segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Amor está no Ar

Autor: Dorothy Koomson
Data de Publicação: Fevereiro de 2010
Editora: Porto Editora
Páginas: 336
ISBN: 978-972-0-04171-5

Deixe-se levar pela magia do amor...

Depois de sair de Londres para seguir o seu desejo de mudar de vida, Ceri D'Altroy jura abandonar definitivamente as suas manias de casamenteira. Isto porque parece que a sua simples presença acaba por incentivar as pessoas que encontra pelo caminho a mudar de vida.

No seu novo emprego, conhece Ed que decidiu declarar o seu amor por uma mulher que o enlouquece; Mel e Claudine, dois amigos de longa data que resolvem iniciar um romance ilícito; e Gwen, a chefe de departamento que é uma fumadora compulsiva e esconde um segredo profundo e sombrio que só quer partilhar com a sua nova funcionária.

Quem entra em contacto com Ceri, nunca mais volta a ser o mesmo.
Será ela o Cupido dos tempos modernos?



Lá me vou repetir outra vez, mas creio que este é o primeiro livro que leio desta autora, e confesso que fiquei rendida.
A sua escrita simples e fluída deixa-nos presos logo no início do livro e neste em que também vamos aos poucos sabendo mais e mais acerca da personagem principal, faz com que seja difícil parar de ler, pois queremos sempre saber o que se irá passar a seguir. Identifiquei-me tanto, mas tanto com a Ceri, pois quando andava na escola podia-se dizer que não tinha amigos, já que só me falavam quando precisavam de ajuda ou queriam fazer de mim a sua ouvinte privilegiada das suas desgraças e pedir concelhos, o que me fazia enterrar as cabeça nos livros daí gostar tanto de ler.
O final foi mesmo brilhante não estava nada à espera que acontecesse, como nos últimos capítulos desconfiei que acontecia mas acabou por não se realizar, mas não digo o quê, se quiserem saber terão de ler.
Recomendo vivamente, um livro para saborear e degustar com calma.

sábado, 28 de julho de 2012

Descalças

Autor: Elin Hilderbrand
Data de Publicação: Julho de 2010
Editora: Contraponto
Páginas: 317
ISBN: 978-989-666-082-6


Três mulheres -carregadas com crianças e alguns problemas emocionais óbvios -chegam ao aeroporto de Nantucket numa quente tarde de Verão. Vicki, mãe de dois rapazes, estáa tentar aceitar a notícia de que tem uma doença grave; a irmã, Brenda, foi despedida do seu prestigiado emprego de professora universitária por manter uma relação íntima com um estudante; e a amiga de ambas, Melanie, após sete tentativas falhadas de fertilização invitro, está finalmente grávida -depois de descobrir que o marido tem um caso. Com o intuito de sarar as feridas, apanhando sol e sentindo a areia nos pés, "fugiram"para Nantucketsem saber que encontrariam Josh, um desconhecido que mudará as suas vidas. Será que a adorável casa de férias, que pertence à família há gerações, vai ser suficientemente grande para o turbilhão de emoções que a invade? Descalças une estas quatro vidas numa história irresistível. Um romance tão divertido, memorável e agridoce quanto a própria vida.


É caso para se dizer ufa, mas não me interpretem mal, adorei, fiquei rendida logo no início a escrita é fluída, e de fácil leitura, mas o tema é forte, tem partes que me levaram às lágrimas e fiquei com aperto no peito.
São várias histórias dentro de uma história, é muito emocionante, e as personagens vão-se desvendando ao longo da narrativa, o final é muito diferente daquilo que estava à espera, fiquei surpreendida.
Um livro maravilhoso, foi a minha estreia com esta autora, que agora fiquei curiosa para saber se os outro também serão assim.
Fiquei com a sensação de que todas as personagens ao longo da narrativa vão crescendo na sua maturidade e assim conseguindo ultrapassar os obstáculos e dificuldades com que se cruzam.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Os Jogos da Fome

Os Jogos da Fome

Autor: Suzanne Collins
Data de Publicação: 2009
Editora: Editorial Presença
Páginas: 260
ISBN: 9789722342391

Sinopse
Num futuro pós-apocalíptico, surge das cinzas do que foi a América do Norte Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Todos os Distritos estão obrigados a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espectáculo sangrento de combates mortais cujo lema é «matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida… Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, um acto de extrema coragem… Conseguirá Katniss conservar a sua vida e a sua humanidade? Um enredo surpreendente e personagens inesquecíveis elevam este romance de estreia da trilogia Os Jogos da Fome às mais altas esferas da ficção científica.


Terminei o livro agora e li-o em cerca de 24 horas, um pouco menos até, visto estar a trabalhar 9, mas a parte disso, é um livro interessante. Cativa, é rápido de ler e com uma linguagem muito fácil; afinal é um juvenilia. Já saiu em filme e quase de certeza que funcionará bem, tem material que chegue para ser um filme de acção razoável.

Eu sei que estou a ser um pouco contraditória, afinal se o li num dia e se não lhe aponto nenhum defeito, porque é que não demonstro mais entusiasmo... Pois, teve a ver com o desfecho da obra. Claramente um fim para poder escrever mais dois outros livros (já escritos e até publicados entre nós). Se tivessem terminado o livro e se não lhe forçassem tanto o romance entre as duas personagens principais, ficaria muito mais adepta do livro.

A sinopse explica, quanto basta, o livro e este está bem conseguido e mesmo sendo para jovens, não está demasiado simples e as personagens estão desenvolvidas, tem personalidade, defeitos e qualidades. Os ambientes estão bem descritos e tudo, mas aquele forçar para que tudo corresse bem, mas ao mesmo tempo que ficasse meio em aberto... não me convenceu.

Acho que se decidirem ler o livro, vão gostar, quase de certeza e vão querer comprar os dois que completam a trilogia, eu é que preferia algo diferente como final.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Uma noite em Lisboa

Uma noite em Lisboa

Autor: Erich Maria Remarque
Data de Publicação: 2011
Editora: Jornal Público/Edições Saída de Emergência
Páginas: 269
ISBN: 9789896821012


Sinopse

A Alemanha Nazi ocupava grande parte da Europa. Terra de todos e de ninguém devido ao jogo duplo de Salazar, Lisboa foi durante toda a guerra um território neutro. Num cenário de guerra e perseguição, tornou-se o paraíso à beira-mar plantado. Para além da sua beleza natural e da paz, foi uma das poucas portas de saída para os que desejavam uma oportunidade para construir uma nova vida do outro lado do Atlântico.


Depois… uma noite em Lisboa, quando um refugiado olha cobiçosamente para um transatlântico, um homem aproxima-se dele com dois bilhetes de embarque e uma história para contar. É uma história perturbante de coragem e traição, risco e morte. Onde o preço do amor vai para além do imaginável, e o legado do mal é infinito. À medida que a noite evolui, os dois homens e a própria cidade criam um laço que vai durar o resto das suas vidas…


Foi uma das melhores leituras deste ano (até ao momento claro). O livro passasse durante uma noite em Lisboa, enquanto esperam pela partida de um barco para os Estados Unidos da América. Schwarz oferece as suas passagens de barco em troca de ser ouvido por uma noite. Quer contar a sua história de refugiado, uma história de amor, e quer ser ouvido, quer preservar assim a memória do que aconteceu e de alguém.

O livro não tenta ser pretensioso, nem ser um testemunho anti-nazi ou anti-guerra, não tem um escrita complicada e trabalhada. Trata-se "apenas" de Schwarz, um judeu com passaporte falso que tem de fugir e abandonar tudo e todos para salvar a vida.

Um dos pontos que mais gostei neste livro, é o facto de termos boas descrições de Lisboa durante a Segunda Guerra Mundial, e do que Portugal representava para os judeus que conseguiam fugir. Os caminhos que os refugiados utilizavam, os medos e os perigos que passavam durante a fuga e de tudo o que era preciso fazer para sobreviver.

Pessoalmente é uma tema sobre o qual gosto de ler e acho que este livro foi uma belíssima aposta.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Little Brother

Little Brother

Autor: Cory Doctorow
Data de Publicação: 2011
Editora: Editorial Presença
Páginas: 368
ISBN: 978-972-23-4513-2

Sinopse

Marcus é um adolescente de dezassete anos para quem a internet e as novas tecnologias não têm quaisquer segredos. Um dia ele e os amigos vêem-se no sítio errado à hora errada e são apanhados no rescaldo de um ataque terrorista em São Francisco. Levados pelo Departamento de Segurança Interna para uma prisão secreta, são interrogados dias a fio até serem libertados - todos menos um. Marcus está determinado a descobrir o que aconteceu ao amigo numa cidade em estado de sítio onde todos os cidadãos são tratados como potenciais terroristas. Isso deixa-lhe apenas uma opção: começar um jogo perigoso com o governo...


Prémios


Prometheus Award 2009
John W. Campbell Memorial Award 2009
Sunsurst Award 2009


Este foi o primeiro livro sugerido para o clube de leitura Bertrand do Porto, organizado mensalmente na Bertrand do Grand Plaza no Porto, penso eu no mês de Maio. Não conhecia o autor nem a obra e o título agradou-me por ser uma referencia explicita ao Big Brother do 1984 de George Orwell, livro este que eu adoro e que se encontra na minha lista de livros preferidos. Se parti para a leitura deste livro com altas expectativas, terminei-o com vontade de bater com ele na cabeça de alguém.

Para começar é um livro juvenil o que até não seria um problema se me tivessem feito essa nota antes de eu o começar a ler. Além de ser um livro para jovens é também um livro com personagens demasiado “cruas” e muito básicas exatamente para agradar a um público mais jovem. É um livro cheio de acção como será de esperar, mas ao mesmo tempo, é contraditório por ser muito informativo a nível de tecnologias, descrições de sistemas informáticos e sistemas de segurança (criptografia, chave pública e chave privada, etc.). Chega mesmo a explicar a lógica por trás dos sistemas de segurança ao pormenor. O que não considero nem um pouco lógico, é por um lado ter uma escrita básica e personagens simples e por outro ter descrições pormenorizadas de criptografia. Em vários momentos fiquei convencida que o autor estava era a doutrinar o leitor para usar criptografia.

De resto, o livro baseia-se num “9 de Setembro” desta vez em San Francisco, onde um grupo de miúdos que, por se encontrar na zona do atentado, é interrogada por vários dias. A segurança interna ganha poder com o atentado e passa a ser inquestionável, um pouco à imagem do que se passou nos EUA após o atentado do 9 de Setembro. A personagem principal – Marcus, revolta-se com a situação de perder a liberdade de expressão, a liberdade de poder ir onde quiser sem que a segurança interna o interrogue sobre os estranhos padrões que detectaram no uso do passe, ou o porquê de ter estado fora de casa até tão tarde. Marcus sente-se especialmente obcecado com o facto de todo o tráfego de internet ser vigiado pela segurança interna. Assim, de obstáculo em obstáculo, a personagem tenta ultrapassar cada medida de segurança que o afasta da sua liberdade.

Como já referi as personagens são muito elementares e a história gira em volta de um grupo de miúdos. Os adultos são todos um grupo de imbecis na óptica da personagem, assim como todos os problemas são resolvidos apenas por si.

Um livro que não achei interessante e também achei uma escolha infeliz para o clube de leitura. Para além do referido este é um livro que só muito marginalmente se pode enquadrar no género pretendido.