sexta-feira, 20 de julho de 2012

Em espera (Julho)


Então o que é que eu tenho em espera para o resto do mês de Julho perguntam vocês, para começar vou terminar Matadouro 5 ou A cruzada das crianças de Kurt Vonnegut

Era um livro que eu pretendia ler há já algum tempo por vários motivos: é sempre uma das obras de referencia da ficção cientifica, já me foi recomendado pela minha cara metade,  e tem excelentes criticas, ou péssimas. Agora ficaram confusos, este é um daqueles livros que ou adoram ou detestam o que eu normalmente considero um bom sinal. (Não vou explicar porquê, se não divago demasiado)

Calhou bem o livro ter sido escolhido para Outubro no clube de leitura da Bertrand, então aproveitei e comecei por este. Tive o azar da minha edição da Caminho - ficção cientifica (capa azul) - nº119 ter várias folhas em branco.



Então tive de procurar aqui nas estantes a outra edição que temos da Editorial Futura (1973).

Estou sensivelmente a meio do livro e estou a adorar, as personagens, a escrita, a leveza e o humor negro com que ele nos conta a história está-me a deliciar.


De seguida tenho então para ler o Eu sou a lenda de Richard Matheson. Livro escolhido para Julho no clube de Leitura da Bertrand. Temos cá por casa a edição da Saída de Emergência e já esta de lado. Não tenho grande expectativa em relação ao livro, vi o filme e não o achei nada de especial, mas gosto de vampiros, dos clássicos claro. Nada dos amorosos que brilham ao sol. Por isso veremos.


Por fim caso haja tempo, ainda terei o Os jogos da Fome de Suzanne Collins. Este foi oferta da Lady Entropy, uma das nossas amigas bibliófilas, aos meninos cá de casa, mas eles ainda não lhe pegaram e como a Ripley falou muito bem dele (outra grande amiga), decidi pô-lo na lista a ler deste mês.




quinta-feira, 19 de julho de 2012

Remodelações


Como já devem ter notado o Muito para ler concluiu as suas remodelações. Gostaríamos de vos convidar para fazer comentários sobre o novo aspecto, até faríamos uma festinha de inauguração aqui pelo blog, mas vocês sabem como as coisas estão complicadas, por isso cá ficamos apenas com o convite para todos os nossos seguidores e todos os que passarem por aqui que deixem a sua opinião. Se gostam mais ou se gostam menos. Se acham que se lê bem ou se tem coisas a mais, etc. etc. Nós prometemos ler todas as opiniões e reflectir sobre as mesmas. 
Aproveitamos também para agradecer a todos que nos visitam diariamente e que deixam aqui comentários; gostamos de receber o vosso feedback. 



A Imperfeição do Amor

Autor: Joaquim Mestre
Data de Publicação: Setembro de 2007
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 189
ISBN: 978-989-555-313-6

Uma criança que adivinha o futuro e um homem que escreve cartas de amor cruzam-se num universo mágico de lendas e crenças.

A vila de Mazouco, na Galiza, nunca mais foi a mesma desde a noite em que uma estrela parou sobre a taberna de Xosé Regueiro e nasceu o seu filho, Quico Regueiro. Os acontecimentos que se seguiram, deixando todos maravilhados, vão construindo e ao mesmo tempo desvendando uma teia narrativa que evoca autores como Juan Rulfo ou Gabriel García Márquez.
Uma criança prodigiosa capaz de adivinhar o futuro, a história de um pastor enganado pela mulher, uma artista de circo pouco dada aos pudores da vida ou um homem que escreve cartas de amor que enfeitiçavam as mulheres fundem-se numa história de grande riqueza onírica e uma linguagem poética envolvente.
Depois de O Perfumista, editado também pela Oficina do Livro, A Imperfeição do Amor vem confirmar a originalidade da escrita de Joaquim Mestre na literatura portuguesa actual.




Que se pode dizer deste livro? No mínimo estranho, realmente nem sei que dizer, partes houve em que me perdi completamente e não percebi nada do que estava a ler, outras fiquei como que colada à leitura, é uma mistura.
Estava desejosa de ler "O Perfumista", mas depois desta sal ganhada toda não sei se tenho vontade de lhe pegar,tenho de medo de ter criado muitas expectativas e que depois não seja nada daquilo que estou à espera.
Não achei as personagens nada por aí além, tudo muito triste só desgraças, sem nada que desse cor à narrativa, parecia que naquela aldeia ninguém era feliz ou pelo menos contente.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Nota


Nas próximas 24 horas, o nosso querido Muito para Ler irá sofrer alterações estéticas. Umas imagens novas, umas cores mais vivinhas, essas modernices. Peço a vossa compreensão se ele vos parecer despido ou com a informação toda confusa, mas esperamos que amanhã por esta hora já tudo esteja resolvido.
Obrigada.


O Coração de Murano

Autor: Marina Fiorato
Data de Publicação: Julho de 2011
Editora: Porto Editora
Páginas: 281
ISBN: 978-972-0-04286-6


O fabrico de vidro e cristal representa um inestimável monopólio para a República e os espelhos venezianos são considerados mais valiosos do que o ouro. Sob a vigilância atenta do Conselho dos Dez, os sopradores de vidro de Murano vivem praticamente aprisionados na pequena ilha, onde os segredos do seu ofício são guardados a sete chaves. Mas o maior dos artífices, Corradino Manin, ver-se-á forçado a revelar os seus métodos e a vender a alma a Luís XIV, o Rei Sol, para proteger a sua filha ilegítima.

Quase quatro séculos depois, Leonora Manin deixa para trás um passado infeliz em Londres para iniciar uma nova vida como sopradora de vidro em Veneza. Será na cidade mágica dos canais que encontrará o amor e a possibilidade de refazer a sua vida. No entanto, à medida que os segredos da traição do seu antepassado vão sendo desvendados, Leonora verá o seu próprio destino interligado com o de Corradino.

Entre dois tempos, o período renascentista e a actualidade, O Coração de Murano é um romance inesquecível que decorre na mais bela cidade do mundo.




É o primeiro livro que leio desta autora e confesso que estava ao mesmo tempo entusiasmada e com receio de não gostar, pois por vezes as sinopses enganam.
Mas desta vez não foi assim, de início achei a história um pouco confusa, visto que a acção é passada em duas épocas distintas, no passado onde acompanhamos o antepassado da protagonista, e no presente onde a protagonista como que procura as suas raízes e podemos dizer que se tenta encontrar visto que não se consegue enquadrar na sua vida nem na cidade onde vive.
É uma história linda, uma história de amor e ao mesmo tempo de descoberta interior, Leonora ao longo do avanço da narrativa vai descobrindo o seu antepassado e descobrindo-se a si própria e ao seu interior, relegando para segundo plano o amor perdido, o casamento desfeito, a mágoa de não se entender com a própria mãe que descreve como uma pessoa amarga.
Depois de uma decisão da qual fez segredo muda-se para Veneza, e aí ao poucos encontra a sua verdadeira vocação na arte de soprar vidro, acalma o coração magoado apaixonando-se novamente e descobrindo que o que pensava acerca de si própria não é verdade.
Recomendo verdadeira mente para que gosta de uma boa história de amor, com História à mistura, segredos,  enredos, que no final se revelam.
Adorei Leonora identifiquei-me de tal modo que cheguei ao ponto de sentir a angústia que a própria sentia quando se sentia perdida e só.