terça-feira, 26 de julho de 2011

As Mulheres da Casa do Tigre

Autoras: Marion Zimmer Bradley, Andre Norton, Mercedes Lackey

Edição/reimpressão: 2008

Páginas: 548

Editor: Difel

Coleção: Literatura Estrangeira

ISBN: 9789722909129


Não é com frequência que encontramos uma obra escrita em parceria por três grandes escritoras de ficção. E não é certamente fácil escrever uma narrativa com interesse, com sentido e coerência, quando pensada a três vozes.
Pois bem, esta obra de ficção científica consegue ter tudo isso e prender a nossa atenção, de forma constante, do início ao fim.
A acção passa-se em Merina, uma pequena cidade-estado, num tempo indefinido, e poderia facilmente resumir-se à eterna luta entre o bem e o mal. De um lado as guardiãs do Coração do Poder, a representação física da Deusa Brilhante; do outro, o tenebroso Apolon, mago e defensor do Poder das Trevas. De um lado, os Anjos; do outro, os Demónios. Recuperando uma ideia querida a Marion Zimmer Bradley, a obra apresenta-nos as três faces/fases da Deusa: enquanto Donzela (representada por Shelyra, detentora do Poder da Deusa, em potencial), enquanto Matrona (personificada pela rainha Lydana, que se encontra muito próxima de entrar na posse dos Poderes/Talentos) e enquanto Feiticeira (representada pela rainha-mãe Adele, uma maga em todo o seu potencial).
No entanto, o livro não se esgota nesta luta, bem pelo contrário. Vai mais além e, de modo aparentemente leve, faz-nos reflectir sobre a força interior de cada um, sobre a capacidade que a humanidade tem de ultrapassar as adversidades, sobre o poder da união e a força da Fé. Ao mesmo tempo, apresenta-nos diversas crenças, como as dos Ciganos e as dos Senhores dos Cavalos, com o intuito de demonstrar que, apesar das diferentes designações, a Fé existe em todas as culturas e civilizações, como força motriz de grandes lutas e da capacidade de vencer grandes desafios.
Uma leitura interessante e despretensiosa para este Verão…

domingo, 24 de julho de 2011

A Carta


Autor: Sarah Blake
Data de Publicação: Janeiro de 2011
Editora: Casa das Letras
Páginas: 351
ISBN: 978-972-46-2001-5


1940. A França rendeu-se. As bombas caem sobre Londres. Roosevelt promete que não vai mandar os americanos lutar em «guerras estrangeiras». Mas a radialista americana Frankie Bard, a primeira mulher a fazer emissões radiofónicas da blitzkrieg em Londres, quer apenas levar a guerra até casa. Enquanto isso, em Franklin, Massachusetts, Iris James ouve as emissões radiofónicas e sabe que é apenas uma questão de tempo até a guerra chegar às margens da sua terra. Responsável pelo correio, Iris acredita que o seu trabalho é entregar e guardar os segredos das pessoas. A ouvir Frankie estão também Will e Emma Fitch, o médico da povoação e a sua mulher, ambos a tentarem escapar a uma infância frágil e a forjar um futuro mais risonho. Quando Will segue o canto da sereia de Frankie até à guerra, os piores receios de Emma tornam-se realidade. Will parte para Londres e as vidas das três mulheres entrelaçam-se. Alternando entre uma América ainda resguardada no casulo da sua incapacidade em compreender o perigo próximo e uma Europa a ser dilacerada pela guerra, A Carta traz-nos duas mulheres que se descobrem incapazes de entregar correspondência, e uma terceira mulher desesperada por uma carta, mas com medo de a receber.



Ainda bem que estive a ler este livro intercalando com outro, pois o livro tem partes muito fortes que são perturbadoras, e que nos deixam chocados.
Realmente a 2ª Guerra Mundial é um tema forte para qualquer livro, e este que vai contando a vida de um médico, e a experiência de uma jornalista americana na guerra. Para além da vida numa pequena povoação costeira onde o médico mora com a sua mulher.
De início a história pode parecer confusa, pois a história vai alternando entre o que se passa na pequena povoação americana e o que sucede em Londres, durante os bombardeamentos alemães e durante os intervalos desses mesmos bombardeamentos.
É um livro o qual não se deve ler de espírito leve mas sim com alguma cautela, e através deste livro também nos apercebemos que a maioria das pessoas que viviam esta guerra não percebiam o que realmente se passava, nomeadamente com os judeus, o porque eram tratados de maneira diferente dos outros e porque eram tão facilmente abatidos pelos boches.

sábado, 23 de julho de 2011

Mataram a Rainha - A Época dos Venenos I


Autor: Juliette Benzoni
Data de Publicação: Janeiro de 2011
Editora: Editorial Planeta
Páginas: 279
ISBN: 978-989-657-142-9

Fugida do convento onde a mãe a queria obrigar a tomar o véu para assegurar a fortuna paterna, Charlotte de Fontenac refugia-se em casa da tia de Brecourt, irmã do defunto pai. A jovem perde-se na noite e surpreende um ritual aterrador numa capela abandonada... Um desconhecido arranca-a à sua perigosa contemplação... Tudo se passa numa época em que o vento pestilencial do caso dos venenos sopra sobre Paris e a corte de Luís XIV. Madame de Brecourt envia Charlotte para o Palais Royal, para a corte da jovem duquesa de Orleães, Madame, a pitoresca princesa Palatina. Um caminho singular, o dos palácios reais, abre-se diante de Charlotte, mais perigoso do que se imaginaria. Um capricho da natureza fá-la parecer-se com um antigo amor de Luís XIV, o que lhe vale o ódio silencioso de madame de Maintenon, em vias de tomar o lugar de madame de Montespan. No momento de maior perigo é a rainha Maria Teresa que vem em seu socorro, mas por pouco tempo, pois morre no espaço de quatro dias...
Mortes suspeitas, missas negras, um amor que não ousa dizer o seu nome e protecções que desaparecem uma após outra. Que vai ser de Charlotte?


Bem que devo dizer? O livro deixou-me sem palavras, no início o começo parece um pouco confuso, mas com o desenrolar da acção tudo começa a ficar claro.
Fiz foi um pouco de confusão com o nome da damas, mas são tantas e algumas delas com nome tão parecidos que por vezes tens de se ter muita atenção.
Mas é um livro muito emocionante, cheio de aventuras e peripécias onde Charlotte parece ter tendência a imiscuir-se, mesmo sem ser essa a sua vontade.
Dona de um coração simples fica muitas vezes bastante chocada com as intrigas que se desenvolvem na corte, até eu fiquei muitas vezes espantada.
A autora sabe cativar e deixar o leitor suspenso ávido por saber, mais sendo até difícil largar a leitura.
Só o fim me decepcionou, muito embora o título seja um pouco sugestivo em relação ao que acontecerá.
Mas visto o livro ter continuação estou desejosa de saber que se irá passar no próximo volume.
Um livro ao estilo de Phillipa Gregory, onde somos transportados ao século do louco rei sol, Luís XIV.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

La Cucina


Autor: Lily Prior
Data de Publicação: Setembro de 2004
Editora: Editorial Bizâncio
Páginas: 243
ISBN: 972-53-0240-0

" Um Romance maravilhoso; um hino à vida e a todos os seus prazeres, numa explosão de paixão e cores extravagantes. A voz da autora é profundamente original e sincera e a história genuinamente tocante - e por vezes muito cómica - sem nunca cair no sentimentalismo.
As personagens constituem uma furiosa colecção de excêntricos, hedonistas, puritanos, amantes, mafiosos, produtores de queijo, olivicultores, jardineiros e cozinheiros de todos os tipos, sendo a própria heroína uma deliciosa criação: sensual, feminina, forte e independente. Semelhante em certos aspectos a Como Água para Chocolate, este romance celebra o amor, a família, o corpo e a comida numa exuberância alegre e cheia de esperança. Tal como uma excelente refeição, deixa o leitor satisfeito,aconchegado e em grande harmonia consigo e com a espécie humana."

Joanne Harris autora de Chocolate



Bem mais um livro divertido e cheio de aventuras como foi o anterior que li da autora, são daquele livros simples, leves e que deixam o sonho vogar.
A sinopse feita pela Joanne Harris praticamente diz tudo sobre o livro, é a história de uma família contada pela única filha que ao longo dos anos teve algumas aventuras e foi expectadora de outras e que nos conta tudo pela sua própria voz.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Uma Americana em Pequim


Autor: Ann Mah
Data de Publicação: Fevreiro de 2011
Editora: Edições ASA
Páginas: 342
ISBN: 978-989-23-1282-8


Todas as pessoas se alimentam de vivências e lugares inesperados…
Um romance sobre comida, amor e autodescoberta. Depois de ver a sua carreira ruir e o namorado pedir "um tempo", Isabelle Lee toma a primeira decisão drástica da sua vida e troca o mundo das revistas de moda de Manhattan pelo mundo das revistas generalistas de Pequim. Um mundo consideravelmente mais limitado dado que o seu conhecimento de mandarim é quase nulo. É que, apesar de ter ascendência chinesa, ela só conhece a linguagem falada na cozinha, pela mãe…
Felizmente, a linguagem da comida é suficiente para a iniciar na crítica gastronómica. Por entre o pato à Pequim ou o huoguo mongol, alguns choques culturais e outras tantas peripécias amorosas, Liz enfrenta os desafios de começar de novo do outro lado do mundo. Anos antes, também a sua irmã, Claire, trocou Manhattan por Pequim. É agora uma advogada de sucesso com um ritmo de vida tão alucinante quanto o da própria cidade. As irmãs nunca tiveram uma relação de cumplicidade. Na verdade, mal se conhecem. A milhares de quilómetros de casa e mais solitária do que nunca, Isabelle começa a interrogar-se se a frenética e vibrante cidade do futuro não será um lugar demasiado estranho para si…



Bem é um livro extremamente divertido, que nos dá a conhecer um pouco da cultura chinesa e de como são ou eram vistos na América os primeiros chineses.
É nos dado a conhecer os pratos mais extravagantes, uma coisa é certa os chineses comem de tudo,lol.
A história é cheia peripécias muitas divertidas e outras que nos fazem pensar, assistimos também à aproximação das duas irmãs que nunca foram muito chegadas, e onde de vão aperceber que uma delas não é assim tão imatura e a outra também fez os seus sacrifícios, mesmo parecendo que teve a vida mais fácil.
Adorei o fim, mas gostava de saber um pouco mais sobre o que aconteceu às personagens.
Em resumo é um livro envolvente que por vezes nos deixa a sonhar, e que é difícil parar de ler.