terça-feira, 19 de julho de 2011

World Without End






Autor: Ken Follett

Edição/reimpressão: 2008

Páginas: 1237

Editor: Pan MacMillan

ISBN: 9780330490702

Idioma: Inglês


Aqueles que não conseguem esperar até que a sequela de Os Pilares da Terra seja publicada em português, podem sempre recorrer à versão original inglesa, já à venda no nosso país.
Voltamos a Kingsbridge, dois séculos mais tarde, ainda em plena Idade Média. E desta vez acompanhamos um grupo de crianças, cujas vidas se irão interligar, à medida que crescem e ocupam o seu lugar na comunidade: Caris, um dos pilares da sociedade de Kingsbridge; Merthin, um talentoso artífice, que ambiciona construir o edifício mais alto de Inglaterra; Gwenda e Wulfric, que lutam contra todas as adversidades, que surgem muitas vezes a mando do seu senhor, o execrável Ralph; os clérigos Godwin e Philemon, que nem sempre colocam os preceitos de Deus acima do desejo de poder.
Desta feita, Ken Follett faz-nos seguir três dos protagonistas num périplo por Itália e França, dando-nos a conhecer a arquitectura religiosa e laica destes dois países, célebres pelas suas catedrais, edifícios seculares e pontes. As descrições são muito interessantes e pormenorizadas, algo a que o autor já nos habituou. Como pano de fundo desta viagem temos a peste e as eternas contendas entre Franceses e Ingleses.
O autor atribui, nesta obra, uma notável importância às mulheres, cujas acções são com frequência o motor da evolução da sociedade. São elas quem quebra antigos tabus, antigas tradições, optando pela mudança, pela modernização, que acabarão por se traduzir numa maior capacidade da comunidade para enfrentar os problemas com que se debate.
O livro apresenta-nos ainda, e em abundância, descrições de tácticas militares, de batalhas e de confrontos, que contribuem para uma maior fluidez da leitura. As maquinações pelo poder, entre o clero inglês da época, são também um factor relevante, quando nos interessamos por um pouco de história.
Trata-se, pois, de um livro cheio de acção, intriga e mistério, que se lê facilmente e sem que queiramos parar. Para todos os gostos…

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O Rio Sabe


Autor: Amanda Quick
Data de Publicação: Junho de 2008
Editora: Bertrand Editora
Páginas: 301
ISBN: 978-972-25-1640-2


O primeiro beijo de Louisa Bryce e Anthony Stalbridge nada teve de romântico: foi uma manobra de diversão para não serem apanhados onde não deveriam estar. E o que os une não tem nada a ver com paixão ou romance. Ambos pretendem desmascarar Hastings, um eminente aristocrata. Louise acredita que Hastings tem ligações a um conhecido bordel, enquanto Anthony desconfia que o nobre esteve envolvido na morte da sua noiva, que morreu afogada no Tamisa. Mas fazer Hastings pagar pelos seus crimes poderá ser mais difícil e perigoso do que ambos pensavam...



Bem de início achei o livro um pouco estranho, mas realmente nem me dei ao trabalho de ler a sinopse do livro antes de o ler, pois só liguei ao nome da autora.
Foi também a primeira vez que li algo da autora, mas como sempre ouvi falar bem resolvi ler, e ainda bem pois o livros é uma mistura de aventura, romance, mistério que nos deixa a voltar páginas sempre na expectativa para saber o que se irá passar.
É um pouco parecido com os livros da Victoria Holt, fiquei fã da autora e vou ler outros livros dela.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Crime e Castigo no País dos Brandos Costumes


Autor: Pedro Almeida Vieira
Data de Publicação: Abril de 2011
Editora: Planeta
Páginas: 198
ISBN: 978-989-657-190-0

No jardim à beira-mar plantado chamado Portugal consta que sempre viveu um povo sereno e de brandos costumes.
Este livro vai desfazer o mito.
Na verdade, a História de Portugal mostra que, desde tempos remotos, homens e mulheres mataram por paixão ou por motivos fúteis, bandidos semearam o pânico, houve serial killers, violadores e facínoras da pior espécie, ladrões de igrejas e hereges. Muitos sofreram depois, no corpo, as consequências dos seus actos, perante um Estado que então aplicava a lei de talião: olho por olho, dente por dente.
Um exacto século depois da Constituição da República de 1911 ter abolido a pena de morte para todos os crimes, e 250 anos após a última execução numa fogueira da Inquisição, eis o retrato verídico de uma selva à beira-mar plantada, através de 30 narrativas que relatam crimes históricos em Portugal.




Bem foi um pouco difícil conseguir ler o livro eram tantos os crimes e tão violentos que me estavam a fazer impressão, e também o livro é um pouco maçador, mesmo os capítulos sendo pequenos e cheios de informações para situar o enredo do capítulo, mesmo assim é um pouco difícil de conseguir estar com atenção.

domingo, 10 de julho de 2011

Os Pilares da Terra



Autor: Ken Follett

Edição/reimpressão: 2007

Páginas: 504

Editor: Editorial Presença

ISBN: 9789722337885

Colecção: Grandes Narrativas



Eis um romance (na edição portuguesa apresentado em dois volumes) que não deixa ninguém indiferente.
A acção decorre na Idade Média, transportando-nos até Inglaterra, mais precisamente até à vila e priorado de Kingsbridge. É aqui que acompanhamos a luta de pessoas normais pela sobrevivência, dia-a-dia. Mas é também entre estas pessoas banais que encontramos aquelas que parecem ser, de algum modo, animadas por um espírito mais vivo, ou por uma melhor visão do que podem ser grandes obras, aos olhos de Deus e do Mundo, tudo girando em volta da construção da Catedral de Kingsbridge.
Assim, damos por nós a sofrer com os protagonistas – sejam eles Tom, o construtor; o seu enteado Jack, que tem um talento especial para trabalhar a pedra; a amada deste último, Aliena, que demonstra ser uma admirável líder nos piores momentos pelos quais a comunidade vai passando; ou mesmo o prior Philip, um pastor com capacidades de gestão acima da média. Trata-se, pois, de uma obra bastante actual, nos tempos que vão correndo.
Como se o acima descrito não fosse suficiente, é necessário dizer que Ken Follettt nos brinda, uma vez mais, com um contexto histórico e socioeconómico deveras bem conseguido, fruto, sem dúvida, de uma pesquisa acurada dos costumes, das leis e do pensamento da época.
Resta acrescentar que as centenas de páginas, com que nos confrontamos nos dois volumes, se lêem de um fôlego e, no final, deixam um certo “sabor a pouco”.
Agora é só esperar pela sequela desta obra magnífica… que decerto também não nos desapontará!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

As Nove Plantas do Desejo


Autor: Margot Berwin
Data de Publicação: Setembro de 2010
Editora: Porto Editora
Páginas: 262
ISBN: 978-972-0-04097-8


Pouco depois do divórcio, a publicitária Lila Nova compra a sua primeira planta.
Trata-se de uma exuberante estrelícia e o vendedor é David Exley, um agrossexual rude, que promete fazê-la ver estrelas. Lila fica imediatamente obcecada - pelas plantas e pelo homem que as vende - mas, quando David a inicia no mito das nove plantas do desejo e depois de ela conhecer um homem chamado Armand que diz possuí-las todas, a sua obsessão alcança dimensões inesperadas.
Porque, segundo a lenda, se ela encontrar todas as plantas, verá cada um dos seus desejos mais profundos realizado.
Mas Lila confia em quem não deve e, em breve, ver-se-á envolvida numa aventura inesperada: no coração do Iucatão, sozinha, com uma mochila carregada de guias turísticos e um champô demasiado caro, acabará por desvendar os mistérios da selva - e da sua própria vida.


Bem tinham-me dito que este livro não prestava para nada, mas mesmo assim resolvi dar o benefício da dúvida e trouxe-o da biblioteca, e ainda bem pois não me arrependi.
É um livro divertido e muito esclarecedor acerca das plantas, suas utilidades tanto na medicina como a forma certa de as tratar e cuidar, pois nem todas são iguais.
Fiquei logo rendida nas primeiras páginas, com imensa vontade de saber o que se iria passar a seguir.
Muito divertido e com bastantes aventuras.