da literatura fantástica portuguesa.


Qualquer um dos contos tem um interesse próprio. Mas ambos, e sobretudo A Porta, revelam aspectos importantes de Fernando Pessoa que reconheceu entre as suas «complicações mentais» «o medo da loucura, o qual, em si, já é loucura».




O livro é constituído por dois contos, Um Jantar Muito Original seguido de A Porta. Não sendo uma grande admiradora de Fernando Pessoa, nunca tive grande curiosidade na sua poesia quando esta me foi impingida no secundário, peguei no entanto no livro com algum interesse e esperança. Sendo os contos “a minha praia”, como gostam agora de dizer, quer na escrita, quer na literatura, são também muito mais difíceis de escrever. Um bom conto é difícil de conseguir, assim como tendemos a ser mais exigentes com os contistas.
Neste caso o primeiro conto “Um Jantar Muito Original” trata-se tal como o nome indica, de um jantar entre um grupo de apreciadores da boa mesa, organizado com a finalidade de ser original e desafiante para os seus participantes. Pois estes devem adivinhar o que de misterioso e original, único e nunca visto antes, tem aquele jantar organizado para eles.
A ideia é interessante e o conto está bem escrito, fluido e sem ser aborrecido ou demasiado longo, o que num conto é “nota negativa” logo. Não achei foi o desafio impossível de adivinhar, ou melhor, logo de início percebi o que é que se passaria no jantar, contudo admito que cem anos atrás o conto seria certamente inovador.
Quanto ao segundo conto, estava a correr tão bem, achei a história que o narrador estava a contar interessante e muito de acordo com aquilo que eu gosto de ler, um mistério aparentemente inexistente, mas que não passa despercebido. Um rapaz que sempre que passa por uma porta especifica não consegue resistir de lhe dar um pontapé, pode parecer inicialmente uma birra, mas quando esta psicose se mantém em adulto, não ficamos indiferentes e queremos saber o que alimenta tal fixação. Pois, gostariam? Pois, mas ficam sem saber. Ah pois, e sim são muitos pois seguidos, mas isto é para evitar outro tipo de linguagem, é que o conto não está terminado, nem correctamente transcrito, porque onde o manuscrito está ilegível temos espaços em branco.
Como podem imaginar fiquei deveras desiludida com o facto de venderem um livro com dois contos, e um deles estar inacabado. Pois... não gostei da publicação inacabada.

sábado, 14 de julho de 2012

O Manuscrito de Sir Charles

Autor: Carlos Alberto Torres
Data de Publicação: Maio de 2005
Editora: Dom Quixote
Páginas: 168
ISBN: 972 - 20-2834-0


Na sequência de uma profunda crise existencial, um professor argentino refugia-se num mosteiro em Portugal e, por puro acaso, descobre um manuscrito do século XII, no qual se apresentam uma série de argumentos que põem em causa os preceitos fundamentais das grandes religiões, nomeadamente a existência de Deus.



Bem confesso que quando acabei de ler o livro pensei que grande porcaria. Ainda bem que não o comprei, nem troquei foi só um empréstimo de uma amiga.
No início o livro começa bem mas depois quando Carlos encontra o manuscrito e o começa a ler chega a ser maçador, pois é só filosofia e durante uma série de páginas não existe mais nada que aconteça, depois começa a ver-se um pouco de acção quando uma série de potências se interessam pelo manuscrito, e pensei bem é agora que o livro vai aquecer, e realmente a narrativa parece melhorar e o leitor volta a ficar envolvido na história mas quando se começa aproximar o fim, tudo parece terminar de uma forma abrupta e muito confusa e mesmo, mesmo na recta final fica-se com a sensação que algo escapou.
Um pequeno livro que podia ser muito melhor.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Viagem a Capri

Autor: Elizabeth Adler
Data de Publicação: Janeiro de 2011
Editora: Quinta Essência
Páginas: 338
ISBN: 978-989-8228-45-1


Quando o magnata inglês Sir Robert Waldo Hardwick morre de forma misteriosa num acidente de viação, deixa uma carta a nomear seis pessoas que suspeita lhe tenham desejado a morte. Daisy Keane e o investigador Harry Montana juntam-se para levar os suspeitos (e outros convidados como manobra de diversão) num fabuloso cruzeiro pelo Mediterrâneo, com todas as despesas pagas pelo falecido Sir Robert. O mistério aumenta à medida que vão aportando em Monte Carlo, Saint-Tropez e Sorrento. E as reviravoltas inesperadas são apenas o princípio.
Por fim, chegam à bela Villa Belkiss em Capri, onde será lido o testamento de Sir Robert... e o assassino desmascarado. Com a beleza da paisagem do Yorkshire, as estâncias do Mediterrâneo e o magnífico iate de cruzeiro, mais a atracção intensa entre o solitário Harry Montana e a desconfiada Daisy, as paixões inflamam-se e o encanto da Villa Belkiss deslumbra.
Ninguém escreve viagens maravilhosas ou suspense como Elizabeth Adler.



Bem mais um livro desta autora que é uma delicia, adorei este para além de ter romance tem muito mistério.
Durante todo o livro o mistério adensa-se só sendo revelado o assassino mesmo no final, e confesso que como fã da Agatha Christie adorei a parte em que todos vão a bordo do cruzeiro e estão a ser vigiados e depois quando chegam à villa para se fazer a acariação final e desvendar o assassino com tempestade e trovoada à mistura, fez-me lembrar os filmes do Poirot baseados nos livros de Agahta Christie, simplesmente divinal.
Este livro é um pouco diferente daquilo a que esta autora nos habitou mas não lhe fica atrás.
E como é óbvio adorei a personagem central Daisy tão ternurenta, conflituosa e amável tudo ao mesmo tempo.

sábado, 7 de julho de 2012

Quimera

Autor: Valerio Massimo Manfredi
Data de Publicação: Março de 2005
Editora: Editorial Presença
Páginas: 226
ISBN: 978-972-23-3328-3


Autor da famosa trilogia Alexandre, o Grande que vendeu milhões de cópias regressa com novo livro.

Trata-se de um thriller histórico-arqueológico que traz até nós um mistério fascinante e aterrador, uma vingança sanguinária e antiquíssima que, suspensa durante vinte e quatro longos séculos, irrompe agora dos abismos do tempo para se manifestar em toda a sua ferocidade. Fabrício Castellani, um jovem arqueólogo, encontra-se em Volterra para tentar desvendar o enigma que envolve uma belíssima estátua de bronze etrusca. O que esconde a estátua enigmática? Manfredi volta a deixar-nos rendidos à mestria com que reconstitui a atmosfera de uma civilização antiga.




Bem já tinha lido do mesmo autor O Exército Perdido e tinha ficado fã, e este também não me deixou ficar mal.
É um daqueles livros em que ficamos presos logo nas primeiras páginas, mistérios e mais mistérios que afinal são só um grande mistério com uma série de ramificações.
Tem partes de ficarmos com os cabelos em pé e de nos arrepiarmos, é um livro forte em emoções, mistérios, suspense, paixões, traições, vigarices,etc.
O final é de nos deixar sem fôlego bastante movimentado, cheio de acção que torna o livro difícil de largar.
Ao ler este livro ainda fiquei mais convencida que este é um autor que vale a pena seguir.
As personagens vão-se dando a conhecer ao longo dos acontecimentos e ao mesmo tempo as investigações levam tanto o leitor a sentir-se como as personagens.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O Último Capítulo

Autor: Edmund Power
Data de Publicação: Janeiro de 2007
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 255
ISBN: 978-972-8839-81-9


Vivemos na época dos best-sellers. As editoras só querem publicar best-sellers, os leitores só querem ler best-sellers... e há quem faça tudo para escrever um.

Quando Brendan Stokes, um escritor falhado, descobre o cadáver do vizinho, descobre também que lhe saiu a sorte grande: perto do corpo está uma obra-prima acabada de escrever.
Decide então fingir ser o autor do manuscrito e, quando os contratos milionários começam a chegar, a fraude revela ser uma maneira muito mais fácil de enriquecer do que escrever o seu próprio livro.
Mas a teia de mentiras torna-se tão extensa que Brendan tem dificuldade em manter a sua história. E com a polícia, a sua mulher e uma série de amigos a fazerem perguntas sobre o vizinho e o seu best-seller, cedo se apercebe que para roubar um livro também terá que roubar vidas.



Bem que se pode dizer deste livro? Vai lá vai o homem parece um parvalhão e de um momento para o outro faz tudo e mais alguma coisa em que se possa pensar.
No início do livro dei umas valentes gargalhadas mas à medida que a história ia avançando foi perdendo o lado cómico e ficou o mais sério. O raio do livro parece que estava embruxado por mais que fosse feito para despistar quem estava desconfiado mais essa pessoa ficava a saber que tinha na posse uma nova prova para desconfiar, resultado havia sempre pontas soltas se não fosse isso o livro perdia muito valor e acção porque durante toda a narrativa ficamos na expectativa para ver o que acontece depois de ser publicado o malfadado livro que até ao final nunca a chega a ser.
Confesso que quando cheguei a mais de meio do livro perdi o embalo que levava no início e comecei a pensar se o deveria terminar.