domingo, 11 de setembro de 2011

Os Pilares da Terra II


Autor: Ken Follett
Data de Publicação: Setembro de 2008
Editora: Editorial Presença
Páginas: 596
ISBN: 978-972-23-3819-6


Do mesmo autor do thriller "A Ameaça", chega-nos o primeiro volume de um arrebatador romance histórico que se revelou ser uma obra-prima aclamada pela comunidade de leitores de vários países que num verdadeiro fenómeno de passa-palavra a catapultaram para a ribalta. Originalmente publicado em 1989, veio para o nosso país em 1995, publicado por outra editora portuguesa, recuperando-o agora a Presença para dar continuidade às obras de Ken Follett. O seu estilo inconfundível de mestre do suspense denota-se no desenrolar desta história épica, tecida por intrigas, aventura e luta política. A trama centra-se no século XII, em Inglaterra, onde um pedreiro persegue o sonho de edificar uma catedral gótica, digna de tocar os céus. Em redor desta ambição soberba, o leitor vai acompanhando um quadro composto por várias personagens, colorido e rico em acção e descrição de um período da Idade Média a que não faltou emotividade, poder, vingança e traição. Conheça o trabalho de um autêntico mestre da palavra naquela que é considerada a sua obra de eleição.



Bem este livro é tão fantástico que fiquei sem palavras é que nem chega aos pés do primeiro volume, é mesmo emocionante cheio de mistérios, traições, conspirações, vigarices, mas o final é surpreendente e deixa qualquer um de boca aberta pois todos os segredos e tramoias continuam até ao fim e mesmo, mesmo na recta final tudo é revelado e é-nos dado a saber o final de todos as personagens que nos acompanharam ao longo da história.
Recomendo sem a mínima sombra de dúvida.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Codex Maia


Autor: Douglas Preston
Data de Publicação: Outubro de 2007
Editora: Saida de Emergência
Páginas: 300
ISBN: 978-972-8839-86-4


"Saudações do mundo dos mortos", declara Maxwell Broadbent na cassete de vídeo que deixou para trás depois do seu misterioso desaparecimento. Notório caçador de tesouros e ladrão de túmulos, Broadbent acumulou muitos milhões de dólares em arte, jóias e artefactos antes de desaparecer — juntamente com toda a sua colecção — da sua imensa mansão.
No início, suspeitou-se de assalto, mas a verdade provou ser bastante mais estranha: como desafio final para os seus três filhos, Broadbent enterrou-se a si e ao seu tesouro algures no mundo, escondido como um faraó egípcio da Antiguidade. Se os filhos quiserem reivindicar a sua fabulosa herança, terão de encontrar o túmulo cuidadosamente ocultado pelo pai.
Os dados estão lançados, mas os três irmãos não são os únicos a competir pelo tesouro. Com tantos milhões de dólares em jogo, bem como um antigo codex maia que pode conter a cura para o cancro, em breve outras pessoas se juntam à caçada... e nada fará parar algumas delas para conseguirem o que está na sepultura.



Bem realmente foi fantástico, a primeira vez que li algo do autor foi o "Blasfémia", mas fiquei fã são daqueles livros que nos deixam em suspenso até ao fim, tendo sempre algo que revelar.
E este também não lhe fica atrás deixado muitos mistérios logo no início para nos acicatar, e ao longo da narrativa vão sendo descobertos outros tantos e conforme se vai aproximando do final todos são explicados e revelados.
Um livro cheio de acção, mistério e alguma dose amor.
Recomendo vivamente.

E como não poderia deixar de ser agradeço à Mira pelo empréstimo, só peço desculpa pela demora.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A Biblioteca


Autor: Zoran Zivkovic
Data de Publicação: Setembro de 2010
Editora: Cavalo de Ferro
Páginas: 101
ISBN: 978-989-623-137-8


Livro vencedor do prestigiado World Fantasy Award, A Biblioteca reune seis histórias fantásticas ligadas à bibliofilia, fazendo-nos pensar em Jorge Luis Borges e na sua biblioteca infinita, mas também no universo de Kafka ou de Umberto Eco. No conto de abertura, um escritor descobre um site onde todos os seus livros, inclusive os que ainda não escreveu, se podem consultar; num outro, uma comum biblioteca transforma-se durante a noite num arquivo de almas; noutro, ainda, o Diabo decide estabelecer os níveis da literacia infernal...




Um livro pequeno que nos proporciona umas gargalhadas valentes. Uma série de contos pequenos que nos deixam a rir e que por vezes nos identificamos com eles, adorei o conto onde o Diabo está muito preocupado por as pessoas não lerem e então decide em vez dos castigos ditos normais que se esperam nos inferno, serem obrigados a ler.
É um livro que só se lendo se fica a saber como apreciar, e quando tentamos passar em palavras aquilo que o livro nos transmite acabamos por não conseguir arranjar palavras para nos expressarmos correctamente.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A Tormenta de Espadas

A Tormenta de Espadas



Autor: George R. R. Martin
Data de Publicação: 2008
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 544
ISBN: 9789896370718

Sinopse
Os Sete Reinos estremecem quando os temíveis selvagens do lado de lá da Muralha se aproximam, numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas. Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, encontra-se entre eles, debatendo-se com a sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar.
Todo o território continua a ferro e fogo. Robb Stark, o Jovem Lobo, vence todas as suas batalhas, mas será ele capaz de vencer as mais subtis, que não se travam pela espada? A sua irmã Arya continua em fuga e procura chegar a Correrrio, mas mesmo alguém tão desembaraçado como ela terá dificuldade em ultrapassar os obstáculos que se aproximam.
Na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra, e Sansa, livre do compromisso com o rapaz cruel que ocupa o Trono de Ferro, tem de lidar com as consequências de ser segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon se julgam mortos.
No Leste, Daenerys Targaryen navega na direcção das terras da sua infância, mas antes terá de aportar às cidades dos esclavagistas, que despreza. Mas a menina indefesa transformou-se numa mulher poderosa. Quem sabe quanto tempo falta para se transformar numa conquistadora impiedosa?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A Biblioteca de Zoran Živković




O que se passa com A Biblioteca de Zoran Živković é que ficamos perante um problema de gestão de expectativas, plantado pela Cavalo de Ferro quando esta opta por transcrever uma parte de uma crítica do The New York Times Book Review que remete a obra para um patamar superior.  

A Biblioteca é uma interessante colectânea de contos (estranhamente ganhou o World Fantasy Award, em 2003, na categoria de novela), mas está longe de ser uma obra-prima ao nível da obra de J. L. Borges. Os seis contos que a constituem tem a mesma estrutura circular que os de Borges e em muito vão beber na relação que o mestre argentino tinha com os livros e as bibliotecas, mas morrem aí as similitudes. 

 

São seis bibliotecas: virtual, particular, nocturna, infernal, minimal e requintada que nos vão sendo descritas, contadas e vividas e na verdade acabam por nos ficar próximas, mas não tão próximas como deviam, pois algum tempo volvido o que resta delas é um esbatida memória do que nos foi contado. 

 

Para que a surpresa e quem sabe algum deslumbre se não perca, não me irei estender sobre os universos que povoam cada conto, mas não deixarei de apresentar uma alternativa ao desfecho do último de modo a o tornar mais coerente. Assim, de forma a fugir ao trivial, este assomo bibliofágico, A Biblioteca Requintada, teria de ter um desfecho em que o livro desaparecia depois de iniciada a sua leitura, demonstrando-se assim a sua inferioridade ou encadernando-o de modo a lhe atribuir “nobreza” necessária, desaparecendo este depois de ter sido transformado. Este acto de bibliofagia lembra-me demasiado a querida ratazana Firmin ou as degustações de Ratatui que apesar de me terem agradado imenso, me surgem aqui disparatadas.